Mendes diz que "ganhar ou perder é democracia" e volta a criticar Cotrim

O candidato presidencial Marques Mendes reiterou hoje as críticas a Cotrim Figueiredo, acusando-o de ser um exemplo de "imaturidade e impreparação", e, a cinco dias das eleições, afirmou que "ganhar ou perder é democracia".

Lusa /

Num almoço com empresários, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP contou com uma intervenção da mulher, Sofia Marques Mendes, e reiterou que tem para oferecer ao país "estabilidade, ambição e previsibilidade", valores que considerou essenciais para a economia e empresas.

"É por tudo isto que, se concordarem com as minhas palavras e com a minha mensagem, peço a vossa ajuda. Se entenderem de outra maneira, ganhar ou perder é democracia e respeito os votos de todos", afirmou.

E acrescentou: "Tento ganhar, mas respeito os votos de todos. Porque todos são portugueses e Portugal precisa de todos e eu quero ser Presidente daqueles que votam em mim e daqueles que não votam em mim", afirmou.

O candidato voltou a centrar as críticas em Cotrim Figueiredo, dizendo que, numa segunda volta, "IL e Chega" podem ser a mesma coisa, depois de o seu adversário não ter excluído o voto em André Ventura, caso não passasse da primeira volta.

"Agora pode vir dar a entender que está arrependido. Mas é um falso arrependimento. O que esta última declaração significa é que este candidato é um exemplo de imaturidade e um exemplo de precipitação. E na Presidência da República não pode haver nem imaturidade nem precipitação", defendeu.

Do seu lado, assegurou, "não vai ser aos 68 anos" que se irá descaracterizar.

"Eu não sou daqueles que pensam uma coisa à segunda, quarta e sexta, e pensam coisa diferente à terça, quinta ou sábado", disse.

No dia em que visitou Fátima, Mendes assegurou que "não há milagres" na sua candidatura, mas trabalho.

"Não há aqui marketing. Há aqui vontade de fazer e de realizar. Eu sou muito genuíno ao dizer isto", afirmou.

Antes, discursou pela primeira vez a mulher do candidato, que o tem acompanhado durante toda a campanha, dizendo que, apesar de ser discreta e preferir passar despercebida, não quis ser egoísta.

"Tenho de mostrar a todos o que realmente sinto que és, a pessoa mais certa para representar a República. Todos os dias me consegues surpreender com a tua generosidade e com o teu sentido de missão. Por todos nós, pelos filhos e netos de todos nós, ajuda Portugal", apelou, terminando a intervenção com um "amo-te".

Marques Mendes disse sentir-se "muito grato e sensibilizado" com estas palavras, aproveitando para estender a homenagem "a todas as mulheres", que disse serem pilares na estabilidade das famílias e na harmonia dentro da sociedade portuguesa.

"Eu queria saudar, na minha mulher, as mulheres de Portugal", disse.

Em Leiria, Mendes quis detalhar o que pode um Presidente da República fazer para ajudar a economia e as empresas.

"Três coisas fundamentais, se for eu o escolhido pelos portugueses para ser o chefe de Estado: estabilidade, ambição, previsibilidade", disse.

O candidato apoiado por PSD e CDS-PP reiterou que tudo fará para garantir a estabilidade política em Portugal e até detalhou três preocupações essenciais na relação com o parlamento.

"Evitar moções de censura, evitar moções de confiança e levar os agentes políticos a negociarem o Orçamento do Estado todos os anos", apontou.

Neste almoço, falou também o antigo ministro da Economia Pedro Reis, que apontou Mendes como a escolha acertada também para este setor, pedindo "mais ação e menos eleição".

"As empresas anseiam por uma interrupção em eleições, anseiam por uma estabilidade nos ciclos políticos, anseiam por um foco na sua competitividade e no seu investimento. Só por isso, acho que temos uma grande razão para votar no Dr. Luís Marques Mendes", defendeu.

O economista considerou que Mendes vai trazer "a capacidade da articulação institucional e de promover o alinhamento nacional".

"Não vale a pena complicar, as empresas não complicam as coisas", apelou.

 

 

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