Marcelo congratula-se com volume de decisões do Governo

| Política

Marcelo Rebelo de Sousa, aqui na Câmara de Tábua, dedicou os últimos dias a sucessivas deslocações aos municípios atingidos pela vaga de incêndios do passado domingo
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O Presidente da República salientou este domingo, durante uma deslocação a Tábua, o que considerou ser a "forma rápida e tão abrangente" como o Conselho de Ministros extraordinário da véspera "quis tratar de tudo e de tantos dossiers em tão pouco espaço de tempo".

"Entre hoje de madrugada e hoje de manhã estive a analisar as medidas do Conselho de Ministros. Quero sublinhar a forma rápida e tão abrangente como o Conselho de Ministros quis tratar de tudo e de tantos dossiers em tanto pouco espaço de tempo", afirmou o Chefe de Estado em Tábua, um dos concelhos do distrito de Coimbra atingidos pelos incêndios de há uma semana.

Ainda segundo Marcelo Rebelo de Sousa, "isto é o início de um processo".


"Não é o fim de um processo. Sabemos que é um processo demorado, mas que seja o menos demorado possível e que chegue rápido às pessoas", exortou.

Para depois reiterar a necessidade de uma convergência nacional. "Sem essa convergência não vamos lá", advertiu.

O Governo esteve reunido no sábado, ao longo de mais de 11 horas, em Conselho de Ministros extraordinário, para adotar e anunciar ao país um conjunto alargado de medidas de prevenção e combate aos fogos florestais, a par da resposta às vítimas dos incêndios.

O Executivo de António Costa decidiu, entre outras medidas, contratar meio milhar de sapadores, reforçar e entrar no capital do SIRESP e apostar na limpeza junto às estradas e à ferrovia.

Para as vítimas das calamidades de junho, em Pedrógão Grande e Góis e de outubro, nas regiões norte e centro, foi desenhado um pacote de 328 milhões de euros. Foram também anunciadas alterações à estrutura da Proteção Civil e a entrega de meios aéreos à tutela das Forças Armadas.
Pactos de regime
O Presidente relançara já na última noite, em Arganil, um repto aos partidos para que procurassem entendimentos, apesar das "posições de cada um". Marcelo Rebelo de Sousa insistiu mesmo na ideia de pactos de regime.

“É um desafio que exige a convergência de todos os portugueses, de todos os portugueses. Se não percebermos isso, perdemos o desafio”, advertiu o Presidente da República, no culminar de mais um dia de deslocações a concelhos atingidos pela vaga de incêndios de há uma semana.


“Se colocarmos acima da convergência indispensável as querelas, legítimas que sejam, próprias das posições de cada um, de pessoas, de grupos, de orientações, está perdido o desafio”, acentuou Marcelo.

Para o Chefe de Estado, “é legítimo que tenhamos divergências, mas há momentos em que é preciso haver pactos de regime”.

“Se não há um pacto de regime na superação deste desafio, então de facto nós não estamos à altura do desafio, mas eu acho que estamos à altura do desafio. Estamos no país, estamos em Arganil”, concluiu Marcelo Rebelo de Sousa, que intervinha no edifício da Câmara Municipal.

c/ Lusa

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