Maria Luís comissária. Esquerda diz que tem a marca da austeridade
Maria Luís Albuquerque escolhida pelo Governo. A análise de António José Teixeira
Maria Luís Albuquerque enfrentou colapso do BES
Comissão Europeia. Com que pasta poderá ficar Maria Luís Albuquerque?
De repetentes a novos nomes. Quem são as propostas para comissários
Maria Luís Albuquerque "reúne todas as qualidades", considera Carlos Moedas
Chega fala em "currículo sólido" mas lamenta "arrogância" do Governo
Maria Luís Albuquerque. Bom para o CDS, menos bom para a esquerda
AFP
Diz que o nome de Maria Luís Albuquerque é um regresso aos tempos da troika.
O perfil de Maria Luís Albuquerque
Em Bruxelas, questiona-se qual a pasta a ser assumida por Maria Luís Albuquerque
PSD não compreende as críticas da oposição ao nome de Maria Luís Albuquerque
Belém felicita Maria Luís Albuquerque
Quem é Maria Luís Albuquerque?
Escolha de Maria Luís Albuquerque. A análise de António José Teixeira
Reação do PS. Nome de Maria Luís Albuquerque "não é uma boa memória"
Maria Luís Albuquerque é o nome português para a nova Comissão Europeia
Reação do Bloco de Esquerda. Maria Luís Albuquerque foi "agente da troika"
PCP. Escolha de Maria Luís Albuquerque gera preocupação e inquietação
Elisa Ferreira deseja "maiores felicidades" a Albuquerque no reforço do projeto europeu
"Desejo as maiores felicidades à comissária portuguesa indigitada, Maria Luís Albuquerque. Bom trabalho no fortalecimento da construção europeia e em prol do interesse nacional", escreveu Elisa Ferreira na rede social X (antigo Twitter).
Elisa Ferreira é a atual comissária para a Coesão e Reformas, responsável pelos fundos europeus.
O Governo português propôs como candidata a comissária europeia a ex-ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque, anunciou hoje o primeiro-ministro.
O nome da ex-governante foi anunciado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, numa declaração na residência oficial em São Bento, sem direito a perguntas.
Na curta declaração, o primeiro-ministro disse que escolheu Maria Luís Albuquerque com o apoio de todo o Governo, num processo que decorreu com "todo o recato", e destacou o perfil da antiga ministra de Estado e das Finanças de Pedro Passos Coelho.
"Pelo seu perfil e pelo conhecimento direto e pessoal que tenho das suas capacidades sei que vai honrar Portugal", afirmou.
Maria Luís Albuquerque, 56 anos, foi ministra de Estado e das Finanças durante o período em que Portugal estava sob assistência financeira da `troika`, sucedendo a Vítor Gaspar em julho de 2013 e mantendo-se até final do executivo liderado por Pedro Passos Coelho.
Reação da Iniciativa Liberal. Maria Luís Albuquerque aparenta "ter competências técnicas para o cargo"
Livre rejeita o nome de Maria Luís Albuquerque
Reação do CDS. Maria Luís Albuquerque "é uma excelente escolha"
Para Paulo Núncio, "foi uma das melhores governantes que Portugal teve, num momento dificílimo, que foi necessário para recuperar o país da falências que os socialistas deixaram"
Reação do PAN. A escolha do Governo de Maria Luís Albuquerque para comissária europeia "é sinal de austeridade"
Os passos seguintes
As comissões competentes do Parlamento Europeu avaliam cada nomeado, antes de uma votação em sessão plenária sobre a nomeação do colégio no seu conjunto.
Depois da Comissão dos Assuntos Jurídicos (JURI) analisar e confirmar por escrito a ausência de qualquer conflito de interesses dos comissários indigitados, cada um é convidado para uma audição perante a comissão ou comissões parlamentares responsáveis, durante a qual responde às perguntas dos eurodeputados.
Tendo em consideração as conclusões das audições, bem como as consultas com os grupos políticos do Parlamento, a presidente eleita da Comissão Europeia apresenta o colégio de comissários indigitados e o respetivo programa durante uma sessão plenária do Parlamento Europeu.
