Política
"Não temos razão para duvidar". Bloco "agradece transparência" de governantes sobre imobiliárias
Depois de a ministra da Cultura e dois secretários de Estado terem vindo negar as acusações do Bloco de Esquerda acerca de participações em empresas imobiliárias, o partido de Mariana Mortágua declarou que os dados que apresentou "são públicos", mas disse acreditar que estejam incorretos.
“Todos os dados que o Bloco de Esquerda adiantou são dados públicos” e encontram-se “quer na base de dados do registo societário do Ministério da Justiça, que é a base oficial do registo das empresas, como na base de dados da eInforma”, começou por explicar a coordenadora do BE.
“Três desses governantes disseram que entretanto venderam essas participações. Acho que essa correção é importante de se fazer, registamos essa correção e agradecemos a transparência”, prosseguiu.
Esta manhã, apesar de afirmar que acredita nas justificações dos governantes, Mariana Mortágua vincou que a conclusão que o BE tirou sobre os mesmos se mantém.
“A conclusão que tirámos sobre os vários governantes (…) mantém-se e é só uma: um Governo que olha para a Habitação do ponto de vista do imobiliário – de quem tem, teve, empresas de imobiliário – não é capaz de defender quem precisa de uma casa e que os preços das casas desçam”, declarou.
“Três desses governantes disseram que entretanto venderam essas participações. Acho que essa correção é importante de se fazer, registamos essa correção e agradecemos a transparência”, prosseguiu.
“Obviamente não temos qualquer razão para duvidar da palavra da ministra e dos dois secretários de Estado que fizeram essa correção, que era obviamente impossível de concluir tendo em conta o que está publicamente registado”.
Na terça-feira, o Bloco de Esquerda deu nota de vários governantes que disse possuírem participações em empresas imobiliárias, além daqueles que já eram conhecidos e que, segundo o partido, “tiveram uma intervenção direta na lei dos solos”.
A ministra da Cultura reagiu, entretanto, em comunicado, dizendo que teve uma "participação" numa sociedade de arquitetura, mas que procedeu à "cedência da quota" antes da tomada de posse. Para Dalila Rodrigues, "em política não vale tudo".
Também o secretário de Estado da Cultura, igualmente acusado pelo Bloco, reagiu dizendo que não possui participações em empresas imobiliárias e que cedeu a quota numa empresa comercial antes de tomar posse, a 13 de fevereiro.
A secretária de Estado da Habitação negou também deter empresas imobiliárias e disse que essa informação é "falsa e difamatória".
A ministra da Cultura reagiu, entretanto, em comunicado, dizendo que teve uma "participação" numa sociedade de arquitetura, mas que procedeu à "cedência da quota" antes da tomada de posse. Para Dalila Rodrigues, "em política não vale tudo".
Também o secretário de Estado da Cultura, igualmente acusado pelo Bloco, reagiu dizendo que não possui participações em empresas imobiliárias e que cedeu a quota numa empresa comercial antes de tomar posse, a 13 de fevereiro.
A secretária de Estado da Habitação negou também deter empresas imobiliárias e disse que essa informação é "falsa e difamatória".
Entretanto, já depois das declarações de Mariana Mortágua esta quarta-feira, o secretário de Estado da Economia também desmentiu que mantenha ligações ao setor imobiliário através de uma posição de "vogal suplente da Confederação Portuguesa da Construção e Imobiliário (CPCI)”.
"Há um conflito"
Esta manhã, apesar de afirmar que acredita nas justificações dos governantes, Mariana Mortágua vincou que a conclusão que o BE tirou sobre os mesmos se mantém.
“A conclusão que tirámos sobre os vários governantes (…) mantém-se e é só uma: um Governo que olha para a Habitação do ponto de vista do imobiliário – de quem tem, teve, empresas de imobiliário – não é capaz de defender quem precisa de uma casa e que os preços das casas desçam”, declarou.
“Há de facto um conflito”, reiterou. “Há um conflito entre quem precisa de ter uma casa com rendas mais baixas, há um conflito entre quem quer comprar casa e não consegue e quem ganha com o aumento dos preços”.
“É um conflito de natureza política, como sempre dissemos, e essa conclusão mantém-se”, insistiu Mariana Mortágua.
“É um conflito de natureza política, como sempre dissemos, e essa conclusão mantém-se”, insistiu Mariana Mortágua.