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O último debate. Acompanhe o frente a frente entre Seguro e Ventura

Saúde, economia, imigração e apoios na segunda volta marcaram debate entre Seguro e Ventura

Reportagem

Saúde, economia, imigração e apoios na segunda volta marcaram debate entre Seguro e Ventura

António José Seguro e André Ventura estiveram frente a frente esta terça-feira, naquele que foi único debate da segunda volta das presidenciais. Os poderes presidenciais, a economia, a saúde, a imigração, os apoios declarados para a segunda volta e a situação internacional foram alguns dos principais temas discutidos.

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Foto: Pedro Nunes - Reuters

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Minuto final de André Ventura. Os portugueses estão "perante uma escolha" de país

André Ventura, no minuto final, dirige-se aos espetadores.

"Nos últimos anos, vocês deixaram de ter o vosso país. O país passou a pertencer a um conjunto de elites, que ficaram com a maior parte do poder, que absorveram a maior parte dos recursos, do dinheiro, que distribuíram pelos amigos, por aqueles que queriam, e deixaram-vos, a vocês, na pobreza, com salários baixos, pensões baixas".

"Deixaram a maior parte do país revoltado com o sistema político", afirma.

"Estas eleições não são só sobre escolher um candidato presidencial, é sobre se queremos manter tudo na mesma, com um candidato que não fará absolutamente nada, que se manterá absolutamente refém de todos os interesses do sistema partidário dos últimos anos, ou se vamos conseguir finalmente dar o abanão que a nossa democracia merece", refere.

"Quando passaram 50 anos da nossa democracia, os portugueses têm uma escolha para fazer, se quere continuar neste clima de pobreza, em que os jovens têm de ir embora, em que os empresários têm de sufocar em impostos, em que temos de ficar cada vez mais pobres", adianta.

"Eu não acredito nisso, acredito num país melhor, quero ser a voz dos que não têm voz, e é preciso que conto convosco no próximo dia 8" de fevereiro, apela.
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Seguro ambiciona "fazer de Portugal um país moderno e justo"

No minuto final, António José Seguro repete que ambiciona “ser o presidente de todos os portugueses”.

“Ofereço ao país a experiência, ofereço a moderação e ofereço uma grande ambição que é através do diálogo e do compromisso e da lealdade institucional com o Governo, fazer de Portugal um país moderno e um país justo”.

A visão de país deste candidato é de um país “que valoriza todos os seres humanos, a dignidade humana”.

“Aquilo que é o meu compromisso e o meu empenhamento é que como presidente da República tudo, tudo, tudo farei para que através da união dos portugueses nós possamos ultrapassar estas dificuldades e todos podemos contribuir para sermos um país moderno e um país justo, onde ninguém fica para trás”.
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Ventura acusa Seguro de não ter ideias sobre nada

André Ventura acusa António José Seguro de não ter ideias sobre nada e lembra que mais vale estar "ao lado de democracias do que de ditaduras".

Ventura pergunta a Seguro de que lado quer estar? E continua a atacar lembrando o legado socialista. 


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Seguro quer reforçar a defesa e a segurança e atira ao "amigo" de Ventura

"O mundo tornou-se um lugar muito mais perigoso" e por isso é importante haver um reforço da segurança. A convicção é de António José Seguro que lembra que "o direito internacional hoje vale muito pouco, nomeadamente o presidente Trump".

Seguro sublinha que "não precisamos da lei da força". Portugal e a europa o que têm de fazer?
 
"É necessário haver investimento mas garantir transparência", para combater a corrupção.

Seguro diz que vai convocar o Conselho de Estado para discutir esta matéria de segurança.


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Conselho de Paz, sim ou não?

António José Seguro não ficou esclarecido e pergunta directamente a Ventura se Portugal deve ou não integrar o Conselho de paz.

Ventura responde dizendo que: sim, "se isso se restringir à questão israelo-palestiniano".
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André Ventura avisa que Portugal deve estar ao lado da paz

Questionado sobre a política de Donald Trump André Ventura adianta que "Portugal deve mostrar firmeza" e ser "firme na defesa do país, seja quem estiver na Casa Branca, democrata ou republicano".

