Jorge Pinto diz que a única motivação dos candidatos à direita é saber onde está Passos Coelho

O candidato presidencial Jorge Pinto acusou hoje os candidatos à direita de terem como única motivação "saber onde está" e quem apoia Pedro Passos Coelho nestas eleições, em vez de se preocuparem com os portugueses.

Lusa /

"Eu estou quase preocupado com Pedro Passos Coelho, porque parece que os candidatos à direita andam todos à sua procura. Eu não sei se alguém sabe onde é que ele está, se já o encontraram. Parece que a única coisa que motiva os candidatos à direita é saber onde é que está Pedro Passos Coelho e ao lado de quem é que estará", afirmou.

O tema foi levantado pelo candidato em declarações aos jornalistas à margem de uma visita às Festas em Honra de São Gonçalinho, em Aveiro.

Dirigindo-se ao antigo primeiro-ministro social-democrata, Jorge Pinto disse "esperar que esteja bem" e que é preciso transmitir-lhe que "há muita gente à sua procura" em vez de revelarem a sua mensagem política aos portugueses.

Jorge Pinto contrapôs, após as acusações à direita, que a "única coisa que o motiva é saber onde é que estão os portugueses" que "não conseguem ter uma ambulância que os vá buscar para os levar ao hospital" ou os que "estão horas à espera para serem atendidos no hospital".

"Tudo o resto, para mim, é politiquice no mau sentido da palavra", acrescentou.

O candidato a Belém apoiado pelo Livre marcou presença no tradicional lançamento de cavacas e viu sinais positivos desse momento da campanha: "Acho que ter tido a sorte de receber três cavacas e ser o terceiro no boletim é sinal de que os astros estão alinhados para que esta candidatura seja mesmo uma boa surpresa no dia 18".

Sobre se é mais fácil apanhar cavacas ou convencer os eleitores a votarem em si, Jorge Pinto frisou a dificuldade de apanhar este doce tradicional e destacou a vontade das pessoas de falarem consigo na rua.

"Até quando estou distraído são eles que chamam e que fazem questão de poder falar comigo e isso é bom", disse, acrescentando que isso o motiva porque é sinal que está a conseguir "furar uma barreira" criada por comentadores televisivos que se ocupam de "dizer aos portugueses como é que eles devem perceber as declarações dos candidatos".

Questionado sobre se conseguiu chegar aos eleitores que foram hoje votar antecipadamente, Jorge Pinto respondeu afirmativamente, argumentando que muitas pessoas já perceberam que "há novas vozes à esquerda que se querem afirmar" e que não se resignam contra o ódio e a violência.

Após Rui Tavares ter pedido, no sábado, que António José Seguro se posicionasse face a uma eventual revisão constitucional, Jorge Pinto juntou-se às críticas, exigindo ao socialista que especifique os instrumentos que tenciona usar nesse cenário, caso venha a ser eleito Presidente da República.

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