Morte após pedido de INEM. Oposição aponta porta de saída à ministra da Saúde

O PS já pediu explicações ao primeiro-ministro sobre este caso. Os socialistas acusam Luís Montengro de ter reconduzido uma ministra que não responde a nada. Quase sem exceção, os restantes partidos dizem que chegou a hora de a ministra Ana Paula Martins sair ou começar a reorganização da saúde.

RTP /

Foto: Paulo Novais - Lusa

Um homem morreu ontem no Seixal após quase três horas à espera de socorro do INEM. Para além de uma auditoria do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), também a Inspeção Geral das Atividades em Saúde (IGAS) vai abrir um inquérito.

O INEM abriu uma auditoria à chamada recebida na terça-feira do utente do Seixal, anunciou o presidente do instituto, mas a oposição já veio pedir explicações à ministra da tutela.
"Neste momento a existência da senhora ministra da Saúde é pouco relevante", porque "nunca responde a nenhuma situação de dificuldade", disse Mariana Vieira da Silva, vice-presidente do grupo parlamentar do PS.

"Não podemos continuar a viver num país onde quando um cidadão liga para o INEM espera ter sorte, quando aquilo que é suposto é esperar ter resposta e é isso que precisamos de ver garantido. Aquilo que o PS diz é que o primeiro-ministro tem que dar uma resposta", afirmou a deputada e antiga ministra.

Já o Bloco de Esquerda, numa pergunta dirigida a Ana Paula Martins através da Assembleia da República, quis saber que medidas vai implementar o Governo para garantir que o novo sistema de triagem funciona e pede mais esclarecimentos sobre como um pedido de socorro, que "teve um acionamento de meio mais atempado, tenha acabado com o falecimento de uma pessoa de 78 anos ao fim de quase três horas".

O PCP e o Chega anunciaram entretanto que vão requerer a audição parlamentar da ministra da Saúde sobre o INEM, enquanto o PAN também defendeu a demissão de Ana Paula Martins. O Chega quer ouvir igualmente o diretor executivo do SNS e o presidente do INEM.

Mário Amorim Lopes, da Iniciativa Liberal, exigiu a reforma do INEM e a demissão da ministra da Saúde, admitindo que "chegou a hora".
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