MAI designa major-general da GNR para secretário-geral
Luís Neves escolheu Nuno Parreira da Silva para assumir o cargo de secretário-geral do Ministério da Administração Interna (MAI). O ministro afastou, esta segunda-feira, o até então secretário-geral, Ricardo Carrilho, num processo de "reforma funcional e orgânica da Administração Pública".
Depois de um primeiro anúncio sobre a "preparação de uma nova estrutura orgânica e de procedimentos adequados às responsabilidades do Ministério", o ministro da Administração Interna designou o comandante da Escola da GNR ao cargo de secretário-geral.
Luís Neves explicou que Nuno Parreira da Silva "assume funções num momento de transformação do serviço”, adequadas às “responsabilidades desta área governativa".
"Este processo visa adaptar a Secretaria-Geral à reforma funcional e orgânica da administração pública, reforçar a sua capacidade de gestão e assegurar o cumprimento das suas atribuições, em articulação com as demais entidades públicas", esclarece o ministério tutelado por Luís Neves.
O agora nomeado secretário-geral do Ministério da Administração Interna já havia prestado serviço à mesma entidade enquanto assessor do gabinete de Assuntos Europeus do MAI, nas áreas da cooperação policial e da cooperação no âmbito da CPLP.
Nuno Parreira da Silva é comandante da Escola da GNR desde novembro de 2024 e membro do Conselho do Ensino Superior Militar desde o ano passado. Anteriormente, dirigiu o Departamento de Recursos Financeiros da GNR e de Recursos Logísticos no Comando da Administração dos Recursos Internos.
Na Academia Militar, chegou à vice-presidência do Centro de Investigação, Desenvolvimento e Inovação e foi docente no Instituto de Estudos Superiores Militares.
O novo secretário-geral do MAI é nomeado logo após o afastamento de Ricardo Carrilho das mesmas funções, na sequência de algumas notícias sobre alegadas divergências deste com Luís Neves, relativamente à rede de comunicação de emergência, o SIRESP.
Ricardo Carrilho assumiu o cargo de secretário-geral em janeiro de 2025.
(Com Lusa)