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Jerónimo de Sousa: O PS não traiu, mas desistiu da esquerda
A um mês da Conferência Nacional do PCP, marcada para novembro no Seixal, Jerónimo de Sousa, em entrevista à Antena1, falou das relações com o PS, dizendo que ninguém saiu zangado com o fim da “geringonça”. Continua a falar com António Costa “com urbanidade e civismo”. Não se arrepende de em 2015 ter aberto a porta a um governo de António Costa, hoje faria a mesma coisa, mas acusa o PS de ter desistido da esquerda.
A um mês da Conferência Nacional do PCP, marcada para 12 e 13 de novembro, Jerónimo de Sousa recusa a ideia de o partido ter perdido influência. O declínio do PCP é só eleitoral. O PCP continua a ser importante para a vida democrática portuguesa. Sobre as relações com o PS e o governo, o secretário-geral do PCP admite que continua a falar com o primeiro-ministro. Ninguém saiu zangado com o fim da geringonça, mas o dialogo está reduzido a duas pessoas: as conversas são apenas entre ele e o Primeiro-ministro.
Já sobre o fim da chamada geringonça, Jerónimo de Sousa acusa o PS de ter desistido da esquerda. O PS não traiu a esquerda, mas não foi capaz de ir mais longe.
Entrevista conduzida pela editora de política da Antena1, Natália Carvalho.