Minuto final de André Ventura. Os portugueses estão "perante uma escolha" de país
Seguro ambiciona "fazer de Portugal um país moderno e justo"
“Ofereço ao país a experiência, ofereço a moderação e ofereço uma grande ambição que é através do diálogo e do compromisso e da lealdade institucional com o Governo, fazer de Portugal um país moderno e um país justo”.
A visão de país deste candidato é de um país “que valoriza todos os seres humanos, a dignidade humana”.
“Aquilo que é o meu compromisso e o meu empenhamento é que como presidente da República tudo, tudo, tudo farei para que através da união dos portugueses nós possamos ultrapassar estas dificuldades e todos podemos contribuir para sermos um país moderno e um país justo, onde ninguém fica para trás”.
Ventura acusa Seguro de não ter ideias sobre nada
Seguro quer reforçar a defesa e a segurança e atira ao "amigo" de Ventura
Seguro sublinha que "não precisamos da lei da força". Portugal e a europa o que têm de fazer?
"É necessário haver investimento mas garantir transparência", para combater a corrupção.
Seguro diz que vai convocar o Conselho de Estado para discutir esta matéria de segurança.
Conselho de Paz, sim ou não?
Ventura responde dizendo que: sim, "se isso se restringir à questão israelo-palestiniano".
André Ventura avisa que Portugal deve estar ao lado da paz
Sobre se o país deve integrar o Conselho de Paz, Ventura não se compromete dizendo apenas que mais do que integrar o Conselho para a paz deve olhar para ele e ver a dimensão que tem.
Ventura lamenta que "Portugal ande no mundo com a cabeça baixa, e isso é que não pode continuar", apontando o dedo a Marcelo Rebelo de Sousa.
Seguro diz que Ventura quer criar "divisão e medo" na sociedade portuguesa
Questionou se a economia deve "parar" sem os imigrantes e que o país tem uma situação "quase de pleno emprego", excepto em relação ao jovens.
André Ventura ripostou, realçando que foi "o partido" de Seguro que levou os jovens a emigrar. Sobre a imigração, acusa o adversário de querer manter a "bandalheira" dos últimos anos.
Ventura: "Não podemos ter entrada de gente de qualquer maneira"
Insistiu que os imigrantes só são necessários porque "pagamos mal aos nossos".
Seguro: "Nós precisamos de imigração"
O candidato presidencial refere ainda que a imigração é relevante para vários setores, para a Segurança Social, mas também para o "rejuvenescimento da nossa base demográfica".
Questionado sobre a regularização extraordinária de meio milhão de migrantes em Espanha, Seguro admite promulgar tal medida, recordando as vantagens da imigração para o país.
Plano de Seguro prevê "saúde a tempo e horas para todos os portugueses"
E dirigindo-se ao adversário: “o senhor está na eleição errada. Isto não é um debate parlamentar”.
O candidato apoiado inicialmente pelo Partido Socialista propõe um pacto entre partidos na Saúde: “coisa diferente é um presidente da República exigir aos partidos políticos, incluindo o Governo, uma solução de compromisso que seja duradoura”.
Um dos compromissos que considera necessário é a valorização dos profissionais de saúde.
O objetivo deste pacto é “saúde a tempo e horas para todos os portugueses”.
Ventura promete "sinalizar" rumos errados do Governo e exigir mudanças na Saúde
O primeiro passo, segundo o candidato apoiado pelo Chega, “é sinalizar que o rumo que está a seguir está errado”.
Deixando críticas ao último Governo do Partido Socialista e ao estado em que o setor da Saúde estava, Ventura recorda que este “é o legado que apoia” o seu adversário a estas eleições.
“Como é que é possível sequer acreditarmos que António José Seguro vai fazer alguma exigência a nível de Saúde?”
Caso que acredita ser diferente consigo: “eu tenho sido (...) exigente com o Governo nesta matéria”. Além disso, “se não formos exigentes nesta matéria, não conseguimos nenhuma mudança”.
Ventura acusa Seguro de nada dizer sobre a justiça
Sabe porque estamos como estamos? Porque isto foi durante muito tempo "bar aberto" referindo -se à nomeação do Procurador Geral da República.
Seguro: a corrupção "é um dos combates da minha vida"
"Apresentei um projecto de lei" para combater o enriquecimento ilícito". Seguro lembra que o enriquecimento ilícito será sempre chumbado pelo tribunal e bem e desafia Ventura a apresentar no parlamento uma solução sublinhando que o combate à corrupção "é um dos combates "da minha vida".
