Meirelles antecipa-se a Montenegro e denuncia "golpe de Estado" no PSD

| Política

A poucas horas da declaração do ex-líder parlamentar Luís Montenegro, a vice-presidente do PSD Isabel Meirelles fala de um “golpe de Estado”
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A poucas horas da esperada declaração de Luís Montenegro, que pretende avançar contra Rui Rio, Isabel Meirelles saiu a público para afiançar que a atual direção quer fazer cumprir “à risca” os estatutos do PSD. A vice-presidente dos social-democratas acusa mesmo o ex-líder parlamentar de estar a pôr em marcha um “golpe de Estado”.

“O doutor Rui Rio foi eleito por 22.500 militantes, com 54 por cento dos votos. Entretanto, desde há cerca de um ano entraram seis mil novos militantes. Aquilo que se está a pretender fazer é um golpe de Estado no PSD”, afirmou Isabel Meireilles, ouvida pela agência Lusa.Luís Montenegro escolheu o Centro de Cultural de Belém, em Lisboa, para fazer esta tarde uma declaração sobre a intenção de avançar como candidato ao lugar de Rui Rio.


O esperado desafio a Rui Rio, continuou a dirigente social-democrata, “será um exercício de oportunismo descarado e de quem quer assegurar a sua própria sobrevivência e da clique que o rodeia”.

“É um grito de desespero para manter o poder, os lugares. Parece-nos horrível, pela sede de poder não vale tudo, não vale destruir o partido e dá-lo de bandeja à maioria de esquerda e prejudicar o próprio país”, acentuou.

Para Isabel Meirelles, a posição de Luís Montenegro mostra que “não se respeita a si próprio”, tendo em conta declarações de fevereiro de 2018, quando o ex-líder parlamentar garantia que não faria oposição a Rui Rio, e de setembro último, mês em que se manifestou contra um congresso extraordinário e uma alteração da liderança antes das eleições legislativas.

“Alguém que quer confrontar António Costa usa a mesma ideia de ilusão e de mentira, que é dizer uma coisa e fazer outra. Isto mostra o caráter de uma pessoa que não tem ética nem para liderar uma Junta de Freguesia, quanto mais o partido”, repudiou.
“Uma falta de respeito”

Questionando as bases para a decisão de Luís Montenegro, Isabel Meirelles aponta o facto de as sondagens terem dado resultados errados no passado, desde logo quando Rui Rio chegou à Câmara do Porto.


Marcelo Sobral, Rui Magalhães - RTP

“Achamos que mostra uma falta de respeito pelo partido, pelo país, pelos companheiros que foram legitimamente eleitos e uma falta de caráter que os homens que querem ser homens de Estado devem ter e que aqui não vemos”, acentuou.

A vice-presidente do PSD remete para os estatutos do partido quando questionada sobre a forma como a direção de Rio conta reagir.

“Nós cumprimos os estatutos e, portanto, tudo aquilo que for feito vai ser feito segundo os estatutos do PSD. Vamos segui-los à risca, é isso em que se baseia um dos princípios do Estado de Direito e dos partidos que funcionam como tal, que é cumprir o princípio da legalidade. Portanto, os estatutos têm de ser respeitados”.

c/ Lusa

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