Política
Presidenciais 2026
Na reta final da campanha, Gouveia e Melo vira-se para os reformados
A chuva complica a campanha, confessa, mas não desanima Henrique Gouveia e Melo. "A chuva é água. E, para um marinheiro, a água é sempre positiva. Estou super confiante", afirma o candidato presidencial.
Foto: José Sena Goulão, Lusa
Gouveia e Melo arrancou o penúltimo dia de campanha a norte. De visita à Feira de Gondomar, reforça o apelo ao voto. "Já sabe qual é a linha onde vai votar? É a última do boletim. Ponha lá o ‘x'.", vai repetindo, durante interações com os feirantes.
Na reta final da campanha, o ex-chefe do Estado Maior da Armada vira-se também para outro eleitorado: os reformados. "Comigo não vai passar nenhum decreto-lei que comprometa as pensões das pessoas mais velhas. Isso é indigno", sublinha, em declarações aos jornalistas.
E acusa António José Seguro, numa referência indireta ao passado do adversário enquanto secretário-geral do PS, durante o período da ‘troika': "Comigo nunca mais haverá cortes de pensões para pessoas que não têm capacidade depois para fazer qualquer outra atividade. Isso aconteceu no passado e foi o Tribunal Constitucional que evitou. Mas houve um alinhamento de pessoas que não tinham sequer que alinhar nisso. Depois vieram com uma grande retórica, que tinha sido para o bem do país", afirma o candidato presidencial.
Gouveia e Melo não poupa também André Ventura, candidato que, diz, faz parte do "sistema partidário" em Portugal e que está a "baralhar um conjunto de hipóteses, sabendo que não será Presidente". O almirante conclui que é "inútil" votar no líder do Chega. "Depois de passar à segunda volta é-me indiferente o adversário político. São todos iguais", insiste Gouveia e Melo, defendendo que a candidatura que apresenta é a única independente, fora do sistema partidário.