Sobre se o país deve integrar o Conselho de Paz, Ventura não se compromete dizendo apenas que mais do que integrar o Conselho para a paz deve olhar para ele e ver a dimensão que tem.

Ventura lamenta que "Portugal ande no mundo com a cabeça baixa, e isso é que não pode continuar", apontando o dedo a Marcelo Rebelo de Sousa.
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Seguro diz que Ventura quer criar "divisão e medo" na sociedade portuguesa

O candidato apoiado pelo PS diz que Ventura segue uma "política de empadão em que se mistura tudo", criando "divisão e medo na sociedade portuguesa".

Questionou se a economia deve "parar" sem os imigrantes e que o país tem uma situação "quase de pleno emprego", excepto em relação ao jovens.

André Ventura ripostou, realçando que foi "o partido" de Seguro que levou os jovens a emigrar. Sobre a imigração, acusa o adversário de querer manter a "bandalheira" dos últimos anos. 
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Ventura: "Não podemos ter entrada de gente de qualquer maneira"

O candidato criticou a entrada desordenada de imigrantes e sublinhou que o Presidente da República poderia vetar a regularização de imigrantes.

Insistiu que os imigrantes só são necessários porque "pagamos mal aos nossos".

André Ventura alertou ainda para os perigos de "substituição civilizacional" e considerou que a crise habitacional é agravada pela chegada de mais pessoas ao país.

Por fim, alertou para a pressão dos imigrantes no Serviço Nacional de Saúde. 
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Seguro: "Nós precisamos de imigração"

António José Seguro defende uma entrada regulada e controlada de imigrantes no país. Enquanto não é possível alterar o perfil de desenvolvimento e crescimento económico, no atual modelo "nós precisamos de imigração".

O candidato presidencial refere ainda que a imigração é relevante para vários setores, para a Segurança Social, mas também para o "rejuvenescimento da nossa base demográfica".

Questionado sobre a regularização extraordinária de meio milhão de migrantes em Espanha, Seguro admite promulgar tal medida, recordando as vantagens da imigração para o país.
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Plano de Seguro prevê "saúde a tempo e horas para todos os portugueses"

Sobre o mesmo tema, e respondendo às críticas de André Ventura, António José Seguro clarificou que não representa nenhum partido enquanto candidato presidencial.

E dirigindo-se ao adversário: “o senhor está na eleição errada. Isto não é um debate parlamentar”. 

O candidato apoiado inicialmente pelo Partido Socialista propõe um pacto entre partidos na Saúde: “coisa diferente é um presidente da República exigir aos partidos políticos, incluindo o Governo, uma solução de compromisso que seja duradoura”. 

Um dos compromissos que considera necessário é a valorização dos profissionais de saúde. 

O objetivo deste pacto é “saúde a tempo e horas para todos os portugueses”.
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Ventura promete "sinalizar" rumos errados do Governo e exigir mudanças na Saúde

O tema da Saúde é um dos que mais divide os dois candidatos. André Ventura diz que se for presidente da República obriga o Governo a ter um plano concreto para resolver os problemas.

O primeiro passo, segundo o candidato apoiado pelo Chega, “é sinalizar que o rumo que está a seguir está errado”.

Deixando críticas ao último Governo do Partido Socialista e ao estado em que o setor da Saúde estava, Ventura recorda que este “é o legado que apoia” o seu adversário a estas eleições.

“Como é que é possível sequer acreditarmos que António José Seguro vai fazer alguma exigência a nível de Saúde?”

Caso que acredita ser diferente consigo: “eu tenho sido (...) exigente com o Governo nesta matéria”. Além disso, “se não formos exigentes nesta matéria, não conseguimos nenhuma mudança”.
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Ventura acusa Seguro de nada dizer sobre a justiça

André Ventura acusa Seguro de não se comprometer com nada e pede ao adversário para lhe dar respostas sobre a justiça.

Sabe porque estamos como estamos? Porque isto foi durante muito tempo "bar aberto" referindo -se à nomeação do Procurador Geral da República.

Ventura confronta António José Seguro sobre o tema e deixa claro que a mudança na Constituição deve servir também para que o Procurador Geral da República deixe de ser nomeado pelo Governo. 