Após um debate, os eurodeputados decidem, por maioria dos votos expressos, se investem o novo colégio de comissários para um mandato de cinco anos.
Maria Luís Albuquerque deverá estar no sábado na Universidade de Verão do PSD
Quem é Maria Luís Albuquerque?
No PSD, foi vice-presidente durante a liderança de Passos Coelho e cabeça de lista dos candidatos a deputados pelo PSD em Setúbal em 2011 e 2015.
Atualmente é membro do Conselho Nacional do PSD -- segundo nome da lista da direção de Luís Montenegro, logo a seguir a Carlos Moedas -, e membro do Conselho de Supervisão da subsidiária europeia da empresa norte-americana Morgan Stanley.
Maria Luís Albuquerque vai honrar Portugal
“Deposito nela toda a confiança e toda a esperança de que seremos nós, portugueses, uma vez mais um povo e uma Nação que alavanca o reformismo e a ambição europeia de sermos o espaço no mundo onde há mais bem-estar e mais qualidade de vida e respeito pelo Estado de direito”, acrescentou Luís Montenegro.
"Detentora de qualidades e competências extraordinárias"
“A competitividade da economia europeia, a definição de um novo quadro plurianual financeiro, a que se juntam desafios enormes nas áreas da segurança e defesa, bem como novos horizontes com o alargamento da União Europeia”.
O percurso de Maria Luís Albuquerque, segundo Luís Montenegro
Montenegro disse que este processo está a ser tratado pelo executivo "com descrição e recato desde antes das eleições europeias de junho".
Maria Luís Albuquerque é o nome apresentado por Portugal para comissário europeu
Carlos Moedas sobre futuro comissário europeu: pasta da Energia seria importantíssima para Portugal
Fotos de Inês Ameixa
Em entrevista à Antena 1, Carlos Moedas, que foi comissário europeu em representação de Portugal entre 2014 e 2019, na comissão de Jean-Claude Juncker, enumera algumas das características que considera essenciais para assumir a função. "É muito difícil estar nos corredores da Comissão Europeia sem falar fluentemente pelo menos duas línguas", assume. "Depois, é uma função muito executiva, tem de ser alguém com um perfil de executor. Mais até do que um perfil totalmente político, tem de ser um político fazedor, alguém que gosta realmente de chegar aos resultados e que saiba gerir equipas".
"Um comissário, seja de que portfólio for, tem de ter uma opinião, tem de saber do que está a falar e ter uma posição. E essa posição é um equilíbrio muito, muito difícil, entre o que é que nós, comissários, devemos defender (que é o interesse de toda a Europa), mas ter em mente também o interesse da nossa nação. Mas ele não pode ser muito claro! Aliás, nas reuniões [da Comissão], é proibido dizer 'o meu país', temos de dizer 'o país que nós conhecemos melhor', em inglês, 'the country I know best'", revela Carlos Moedas.
O presidente da Câmara de Lisboa, durante cinco anos comissário europeu com a pasta da Ciência e Inovação, não acredita que o facto de Portugal ter conseguido um português (António Costa) na presidência do Conselho Europeu tenha efeitos negativos no dossiê que será atribuído ao futuro comissário luso. "Eu não diria que isso seja uma realidade. Não penso que a presidente Ursula von der Leyen tenha esse pensamento de 'ah, se Portugal já tem o presidente do Conselho, então vou dar uma pasta mais fraca", considera. "Eu não penso que isso faça parte do raciocínio, aliás, eu, no lugar dela, teria até alguma tendência de, para ter uma ligação ao presidente do Conselho que fosse português, ter um comissário português [com uma boa pasta] que me fizesse essa ligação."
Quanto à pasta propriamente dita, o social-democrata aponta à Energia. "É hoje uma pasta com um poderio enorme, para Portugal seria importantíssimo", até porque "continuamos sem interconexões entre França, Espanha e Portugal, portanto há aí uma parte que é de uma importância colossal para o nosso país". Mas também as pastas nas áreas financeiras ou da ciência e inovação são outros exemplos apontados.
