Legislativas 2022. Iniciativa Liberal quer fazer parte da "construção alternativa"

por RTP
Pedro A. Pina - RTP

No âmbito das próximas eleições legislativas, João Cotrim Figueiredo, líder do Iniciativa Liberal (IL), esteve esta quinta-feira na RTP onde anunciou que o objetivo do partido para as legislativas de 2022 é atingir os cinco deputados. Sobre o cenário pós-legislativas, Cotrim Figueiredo afirmou que o partido está disponível para fazer parte da “construção alternativa”.

O Iniciativa Liberal elegeu um deputado para a Assembleia da República nas últimas eleições legislativas e procura agora conseguir eleger cinco deputados nas próximas eleições a 30 de janeiro.

“Entre três e sete, nenhum deles me surpreenderia”, disse Cotrim Figueiredo em entrevista à RTP3, que deposita a esperança no eleitorado mais jovem.

Sobre o cenário pós-legislativas, Cotrim Figueiredo mostrou-se disponível para fazer parte da “construção alternativa”.

“Se os partidos que não são socialistas nem de esquerda conseguirem mostrar que são uma verdadeira alternativa ao PS, não tenho dúvidas de que há aí uma oportunidade”, afirmou.
“Nós faremos parte da construção dessa alternativa se a aritmética eleitoral da noite de dia 30 assim o permitir”, declarou.
Já sobre a possibilidade de o Chega fazer parte desta solução, Cotrim Figueiredo é categórico: “Descarto completamente”. “O Chega não é um partido que tenha qualquer costela liberal”, afirmou o líder do IL, acrescentando que o partido de André Ventura “não é confiável”. “Não faz parte dos nossos parceiros. Tem uma forma de fazer política que nos desagrada profundamente”, acrescentou.

Uma das principais bandeiras do partido é a redução de impostos, nomeadamente a redução do IRC. “Neste momento achamos que o IRC é tão importante como o IRS”, disse Cotrim Figueiredo.

O líder do Iniciativa Liberal defende que a carga fiscal não deve ultrapassar os 28 por cento. O partido defende ainda a privatização de empresas públicas como a TAP, a Caixa Geral de Depósitos e RTP.

“Não deveria ter entrado dinheiro na TAP”, disse Cotrim Figueiredo, defendo que é preciso vender a TAP “o mais rapidamente possível”.
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