André Ventura: "Temos de mudar a constituição"
"Compromento-me com as coisas. Se queremos acabar com as pensões vitalícias temos que mudar a constituição".
Para André Ventura "o enriquecimento ilícito, é outro motivo pelos quais é necessário mudar a constituição".
"Não é possível manter a constituição e mudar alguma coisa",assegura.
Que poderes deve ter o Presidente da Republica?
Garante que será um factor de estabilidade e que a acção governativa estará sempre assegurada e nunca estará em causa.
Lei Laboral. Ventura admite que não deixará passar proposta do governo "se chegar assim"
Seguro sobre proposta laboral. "Vetarei" se o decreto for o inicial do governo
Confronto entre Seguro e Ventura
Ventura diz que Seguro falou mais de um minuto "sem dizer nada"
"Há ruído a mais na política portuguesa" critica Seguro
Seguro propõe "um compromisso entre todas as forças políticas
André Ventura recusa "dar carta branca ao governo"
"O conflito institucional começa quando morrem pessoas por falta de atendimento médico em Portugal", responde André Ventura, para quem um presidente "deve ser vigilante, ou não serve para nada".
"Se é para fazer nada, votem no António José Seguro", acrescenta.
"É legitimo que um presidente da República diga ao govero, isto está no caminho errado", afirma.
Invocando o exemplo de Jorge Sampaio, "um socialista, estou à vontade", que pediu a demissão de Armando Vara, Ventura sublinhou que Portugal tem a tradição de presidentes que "quando caem em si e assumem o seu papel, conseguem ser interventivos em defesa do povo".
"Eu quero ser um presidente que defende as pessoas não os governos, não as elites", sublinha.
"Estou convencido que, se soubermos dialogar institucionalmente, mas também fazer a pressão pública que é preciso fazer, em momentos que as coisas falham", então "a capacidade de diálogo do presidente é não só de fazer pontes, fazer diálogos e saber chegar a consensos em determinados momentos".
Isso "não significa dar uma carta em branco ao governo".
André Ventura afirma ainda que o governo de Luís Montenegro está interessado em que Seguro seja presidente "porque ele não vai fazer exigência nenhuma". "Não precisamos de rainhas de Inglaterra".
Ventura acusa Seguro de ter "medo deste confronto"
Seguro reconhece que apoios aumentam responsabilidade quando for eleito
“Percebo que é um embaraço porque o senhor deputado André Ventura pediu que toda a direita se juntasse a si e eles responderam a dizer que preferem o António José Seguro”.
E acrescenta: “Não é por uma questão ideológica. (...) É por opção de terem alguém na Presidência da República que garanta a proteção do nosso chão comum, (...) é vivermos em democracia, em liberdade, é vivermos com respeito e consideração pelos adversários, é não fazermos desinformação e não recorremos a métodos que não são democráticos”.
“Comigo as ideologias ficam à porta”.
“Eu só preciso de um debate porque só tenho uma opinião sobre cada assunto”.
"Estão a votar contra mim". André Ventura critica apoios a António José Seguro
“É sobre cancelarem-me a mim e cancelarem o projeto de mudança e de rutura com o sistema”, continuou. “Estão a querer evitar que eu tenha capacidade de decisão”.
"Dirijo-me a todos os portugueses". António José Seguro diz que segunda volta é para escolher "caminho que queremos para o país"
“Cada eleição é uma eleição", reconheceu. "E aquilo que tenho recolhido são bastantes apoios de todos os quadrantes partidos, e de pessoas que nunca se envolveram na política, e que reconhecem na minha candidatura as características que um presidente da República deve ter – com experiência, com moderação, que quer cuidar do sistema naquilo que está bem, mudar o muito que é necessário”.
“Não se trata apenas de escolher o presidente, mas escolher que caminho é que nós queremos ter para o nosso país. Eu defendo uma sociedade que valoriza todos os seres humanos, que não faz discriminações. Venho para unir”.
Se for eleito, Seguro quer ser um presidente que “dialoga”, porque “em democracia o diálogo é importante”.
Durante as campanhas, e evitando os ataques do adversário André Ventura, António José Seguro quase não se refere aos termos “socialista” ou “socialismo”. O candidato garantiu que as palavras não o queimam e que as pessoas sabem quais são as origens políticas dela.