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Seguro: a corrupção "é um dos combates da minha vida"

António José Seguro acusa André Ventura de estar sempre a mudar de opinião e sublinha que "não há motivos para mudar a constituição".

"Apresentei um projecto de lei" para combater o enriquecimento ilícito". Seguro lembra que o enriquecimento ilícito será sempre chumbado pelo tribunal e bem e desafia Ventura a apresentar no parlamento uma solução sublinhando que o combate à corrupção "é um dos combates "da minha vida".
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André Ventura: "Temos de mudar a constituição"

André Ventura diz que defende uma revisão constitucional e justifica, dando o exemplo das pensões vitalícias.

"Compromento-me com as coisas. Se queremos acabar com as pensões vitalícias temos que mudar a constituição".

Para André Ventura "o enriquecimento ilícito, é outro motivo pelos quais é necessário mudar a constituição".

"Não é possível manter a constituição e mudar alguma coisa",assegura.
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Que poderes deve ter o Presidente da Republica?

António José Seguro entende que "nada deve ser alterado" e promete, se for eleito, respeitar a constituição.

Garante que será um factor de estabilidade e que a acção governativa estará sempre assegurada e nunca estará em causa.
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Lei Laboral. Ventura admite que não deixará passar proposta do governo "se chegar assim"

Sobre o mesmo tema, a revisão das leis laborais, Ventura afirma que "não quer que o mercado em Portugal seja selvagem, sobretudo para aqueles que têm já salários magros".

O candidato queria que fosse mais valorizado o trabalho e a competitividade, "não os subsídios", concordabdo com Seguro quanto à necessidade de apostar na competitividade e acabar com a diferença salarial entre homens e mulheres.

Afirma que esta "se acentuou mais" nos governos em que Seguro participou. Ele "só se começou a lembrar destas coisas agora".

"Não se conhece uma proposta que tenha feito", enquanto deputado ou membro de governo.

"Nestas coisas não vejo como direita e esquerda", afirma, defendendo que Portugal tem de ter uma economia "competitiva e forte" e "uma legislação laboral que seja moderna" mas isso não significa que seja "um bar aberto" de despedimentos nem de precaridade.

O líder do Chega lamenta que o governo não tenha dialogado com o seu partido "o maior da oposição" sobre a proposta, mas sem dizer o que faria se ela lhe chegasse às mãos enquanto presidente.

Seguro afirma que não está esclarecido sobre se ventura vetaria ou não a proposta de lei laboral do governo.

Ventura responde que "defende pontes e não bloqueios" mas que, "se o governo insistir em fazê-lo, não passará". Refere ainda que pode dar 20 tópicos do que é necessa´rio nudar "porque sei do que estou a falar".






 


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Seguro sobre proposta laboral. "Vetarei" se o decreto for o inicial do governo

"Venho para este debate para falar sobre o país", afirma Seguro, em resposta ao desafio de Ventura.

Sobre as leis laborais, um chumbo ou uma aprovação dependerá "daquilo que chegar a Belém", responde.

"Se chegar o decreto inicial do governo eu vetarei politicamente, porque não resolve nenhum problema, pelo contrário", sublinha, referindo diversas matérias que "precisam ser resolvidas".

"Tenho a expetativa que haja evolução. que haja diáologo", acrescentando que "como presidente gostaria que o debate em Concertação Social tenha a ver com o futuro da nossa economia".






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Confronto entre Seguro e Ventura

O socialista responde que percebe a tática do adversário, mas que este depois "diverge" e "até põe na minha boca coisas que eu náo disse".

Antecipando o debate sobre a polémica em trono do setor da saúde, Seguro elenca diversos problemas como a falta de retaguarda nos hospitais, defendendo que "tem de haver uma resposta social para esta situação", dirigindo-se a Ventura.

"E qual é a resposta" questiona o candidato do Chega.

"Então, tem de se resolver", responde Seguro. "Ah tem de se resolver! Depois para a frente", ironiza Ventura. "É o exemplo de que não tem ideias nenhumas", desafia.


