Jorge Pinto aponta Gouveia e Melo como exemplo de candidato à 2.ª volta que defende Constituição
O candidato presidencial Jorge Pinto apontou hoje Henrique Gouveia e Melo como exemplo de um dos "vários candidatos" a Belém com hipóteses de ir à segunda volta que defende a Constituição.
Em declarações aos jornalistas na Estação de Santa Apolónia, em Lisboa, Jorge Pinto insistiu que percebe os eleitores que, por medo de uma segunda volta entre André Ventura e João Cotrim Figueiredo, votarão noutra candidatura que não a sua, acrescentando que "não é ninguém para julgar" os eleitores.
Questionado sobre em quem devem votar esses eleitores com medo, o candidato presidencial Jorge Pinto argumentou que "depende da sondagem que acreditarem mais", porque também isso está em jogo na decisão das pessoas, mas frisou antes que o "único apelo que faz na primeira volta" é ao voto na sua candidatura.
O candidato a Belém apoiado pelo Livre pediu às pessoas que "oiçam quem quer defender a Constituição" nestas eleições e percebam como o farão, tendo apontado Henrique Gouveia e Melo como exemplo, após ser questionado sobre que nomes com hipóteses de segunda volta dão garantias de respeitar a lei fundamental.
"No debate comigo, o próprio Henrique Gouveia e Melo disse que iria defender a Constituição de uma maneira até mais aguerrida do que outros candidatos disseram. Há vários candidatos, eu não me arrogo no único defensor da Constituição, mal seria e mal estaria o país", afirmou.
Esta semana, Jorge Pinto já tinha frisado que outras candidaturas, em particular a de António José Seguro, estava a "ficar desperta" do risco de revisão constitucional, afirmando que essa posição "já mostra bem a validade" da candidatura a Belém.
Jorge Pinto fez também um balanço da sua campanha, dizendo-se feliz com um sentimento de "missão cumprida e de consciência tranquila" por ter "conseguido cumprir o que disse no primeiro dia" em que anunciou a candidatura.
O candidato sublinhou que o próximo chefe de Estado enfrentará muitas dificuldades e disse que "não desiste do país, nem tem medo de falar de amor, de empatia, de entreajuda".
"Dizer que este Portugal do ódio que nos querem aí vender não é o Portugal ao qual nós estamos condenados. E assim sendo, esta candidatura valeu muito a pena e é apenas o início. Porque dia 19, cá continuaremos para fazer esta política otimista, mas também para fazer barreira e lutar em defesa do nosso país, desde logo, como tenho dito imensas vezes, para defender a nossa Constituição e a nossa República", resumiu.