Política
Luís Neves. "Todas as investigações são bem-vindas"
O ministro da Administração Interna disse estar "tranquilo" e "desejoso" que a auditoria seja feita à Polícia Judiciária.
Foi à margem das comemorações do aniversário do município de Gouveia que Luís Neves se mostrou esta segunda-feira tranquilo e desejoso com o andamento da auditoria à Polícia Judiciária (PJ).
"Todas as investigações são bem-vindas", fez questão de dizer aos jornalistas.
A exemplo do que disse o diretor nacional da PJ e a ministra da Justiça, pouco antes, também Luís Neves rejeita que a investigação seja uma questão pessoal, "antes pelo contrário", referiu.
E aproveitou para explicar que no ano em que diz respeito a auditoria, a PJ teve o maior orçamento, fizeram a integração das "pessoas do SEF que tinham sido maltratadas e que foram instaladas e acolhidas" e foram também realizadas obras em todos os edifícios da PJ. E por isso, "estou desejoso que essa audotoria seja feita e seja conhecida", acrescentou.
Na oportunidade, Luís Neves também reagiu às declarações do presidente da República sobre os incêndios. "O senhor presidente da República tem todo o poder, e dever, de sinalizar aquilo que é uma preocupação coletiva" e revelou que foi "com muito agrado" que ouviu as palavras de António José Seguro. "Não pode haver condomínios", rematou.
Sobre a questão dos incêndios, o ministro da Administração Interna reconheceu que está a corrigir "comportamentos de muitas décadas" e que "não são fáceis de corrigir".
Luís Neves frisou que a prevenção tem de ser "todos os 365 dias" e a estratégia não pode estar vocacionada para o combate mas sim para a prevenção. "Vamos apostar na prevenção, na limpeza, nas queimadas e nas queimadas controladas, no ordenamento do território", salientou.
O ministro assumiu que ainda há muito a fazer ao nível da identificação dos terrenos. "Ainda há muita propriedade, sobretudo a partir da lezíria acima do Tejo, que nós não conhecemos os proprietários. E isso não é possível", assegurou. "Poucos não podem por em causa todos os coletivos", concluiu.