Mobilidade. Último dia para portugueses votarem antecipadamente no estrangeiro

por Andrea Neves - correspondente da Antena 1 em Bruxelas
Andrea Neves - Antena 1

Os portugueses que estão no estrangeiro podem ainda esta quinta-feira exercer o direito de voto. Desde que estejam recenseados em Portugal mas estejam a trabalhar, a representar Portugal, a estudar ou a fazer um tratamento médico fora do país, podem dirigir-se a uma das embaixadas portuguesas para votar, antecipadamente, nas próximas eleições legislativas.

Há uma forte participação dos mais jovens que votam nestas eleições em Bruxelas.

Em Bruxelas, regista-se uma nítida participação dos eleitores mais jovens. Muitos estão na Bélgica pelo programa Erasmus, outros por opção de vida. Há também muitos jovens portugueses que estão a fazer estágios ou já a trabalhar nas instituições europeias.

Lígia Figueiredo está há seis anos em Bruxelas. Nas eleições anteriores foi votar a Portugal, mas desta vez isso era impossível. Lígia votou pela primeira vez na embaixada e também notou a afluência dos jovens.

“É verdade, há muitos jovens e é um bom sinal. Não sei se é estas eleições, em particular, que marcam o rumo do nosso país o que é muito importante, mais ainda com as eleições europeias que se seguem. Mas faz todo o sentido que os jovens também sejam apologistas de vir votar e de exercer o seu dever”.

Rodrigo Carvalho é um dos jovens portugueses que votou na embaixada de Portugal na Bélgica.

“Também tive essa sensação de que havia aqui uma mobilização maioritariamente dos jovens”, relata.

Rodrigo refere que é muito fácil votar antecipadamente e em mobilidade no estrangeiro: “Sim, muito fácil. É como numa mesa de voto em Portugal. Obviamente e felizmente, posso dizer assim, demorou um pouco, o que é sinal de que há mobilização. Mas correu tudo bem e com a normalidade expectável”.
Maior participação logo no primeiro dia, confirma embaixador

O embaixador de Portugal na Bélgica, Jorge Cabral, confirma que há uma maior afluência às urnas em Bruxelas.
Na terça-feira, o primeiro dos três dias para votar, foram mais os que o fizeram em comparação com o primeiro dia de eleições anteriores.

“Nós tivemos 380 pessoas a votar na terça-feira o que já excedeu as expectativas que tínhamos. Já é um indício de que o número global dos três dias poderá vir a exceder o número que foi registado nas eleições de há dois anos. Portanto, é um sinal muito encorajador e muito positivo. É bom que as pessoas votem. É um sinal de sentido cívico e de vontade de exprimir a sua a sua intenção”.
Portugueses em Bruxelas admitem seguir debates e campanha

A maioria das pessoas que vai votar à embaixada de Portugal já está há alguns anos na Bélgica. Não é o caso de David Gomes e Pedro Diogo, que chegaram há oito dias. Mas, para eles como para muitos outros, sair do país não implica deixar o país.

“Estamos a acompanhar a tudo. Temos visto as campanhas eleitorais e temos visto os debates, ou seja, temos seguido sempre e queremos continuar a seguir sempre a vida portuguesa em termos políticos, claro”, refere David Gomes.

Já Pedro Diogo saliente que houve informação suficiente para que todos soubessem como votar: “Foi um processo até relativamente fácil. Houve várias comunicações também pelos órgãos de comunicação social, sobre como é que poderíamos fazer para votar aqui, para votar em mobilidade”.

E foi também antecipadamente e em mobilidade no estrangeiro que já votaram Vítor Nogueira e Teresa Régio. Vítor Considera que não houve qualquer dificuldade no processo e que teve informação suficiente. Teresa, que é funcionária nas instituições europeias, concorda e diz que votar é sem dúvida importante: “Sim, claro que sim, claro que sim. Sou cidadã portuguesa, é o meu direito”.
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