Os conselhos de quem já ocupou a cadeira portuguesa na Comissão
Para Carlos Moedas, estudar muito é o principal conselho que pode ser dado à personalidade portuguesa que seguirá para Bruxelas. "Estudar muito os dossiês como se estivéssemos num exame da faculdade". Todos os 27 escolhidos como membros do colégio vão ter de enfrentar uma audição no Parlamento Europeu, perante os eurodeputados, e o autarca de Lisboa não tem dúvidas: "O meu conselho é... quando souber que será comissário europeu, meta-se em casa a estudar com ajuda e com pessoas que sabem" (risos).
"Eu lembro-me não só do antigo comissário António Vitorino, como da antiga comissária irlandesa, que era a comissária da Ciência antes de mim, que me deixou uma carta que dizia: o dia mais importante, mais difícil dos cinco anos, é realmente passar com distinção essa audição no Parlamento", revela Carlos Moedas. "Ela é importantíssima porque é a nossa credibilidade, é aquele momento que ficará para o resto dos cinco anos... se aquele comissário é bom ou não é bom. Se nos vão respeitar ou não vão respeitar. E esse respeito começa naquele dia 1".
Von der Leyen aposta em jovens, defesa e agricultura nos primeiros 100 dias do novo mandato
As metas constam das orientações políticas divulgadas por Ursula von der Leyen, aquando da sua reeleição no cargo em julho passado, e surgem quando a responsável tenta constituir a sua equipa de comissários com vista a uma tomada de posse do novo colégio até final deste ano.
No documento, a líder do executivo comunitário defende desde logo um "plano para a força e a unidade europeias", na qual divulga então um foco nos jovens da União Europeia (UE).
"Solicitarei a todos os comissários que organizem os seus primeiros diálogos anuais sobre a política de juventude nos primeiros 100 dias do mandato. Estes diálogos repetir-se-ão anualmente", anuncia a responsável, vincando querer "garantir que os jovens possam usar a sua voz - a sua própria voz - para ajudar a moldar o futuro" da UE.
Outra prioridade destes que serão os primeiros dias do novo ciclo institucional (que começa em 2024 e se estende até 2029) é a defesa: "Para enquadrar a nova abordagem e identificar as nossas necessidades de investimento, apresentaremos conjuntamente um Livro Branco sobre o futuro da defesa europeia nos primeiros 100 dias do mandato".
Ursula von der Leyen já havia anunciado, aliás, que no novo mandato terá um comissário europeu apenas dedicado à defesa, para reforço da capacidade industrial europeia em termos de capacidades militares e de produção, perante tensões geopolíticas como as relacionadas com a invasão russa da Ucrânia.
Contas da presidente da Comissão Europeia, divulgadas em junho passado, fixam em 500 mil milhões de euros as necessidades de defesa na UE para a próxima década, estando porém por decidir como seria feito tal financiamento, razão pela qual se vai agora realizar este livro branco (documento que contém propostas de ação ao nível comunitário).
Depois de intensos protestos no início deste ano, o setor agrícola também é outro foco de Ursula von der Leyen no arranque do seu novo mandato, como indicado nas orientações políticas.
"Quero continuar a colaborar com os agricultores, os decisores políticos, a sociedade civil, as partes interessadas e os cidadãos para podermos construir um sistema agrícola e alimentar competitivo e resiliente e foi por esta razão que convoquei um Diálogo Estratégico sobre a Agricultura, cujo relatório será apresentado em breve. Com base nestas recomendações, apresentarei uma visão para a agricultura e a alimentação nos primeiros 100 dias, que analisará a forma de garantir a competitividade e a sustentabilidade a longo prazo do nosso setor agrícola, dentro dos limites do nosso planeta", lê-se no documento.
Aquela que é a primeira mulher à frente do executivo comunitário estipula ainda como objetivos para os seus primeiros 100 dias do novo mandato a apresentação de um plano de ação europeu sobre a cibersegurança dos hospitais e prestadores de cuidados de saúde, o anúncio de novas formas de financiamento para as `startup` acederem à supercomputação, a criação de um novo acordo industrial limpo para indústrias competitivas e ainda a divulgação de análises das políticas pré-alargamento em setores específicos como o Estado de direito e o mercado único com vista à expansão do bloco comunitário, ainda de acordo com o documento.