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Ventura diz que Seguro falou mais de um minuto "sem dizer nada"

André Ventura interrompe para dizer que Seguro "conseguiu falar durante um minuto e 46 segundos, sem dizer uma única coisa".

"Não pode fazer o seu caminho para a presidência a dizer só generalidades!" opina, acrescentando que o adversário não tem soluções.

"É preciso que o país saiba que não pensa nada sobre nada", critica, dirigindo-se ao adversário e lembrando que "tenho mais de 30 propostas sobre a saúde".




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"Há ruído a mais na política portuguesa" critica Seguro

"Eu não venho para dizer o que acontece se não acontecer. Venho para ajudar a fazer", promete Seguro. "Daquilo que depender de mim, é para fazer mesmo", acrescenta considerando "inaceitável" o que se passa na Saúde.

"É necessário que a política encontre soluções duradoras", defende. "É esta a minha ação".

Questionado se for preciso "fazer ruído o fará", o socialista responde que "vem para fazer consensos", lembrando as reuniões das quintas-feiras entre o chefe de estado e o chefe de governo. "É aí que as exigências se fazem".

"Hã ruído a mais na política portuguesa, uma cultura de paasa culpas".

"Quero ser um presidente da República das soluções para que os portugueses tenham uma vida melhor, uma vida digna", remata.















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Seguro propõe "um compromisso entre todas as forças políticas

"Como se põe o dedo na ferida sem criar atritos?", pergunta então Carlos Daniel a António José Seguro.

"Serei um presidente leal à Constituição e que coopera lealmente com o governo e com o primeiro-ministro", garante o socialista. referindo que respeita muito "a decisão democrática dos portugueses".

"O meu papel como presidente é o de exigir resultados", defende, para o que "é preciso que existam soluções sólidas e duradoras".

Lamentando os recentes ciclos curtos de governo, Seguro propõe "um compromisso entre todas as forças políticas, independentemente de quem está no governo, para encontrarmos soluções".




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André Ventura recusa "dar carta branca ao governo"

Carlos Daniel pergunta a André Ventura o que faria se o primeiro-ministro não acatasse as suas recomendações, "inicia um conflito institucional?"

"O conflito institucional começa quando morrem pessoas por falta de atendimento médico em Portugal", responde André Ventura, para quem um presidente "deve ser vigilante, ou não serve para nada".

"Se é para fazer nada, votem no António José Seguro", acrescenta.

"É legitimo que um presidente da República diga ao govero, isto está no caminho errado", afirma.

Invocando o exemplo de Jorge Sampaio, "um socialista, estou à vontade", que pediu a demissão de Armando Vara, Ventura sublinhou que Portugal tem a tradição de presidentes que "quando caem em si e assumem o seu papel, conseguem ser interventivos em defesa do povo".

"Eu quero ser um presidente que defende as pessoas não os governos, não as elites", sublinha.

"Estou convencido que, se soubermos dialogar institucionalmente, mas também fazer a pressão pública que é preciso fazer, em momentos que as coisas falham", então "a capacidade de diálogo do presidente é não só de fazer pontes, fazer diálogos e saber chegar a consensos em determinados momentos".

Isso "não significa dar uma carta em branco ao governo".

André Ventura afirma ainda que o governo de Luís Montenegro está interessado em que Seguro seja presidente "porque ele não vai fazer exigência nenhuma". "Não precisamos de rainhas de Inglaterra".
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Ventura acusa Seguro de ter "medo deste confronto"

André Ventura volta a acusar António José Seguro de não querer debater, “porque tinha medo deste confronto” e porque “fez uma campanha inteira baseada em generalidades”.

“Um homem que não tem ideias sobre nada, (...) como é que vai gerar consensos no país?”
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Seguro reconhece que apoios aumentam responsabilidade quando for eleito

Em resposta, Seguro recorda que “todas as pessoas têm o direito a mudar de opinião”, como Cavaco Silva. “É um ato positivo e vem apoiar a minha candidatura”.

“Percebo que é um embaraço porque o senhor deputado André Ventura pediu que toda a direita se juntasse a si e eles responderam a dizer que preferem o António José Seguro”.

