O caso Influencer e a crise política. O que pensam os portugueses

por Cristina Sambado (texto), Sara Piteira (grafismo) - RTP
José Sena Goulão - Lusa

O caso Influencer, que levou ao pedido de demissão de António Costa do cargo de primeiro-ministro, à decisão do presidente da República de marcar eleições legislativas antecipadas e à possibilidade de a procuradora-geral da República dar explicações públicas sobre a investigação e a independência da justiça, foi outros dos temas abordados na sondagem da Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e jornal Público. A maioria dos inquiridos entende que a chamada dos eleitores às urnas foi a melhor opção.

Quando questionados sobre a melhor opção para o país depois da operação Influencer que acabou por levar à demissão do primeiro-ministro, 74 por cento consideram que a opção de eleições antecipadas foi a melhor.

Por outro lado, 20 por cento dos inquiridos eram favoráveis a um novo governo do PS liderado por Mário Centeno.

Seis por cento não sabem ou não respondem à questão de eleições antecipadas ou novo governo liderado pelo Partido Socialista.

Para 82 por cento dos inquiridos, António Costa tomou a decisão certa ao apresentar a demissão
. Doze por cento acham que não e seis por cento não sabem ou não respondem.

A maioria dos inquiridos - 76 por cento - defende que a procuradora-geral da República deve dar explicações públicas sobre a investigação ao primeiro-ministro, 20 por cento têm uma opinião contrária e seis por cento não sabem ou não respondem.

Para 53 por cento dos inquiridos, a independência da justiça não está garantida e outros 38 por cento afirmam que sim. Nove por cento não sabem ou não respondem.

Ficha técnica

Este inquérito foi realizado pelo CESOP–Universidade Católica Portuguesa para a RTP, Antena 1 e Público entre os dias 15 e 24 de novembro de 2023. O universo alvo é composto pelos eleitores residentes em Portugal. Os inquiridos foram selecionados aleatoriamente a partir duma lista de números de telemóvel, também ela gerada de forma aleatória. Todas as entrevistas foram efetuadas por telefone (CATI). Os inquiridos foram informados do objetivo do estudo e demonstraram vontade de participar. Foram obtidos 1102 inquéritos válidos, sendo 41% dos inquiridos mulheres. Distribuição geográfica: 31% da região Norte, 20% do Centro, 33% da A.M. de Lisboa, 7% do Alentejo, 5% do Algarve, 2% da Madeira e 2% dos Açores. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição da população por sexo, escalões etários e região com base no recenseamento eleitoral. A taxa de resposta foi de 31%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1102 inquiridos é de 3,0%, com um nível de confiança de 95%.
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