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Na véspera do voto antecipado, Mendes pede a eleitores que escolham o "mais bem preparado"

Na véspera do voto antecipado, Mendes pede a eleitores que escolham o "mais bem preparado"

 O candidato presidencial Luís Marques Mendes apelou hoje ao voto dos eleitores que vão exercer esse direito antecipadamente, pedindo que escolham aquele que está "mais bem preparado" para o cargo e com a maior experiência governativa.

Lusa /

Num almoço comício em Vila Verde, distrito de Braga, o candidato a Presidente da República assinalou que há eleitores que vão exercer o direito de voto antecipadamente, já no domingo, e pediu-lhes que "vão votar" porque "é um exercício de democracia importante". 

"Vão votar em convicções, porque estas eleições são mesmo muito importantes" e façam-no "com toda a independência", pediu, desafiando os eleitores a colocarem algumas questões antes de decidirem o voto.

"Quem é, de todos os candidatos, o que está mais bem preparado para exercer a Presidência da República? Não pensem tanto em partidos ou até em ideologias. Qual é o que está mais bem preparado? Segundo, qual é aquele que tem maior experiência governativa, do poder local, parlamentar, a lidar com os partidos ou a lidar com a Constituição? Esta questão é muito objetiva. Quem é que tem mais experiência? Terceiro, quem é que tem maior capacidade de diálogo e de ter feito pontes, consensos e entendimentos ao longo destes anos? Porque o que o país precisa verdadeiramente é deste diálogo para fazer pontos, convergências e entendimentos", elencou.

Luís Marques Mendes considerou também ser o candidato que poderá "ter um maior exercício de consciência social".

"Na Presidência da República tem que estar alguém moderado, tem que estar alguém que defenda a estabilidade, tem que estar alguém que seja ativo e não passivo, mas tem que ser alguém também para quem a justiça e a consciência social é uma questão muito importante", salientou.

O candidato apoiado por PSD e CDS-PP repetiu que, caso seja eleito Presidente da República, quer exercer o cargo "com firmeza e com tranquilidade", e antecipou que não será nem "amigo, nem adversário do Governo".

"Tenho que ser amigo das boas decisões e dos bons resultados de um Governo. E tenho que ser adversário de um Governo, deste ou de qualquer outro, quando comete falhas, quando comete omissões. É este o papel de um Presidente da República, com bom senso, com equilíbrio e com sentido Estado", defendeu.

Luís Marques Mendes considerou que é "um grande gosto ter o apoio do PSD", defendendo que "não há democracia sem partidos", mas disse que o seu objetivo é "fazer esta caminhada, e depois a Presidência", com "isenção, com imparcialidade e com independência".

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