E acrescenta: “Não é por uma questão ideológica. (...) É por opção de terem alguém na Presidência da República que garanta a proteção do nosso chão comum, (...) é vivermos em democracia, em liberdade, é vivermos com respeito e consideração pelos adversários, é não fazermos desinformação e não recorremos a métodos que não são democráticos”.

O que Seguro reconhece que “aumenta a responsabilidade” quando for chefe de Estado, até porque esta candidatura já está a ser para todos os portugueses.

E ainda a responder às provocações de André Ventura, o ex-líder socialista garante que não tem “amarras” e será um “presidente independente”.

“Comigo as ideologias ficam à porta”. 

Questionado sobre o porquê de não querer tantos debates, Seguro recorda que já participou em mais de 30 debates antes das primeira volta.

“Eu só preciso de um debate porque só tenho uma opinião sobre cada assunto”.
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"Estão a votar contra mim". André Ventura critica apoios a António José Seguro

André Ventura, por seu lado, acredita que grande “parte dos adversários não estão a apoiar António José Seguro pelo próprio António José Seguro”. O candidato apoiado pelo Chega critica a candidatura do adversário, dizendo que “não mobiliza” e “faz adormecer as pessoas”.

“Agora apesar de tudo dizem apesar de tudo é o melhor. Não estão a votar por António José Seguro, estão a votar contra mim”, disse, acrescentando que é o que “o povo não socialista terá de avaliar”.

Usando o nome de Cavaco Silva, ex-presidente da República, membro do PSD e apoiante assumido de António José Seguro nesta segunda volta, Ventura repete que “isto não é sobre António José Seguro”.

“É sobre cancelarem-me a mim e cancelarem o projeto de mudança e de rutura com o sistema”, continuou. “Estão a querer evitar que eu tenha capacidade de decisão”. 

Para Ventura, apoiado pelo Chega, esta é "uma luta de elites contra o povo" e "são os amigos do sistema a defender o sistema".
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"Dirijo-me a todos os portugueses". António José Seguro diz que segunda volta é para escolher "caminho que queremos para o país"

Como disse Freitas do Amaral há 40 anos, na primeira volta “escolhe-se” e na segunda volta das eleições elimina-se. E para António José Seguro as eleições de dia 8 de fevereiro não são apenas para escolher o presidente da República mas também o “caminho é que nós queremos ter para o nosso país”. 

“Cada eleição é uma eleição", reconheceu. "E aquilo que tenho recolhido são bastantes apoios de todos os quadrantes partidos, e de pessoas que nunca se envolveram na política, e que reconhecem na minha candidatura as características que um presidente da República deve ter – com experiência, com moderação, que quer cuidar do sistema naquilo que está bem, mudar o muito que é necessário”.

“Não se trata apenas de escolher o presidente, mas escolher que caminho é que nós queremos ter para o nosso país. Eu defendo uma sociedade que valoriza todos os seres humanos, que não faz discriminações. Venho para unir”.

Se for eleito, Seguro quer ser um presidente que “dialoga”, porque “em democracia o diálogo é importante”. 

Durante as campanhas, e evitando os ataques do adversário André Ventura, António José Seguro quase não se refere aos termos “socialista” ou “socialismo”. O candidato garantiu que as palavras não o queimam e que as pessoas sabem quais são as origens políticas dela. 

“Sou defensor acérimo da liberdade, da economia de mercado, do Estado social, da Justiça social, de uma sociedade que prospera mas que não deixa ninguém para trás”.

“Eu dirijo-me a todos os portugueses. E é por isso que tenho apoios quer da esquerda, quer da direita, quer de pessoas que não se enquadram em quadrante nenhum”.

O papel do chefe de Estado, sublinhou, é “de união, de garantir representação da nossa identidade dentro do plurarismo que nós temos”.
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Os dois candidatos já estão no MUDE, onde irá decorrer o debate

André Ventura e António José Seguro já estão no MUDE, em Lisboa, onde irá decorrer o debate desta terça-feira. Este será o único confronto direto entre os dois candidatos e terá duração de 75 minutos. 
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Entre Voltas. Ventura obteve 25% dos votos em Algueirão-Mem Martins

Na primeira volta, André Ventura não venceu em casa. Algueirão-Mem Martins é a maior freguesia do país, onde o candidato ficou atrás de Seguro, com 25,58% dos votos.