“Sou defensor acérimo da liberdade, da economia de mercado, do Estado social, da Justiça social, de uma sociedade que prospera mas que não deixa ninguém para trás”.
“Eu dirijo-me a todos os portugueses. E é por isso que tenho apoios quer da esquerda, quer da direita, quer de pessoas que não se enquadram em quadrante nenhum”.
O papel do chefe de Estado, sublinhou, é “de união, de garantir representação da nossa identidade dentro do plurarismo que nós temos”.
Os dois candidatos já estão no MUDE, onde irá decorrer o debate
Entre Voltas. Ventura obteve 25% dos votos em Algueirão-Mem Martins
Na primeira volta, André Ventura não venceu em casa. Algueirão-Mem Martins é a maior freguesia do país, onde o candidato ficou atrás de Seguro, com 25,58% dos votos.
Com mais apoios, Seguro avisa: "Ninguém me captura"
António José Seguro garante estar feliz com os apoios que recebe mas avisa que ninguém o captura porque é um homem livre.
Foto: José Coelho - Lusa
Na véspera do frente a frente com André Ventura, Seguro espera que amanhã "seja mesmo um debate".
Ventura reage a apoios de Seguro: "A nós não nos preocupa a traição"
André Ventura ficou surpreendido com o apoio de Paulo Portas a Seguro e diz que gostava de saber o que Passos Coelho pensa sobre esta decisão.
Foto: Tiago Petinga - Lusa
Entre Voltas. Seguro conseguiu 71,3% dos votos em Penamacor
António José Seguro venceu a primeira volta das presidenciais em Penamacor com grande margem. Conseguiu 71,3% dos votos na terra onde nasceu.
Quem o conhece fala de um homem moderado e determinado.
O último debate. Seguro e Ventura vão estar frente a frente esta noite
António José Seguro e André Ventura vão estar frente a frente esta terça-feira. Será o primeiro e único debate da segunda volta das presidenciais. Vai ser transmitido em simultâneo na RTP, SIC e TVI às 20h30.
O mais recente apoio de peso veio de Cavaco Silva, que foi Presidente enquanto Seguro liderou o PS. Numa nota escrita, Cavaco anunciou que vai votar neste candidato porque vê nele uma pessoa "honesta e educada".
Paulo Portas, vice-primeiro-ministro quando Seguro liderou a oposição, também garantiu que vai votar no que diz ser o candidato moderado ao invés de Ventura a que chama de “candidato que grita muito”.
António José Seguro garante estar feliz com os apoios, mas deixa um aviso: “A mim ninguém me captura. Sou um homem livre, vivo sem amarras, não farei nenhum acordo com quem quer que seja”.
“Apoios surgem, recebo com todo o gosto, mas não mudo”, acrescentou. Telejornal | 26 de janeiro de 2026
André Ventura, por sua vez, diz não estar preocupado com a "traição” dos notáveis da direita que têm manifestado apoio ao seu adversário e mantém-se confiante numa vitória a 8 de fevereiro.
Ventura diz não estar surpreendido com o apoio de Cavaco Silva a António José Seguro, que vê como “uma espécie de talismã”.
Ventura observa que o Chega venceu sempre na terra do próprio Cavaco Silva e salienta que “foi nos momentos que Cavaco apelou mais ao voto contra o Chega que as pessoas mais votaram no Chega”. Telejornal | 26 de janeiro de 2026
Já o apoio de Paulo Portas a Seguro é “um pouco surpreendente” para André Ventura, que lembra que Portas “estava no Governo quando António José Seguro estava a fazer a vida negra ao Governo de Pedro Passos Coelho e de Paulo Portas”.
O candidato diz, por isso, que gostava de saber o que pensa Passos Coelho desta decisão, afirmando que “deve estar muito surpreendido”.
O candidato apoiado pelo Chega diz que as figuras cimeiras do sistema estão a juntar-se ao candidato apoiado pelos socialistas “não por António José Seguro, mas sim numa lógica anti André Ventura”.
António José Seguro e André Ventura defrontam-se, a 8 de fevereiro, na segunda volta das eleições presidenciais, depois de na primeira volta o candidato apoiado pelo PS ter conquistado 31 por cento dos votos e o líder do Chega obtido 23 por cento.