Nova Comissão Europeia deverá ser anunciada em setembro e tomar posse ainda este ano
A poucos dias de terminar o prazo para os Estados-membros da União Europeia (UE) apresentarem os seus candidatos - idealmente dois (um homem e uma mulher) - para o posto de comissário europeu no próximo mandato (2024-2029), cinco países entre os 27 ainda não anunciaram as suas escolhas ou as comunicaram a Bruxelas: Portugal, Bélgica, Bulgária, Itália e Dinamarca.
Ainda assim, de acordo com fontes europeias ouvidas pela Lusa, a intenção da líder do executivo comunitário que foi reconduzida no cargo, Ursula von der Leyen, é a de apresentar a sua equipa em meados de setembro, tendo já começado as entrevistas a alguns dos nomes propostos.
Apesar de o prazo oficial terminar a 30 de agosto, próxima sexta-feira, as propostas de nomes ainda serão aceites por Von der Leyen até ao início de setembro, segundo as mesmas fontes.
Previsto está que, entre setembro e outubro, se realizem audições públicas no Parlamento Europeu aos nomes propostos para novos comissários europeus, cabendo à assembleia europeia dar o aval final em plenário para, mais tarde, a nova Comissão Europeia tomar posse.
Se todos os nomes propostos tivessem `luz verde` imediata do Parlamento Europeu, o novo colégio de comissários poderia tomar posse já a 01 de novembro, mas com uma rejeição esse prazo já passaria para 01 de dezembro, dado o tempo necessário para o país em causa propor um novo nome e esse candidato ser entrevistado por Ursula von der Leyen e ouvido em audição na assembleia europeia.
As fontes europeias ouvidas pela Lusa esperam, por isso, que a tomada de posse aconteça até ao final deste ano.
No que toca à sua equipa executiva, a presidente da Comissão Europeia é responsável pela escolha e pela atribuição das diferentes pastas tendo em conta a dimensão geográfica do país, as competências dos candidatos e as suas preferências, após nomeações feitas pelos países.
O pedido para os países apresentarem nomes foi feito em cartas enviadas no final de julho pela presidente da Comissão Europeia aos chefes de Governo e de Estado da UE, nas quais a responsável defendeu um "colégio de comissários equilibrado em termos de género".
Ursula von der Leyen foi reeleita, em julho passado, presidente da Comissão Europeia por mais cinco anos.
A política alemã de centro-direita é presidente da Comissão desde dezembro de 2019, sendo a primeira mulher no cargo, e foi a candidata cabeça de lista do Partido Popular Europeu nas eleições europeias de junho.
Aquando da reeleição pelo Parlamento Europeu, a responsável indicou, precisamente, que se iria focar agora na constituição da sua equipa de comissários, começando as entrevistas em meados de agosto "para escolher os candidatos mais bem preparados e que partilhem o compromisso europeu".
"Mais uma vez, o meu objetivo será conseguir uma quota-parte igual de homens e mulheres no colégio de comissários", adiantou na altura.
Primeiro-ministro prepara-se para anunciar o nome do candidato a futuro comissário Europeu português
A poucos dias de terminar o prazo para os Estados-membros da União Europeia (UE) apresentarem os seus candidatos - idealmente dois (um homem e uma mulher) - para o posto de comissário europeu no próximo mandato (2024-2029), cinco países entre os 27 ainda não anunciaram as suas escolhas ou as comunicaram a Bruxelas: Portugal, Bélgica, Bulgária, Itália e Dinamarca.
Se todos os nomes propostos tivessem `luz verde` imediata do Parlamento Europeu, o novo colégio de comissários poderia tomar posse já a 01 de novembro, mas com uma rejeição esse prazo já passaria para 01 de dezembro, dado o tempo necessário para o país em causa propor um novo nome e esse candidato ser entrevistado por Ursula von der Leyen e ouvido em audição na assembleia europeia.