Aqui também não há grande fé numa vitória nesta segunda volta.
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Com mais apoios, Seguro avisa: "Ninguém me captura"

António José Seguro garante estar feliz com os apoios que recebe mas avisa que ninguém o captura porque é um homem livre.

Foto: José Coelho - Lusa

O candidato contou agora com o apoio público de Cavaco Silva e Paulo Portas.

Na véspera do frente a frente com André Ventura, Seguro espera que amanhã "seja mesmo um debate".
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Ventura reage a apoios de Seguro: "A nós não nos preocupa a traição"

André Ventura ficou surpreendido com o apoio de Paulo Portas a Seguro e diz que gostava de saber o que Passos Coelho pensa sobre esta decisão.

Foto: Tiago Petinga - Lusa

Desvalorizou ainda o anúncio de Cavaco Silva de que vai votar no seu adversário. Diz que "não está preocupado com a traição"
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Entre Voltas. Seguro conseguiu 71,3% dos votos em Penamacor

António José Seguro venceu a primeira volta das presidenciais em Penamacor com grande margem. Conseguiu 71,3% dos votos na terra onde nasceu.

Na vila raiana, há agora uma grande expectativa na vitória de Seguro nesta segunda volta.

Quem o conhece fala de um homem moderado e determinado.
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Mariana Ribeiro Soares - RTP /

O último debate. Seguro e Ventura vão estar frente a frente esta noite

António José Seguro e André Ventura vão estar frente a frente esta terça-feira. Será o primeiro e único debate da segunda volta das presidenciais. Vai ser transmitido em simultâneo na RTP, SIC e TVI às 20h30.

Pedro A. Pina - RTP

A menos de duas semanas para o dia das eleições, António José Seguro vai colecionando cada vez mais apoios, da esquerda à direita.

O mais recente apoio de peso veio de Cavaco Silva, que foi Presidente enquanto Seguro liderou o PS. Numa nota escrita, Cavaco anunciou que vai votar neste candidato porque vê nele uma pessoa "honesta e educada".

Paulo Portas, vice-primeiro-ministro quando Seguro liderou a oposição, também garantiu que vai votar no que diz ser o candidato moderado ao invés de Ventura a que chama de “candidato que grita muito”.

António José Seguro garante estar feliz com os apoios, mas deixa um aviso: “A mim ninguém me captura. Sou um homem livre, vivo sem amarras, não farei nenhum acordo com quem quer que seja”.


“Apoios surgem, recebo com todo o gosto, mas não mudo”, acrescentou.
Telejornal | 26 de janeiro de 2026

André Ventura, por sua vez, diz não estar preocupado com a "traição” dos notáveis da direita que têm manifestado apoio ao seu adversário e mantém-se confiante numa vitória a 8 de fevereiro
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Ventura diz não estar surpreendido com o apoio de Cavaco Silva a António José Seguro, que vê como “uma espécie de talismã”.

Ventura observa que o Chega venceu sempre na terra do próprio Cavaco Silva e salienta que “foi nos momentos que Cavaco apelou mais ao voto contra o Chega que as pessoas mais votaram no Chega”.
Telejornal | 26 de janeiro de 2026

Já o apoio de Paulo Portas a Seguro é “um pouco surpreendente” para André Ventura, que lembra que Portas “estava no Governo quando António José Seguro estava a fazer a vida negra ao Governo de Pedro Passos Coelho e de Paulo Portas”.


O candidato diz, por isso, que gostava de saber o que pensa Passos Coelho desta decisão, afirmando que “deve estar muito surpreendido”.

O candidato apoiado pelo Chega diz que as figuras cimeiras do sistema estão a juntar-se ao candidato apoiado pelos socialistas “não por António José Seguro, mas sim numa lógica anti André Ventura”.

António José Seguro e André Ventura defrontam-se, a 8 de fevereiro, na segunda volta das eleições presidenciais, depois de na primeira volta o candidato apoiado pelo PS ter conquistado 31 por cento dos votos e o líder do Chega obtido 23 por cento.
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