Marques Mendes pede "maior sensibilidade" ao Ministério da Saúde
O candidato presidencial Luís Marques Mendes pediu hoje ao Ministério da Saúde "maior sensibilidade" em relação "às questões menos boas que foram acontecendo" e considerou que já não se trata de política, mas de uma questão "humana e social".
"Acho que o Ministério da Saúde faria bem em ter uma atitude de maior sensibilidade relativamente às questões menos boas que foram acontecendo na saúde. Isto já não é só uma questão política, é também uma questão humana e social. Quando morrem pessoas, não está apenas em causa a política", afirmou.
O candidato presidencial apoiado por PSD e CDS-PP falava aos jornalistas em Fátima, durante uma iniciativa de contacto com a população.
Luís Marques Mendes defendeu que "quando há questões como mortes de pessoas, é obrigatório ter uma palavra".
"Não é já uma questão política, é uma questão humana, é uma questão afetiva. Eu sou muito sensível a isso e não vai ser aos 68 anos que me vou descaracterizar. Eu sou muito, muito, muito sensível às questões de fragilidade humana e quando morre um idoso, quando morrem dois idosos, acho que a nossa obrigação, de um cidadão, de um presidente ou de um ministro é ter uma palavra", salientou.
O candidato pediu que estas palavras não sejam interpretadas como "uma crítica política" e sustentou que "uma pessoa, andando na vida pública, também tem sentimentos e também tem sensibilidade social".
"E eu estou a fazer isto não para criticar ninguém, mas para fazer pedagogia e ajudar a mudar as coisas", indicou.
Questionado se há efetivamente mais problemas na saúde ou se se trata de uma questão de "perceção de caos", como disse o primeiro-ministro, Marques Mendes recusou comentar.