Líder do Ergue-te diz que Portugal perde se o partido continuar fora da AR

 O presidente do Ergue-te, José Pinto Coelho, considerou hoje que o partido está a crescer, mas, sem apontar expectativas quanto aos resultados das eleições legislativas, afirmou que é Portugal quem perde se continuar fora do parlamento.

Lusa /

"Portugal perde muito e está a perder mais anos se não meter já o Ergue-te na Assembleia da República, porque o Ergue-te na Assembleia da República fará toda a diferença", disse José Pinto Coelho à Lusa, no início de uma ação de campanha em Lisboa.

Foi a única ação de rua do Ergue-te e juntou durante meia hora pouco mais de 15 pessoas no Largo Camões, em Lisboa, local que José Pinto Coelho diz ser emblemático para o partido por representar "o `ex-libris` da nossa história".

Em declarações à agência Lusa, o líder do antigo Partido Nacional Renovador (PNR) escusou-se a apontar expectativas quanto aos resultados do partido no dia 30, manifestando apenas esperanças, mas considerou que o apoio do eleitorado parece ser cada vez maior.

É o que apontam sobretudo as redes sociais, onde o partido tem apostado para fazer campanha, acrescentou, considerando que "se fosse pela justiça, já lá estávamos há muitíssimo tempo".

"Das pessoas que nos conhecem, há dezenas e dezenas de milhares de portugueses que concordam connosco. Infelizmente, ao longo destas duas décadas, têm optado na hora da verdade por votar numa lógica de voto útil ou voto estratégico e muitos votos, que seriam nossos de alma e de coração, vão racionalmente para outros partidos", sustentou.

Por outro lado, José Pinto Coelho acredita que se o partido conquistar esse lugar no parlamento, conquistará também os eleitores que se abstêm e que, em seu entender, o fazem porque "têm a perceção que esses partidos são mais do mesmo".

"Quando virem lá o Ergue-te, estou convencido que nos vão prestar atenção, porque vai ser um partido completamente diferente", apontou.

Quanto a compromissos eleitorais, o líder do partido nacionalista sublinhou o "combate pela identidade, pela segurança, pelos valores da família e da vida" e contra aquilo que considera ser um "regime podre".

Insistindo, por outro lado, que é o único partido realmente antissistema, disse ainda que os eleitores podem esperar coerência.

"Podemos ser eleitos ou não ser eleitos, mas o nosso discurso e as nossas convicções não mudam consoante conveniências e quando dizemos que somos antissistema, nunca faremos coligações com ninguém, nem acordos de governo com ninguém, porque nós somos contra todos eles e, por isso, qualquer pessoa que vote no Ergue-te sabe que pode contar com isso", justificou.

O Ergue-te estreia-se este ano em eleições legislativas com esse nome, tendo conseguido obter 27.269 votos (0,50%) em 2015 e 17.126 votos (0,33%) em 2019, quando ainda aparecia nos boletins de voto como PNR.

 

MYCA // SF

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