O estado do país. Larga maioria dos inquiridos considera que está pior

por Cristina Sambado (texto), Sara Piteira (grafismo) - RTP
Towfiqu Barbhuiya - Unsplash

A sondagem da Universidade Católica para a RTP, a Antena 1 e o jornal Público divulgada esta quarta-feira revela que 75 por cento dos inquiridos considera que o país está pior do que há um ano. Os principais problemas prendem-se com a saúde, a governação, a corrupção e a inflação.

Na sondagem realizada em julho de 2023, 65 por cento dos inquiridos considerava que o país estava pior do que no ano anterior. Os dados do estudo feito entre 15 e 24 de novembro, já depois da demissão de António Costa do cargo de primeiro-ministro, mostram que o número passou para 75 por cento.

Quando questionados sobre a situação em geral do país - se está pior, igual ou melhor do que há um ano -, 75 por cento respondem que está pior, 14 por cento consideram que está igual e para dez por cento a situação está melhor. Um por cento não sabe ou não respondeu.

Em julho de 2023, 65 por cento consideravam que o país estava pior, 22 por cento afirmaram que estava igual e, para 12 por cento estava melhor.

Em relação aos principais problemas do país, a questão da saúde é a que colhe mais críticas, com 18 por cento dos inquiridos a identificarem essa área como a mais problemática.

A governação, a corrupção e o custo de vida reúnem 11 por cento das críticas.

Para sete por cento dos inquiridos. o principal problema do país é a habitação (com o aumento das taxas de juro e o valor das rendas). Os baixos salários, pensões e pobreza são referidos por seis por cento.

Outros dos problemas do país são: Economia/investimento (4%); Impostos (4%); Demissão do PM e a instabilidade politica(4%); credibilidade e capacidade dos políticos (4%).A resposta a esta questão era aberta, não havendo uma lista de respostas pré-definidas. Cada inquirido podia identificar vários, mas indicar apenas um. As respostas foram depois agregadas por temas. Divididas em três grandes áreas temáticas: Rendimento disponível (inflação, custo de vida, baixos salários, habitação, economia, impostos); Governação e confiança (governação/ governo, corrupção, credibilidade/capacidade dos políticos); e Saúde.

Pela primeira vez, a imigração (3%) aparece na lista como um dos principais problemas do país. Para os autores do estudo, este “é um tema que não poderá estar dissociado das intenções de voto observadas nesta sondagem”.

Ficha técnica

Este inquérito foi realizado pelo CESOP–Universidade Católica Portuguesa para a RTP, Antena 1 e Público entre os dias 15 e 24 de novembro de 2023. O universo alvo é composto pelos eleitores residentes em Portugal. Os inquiridos foram selecionados aleatoriamente a partir duma lista de números de telemóvel, também ela gerada de forma aleatória. Todas as entrevistas foram efetuadas por telefone (CATI). Os inquiridos foram informados do objetivo do estudo e demonstraram vontade de participar. Foram obtidos 1102 inquéritos válidos, sendo 41% dos inquiridos mulheres. Distribuição geográfica: 31% da região Norte, 20% do Centro, 33% da A.M. de Lisboa, 7% do Alentejo, 5% do Algarve, 2% da Madeira e 2% dos Açores. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição da população por sexo, escalões etários e região com base no recenseamento eleitoral. A taxa de resposta foi de 31%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1102 inquiridos é de 3,0%, com um nível de confiança de 95%.
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