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Pós-depressão Kristin. A resposta aos danos e a evolução do estado do tempo

Mau tempo: Seguro avisa que "a culpa não pode morrer solteira"

Mau tempo: Seguro avisa que "a culpa não pode morrer solteira"

O candidato sugere ao Governo a criação de uma linha de apoio à tesouraria das empresas afetadas.

Inês Ameixa /

Fotos: José Coelho, Lusa

Com uma agenda de campanha reduzida, por causa dos estragos causados pela tempestade Kristin, António José Seguro visitou esta sexta-feira uma empresa em Oliveira de Azeméis, distrito de Aveiro, e foi lá que voltou a responder sobre o mau tempo que devastou nomeadamente a região de Leiria. 

O candidato à Presidência da República insiste que todos os esforços devem estar concentrados em devolver a normalidade às populações afectadas e deixa uma sugestão ao Governo de Luís Montenegro: "Que, no âmbito da negociação do PRR, pudesse haver, da parte da União Europeia, o alargamento do prazo para a concretização de algumas obras que exigem construção civil". E porquê? "Porque neste momento é necessário libertar a capacidade de construção civil para acudir as pessoas que tiveram danos nas suas casas e também em termos de infraestruturas públicas e de arruamentos", explica.

António José Seguro deixa a proposta, apesar de adiantar que não fez qualquer tipo de contacto com o primeiro-ministro. Questionado pelos jornalistas sobre se a resposta que está a ser dada pelo Governo é a adequada, o candidato socialista recusa fazer avaliações. Mas deixa um aviso: "A culpa não pode morrer solteira. Passada esta situação, o país tem de ter uma conversa séria sobre a forma como pode e deve reagir a estas situações que já não são novas", alerta.

O candidato acrescenta que "as alterações climáticas são hoje uma realidade" e defende que é preciso preparar o país para fenómenos extremos "cada vez mais frequentes". "Nós devemos, como país, preparar-nos. A exigência que faço como Presidente da República é que o país e o Estado se preparem para fazermos face a estas situações".

À margem de uma visita a uma empresa em Oliveira de Azeméis, António José Seguro acrescentou que vai continuar a visitar regiões afectadas pelo mau tempo e até admite levar a comunicação social com ele aos locais afectados, ao contrário do que tem acontecido. Mas rejeita estar a fazer uma "campanha paralela", já que a comitiva tem cancelado iniciativas de campanha.

O dia fechou com um comício em Viseu para centenas de pessoas onde Seguro não ficou para jantar. Num discurso para os apoiantes, o candidato explicou que "estava para ser uma grande festa, mas uma catástrofe assolou o país". E deixa uma nova sugestão ao Governo de Luís Montenegro: criar uma linha de apoio à tesouraria das empresas "que não podem laborar. Ou porque estão sem energia eléctrica ou porque não têm infraestruturas". "O pior que podia acontecer é que as pessoas que estão em casa aflitas ou que tiveram danos nas casas também ficassem privadas dos salários", sublinhou.
Este sábado, a caravana de António José Seguro arranca o dia na Trofa, no distrito do Porto.
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