Política
Passos admite liderar oposição a governo à esquerda
O primeiro-ministro acusou esta sexta-feira o Partido Socialista de “não querer deixar governar” o atual Executivo. Com o acordo de esquerda à vista, tal como o consequente chumbo do programa do Governo agora submetido ao Parlamento, Pedro Passos Coelho garante que está preparado para liderar a oposição.
A três dias da discussão do programa do Governo, que chegou esta sexta-feira à Assembleia da República, Pedro Passos Coelho admite o cenário de derrube de Executivo empossado há uma semana.
Mas garante que, perante tal eventualidade, "não abandona o país" e está pronto a coordenar a oposição.
Perante um PS que "não quer deixar governar" e que se prepara para inviabilizar o novo programa do Executivo em conjunto com o Bloco de Esquerda e o PCP, Pedro Passos Coelho assegura: "Estarei onde for preciso. No Governo, o lugar que se espera de quem ganha as eleições. Mas se porventura não estiver no Governo e estiver na oposição, não deixarei de assumir as minhas responsabilidades".
Sem medidas do PS
Numa curta declaração aos jornalistas, após reunião conjunta dos grupos parlamentares do PSD e CDS-PP, o primeiro-ministro esclareceu que o programa do Governo se baseia sobretudo no programa eleitoral apresentado pela coligação, que esta última não quis "defraudar".
Nesse sentido, Passos Coelho afirmou que o programa não inclui medidas do Partido Socialista: "Não incorporamos medidas no nosso programa que são do PS porque só o PS, como já tenho dito, é que sabe qual é a hierarquia (...) das suas medidas ou propostas".
Ainda assim, o Governo mostra-se disposto "à negociação e ao diálogo" com as restantes forças parlamentares e parceiros sociais. Uma "cultura e espírito de diálogo" que, de resto, foi assumida excutivo nos últimos quatro anos, argumenta o primeiro-ministro.
Plafonamento das pensões adiado
Sobre o plafonamento das pensões, um dos principais temas de discussão durante a campanha, Pedro Passos Coelho garante que não vai insistir nessa questão "para já".
O primeiro-ministro relembra que essa é uma das matérias que o PS não está disponível para acatar: "Não vale apena insistir naquilo que sabemos que não tem viabilidade", refere.
Mas garante que, perante tal eventualidade, "não abandona o país" e está pronto a coordenar a oposição.
Perante um PS que "não quer deixar governar" e que se prepara para inviabilizar o novo programa do Executivo em conjunto com o Bloco de Esquerda e o PCP, Pedro Passos Coelho assegura: "Estarei onde for preciso. No Governo, o lugar que se espera de quem ganha as eleições. Mas se porventura não estiver no Governo e estiver na oposição, não deixarei de assumir as minhas responsabilidades".
Sem medidas do PS
Numa curta declaração aos jornalistas, após reunião conjunta dos grupos parlamentares do PSD e CDS-PP, o primeiro-ministro esclareceu que o programa do Governo se baseia sobretudo no programa eleitoral apresentado pela coligação, que esta última não quis "defraudar".
Nesse sentido, Passos Coelho afirmou que o programa não inclui medidas do Partido Socialista: "Não incorporamos medidas no nosso programa que são do PS porque só o PS, como já tenho dito, é que sabe qual é a hierarquia (...) das suas medidas ou propostas".
Ainda assim, o Governo mostra-se disposto "à negociação e ao diálogo" com as restantes forças parlamentares e parceiros sociais. Uma "cultura e espírito de diálogo" que, de resto, foi assumida excutivo nos últimos quatro anos, argumenta o primeiro-ministro.
Plafonamento das pensões adiado
Sobre o plafonamento das pensões, um dos principais temas de discussão durante a campanha, Pedro Passos Coelho garante que não vai insistir nessa questão "para já".
O primeiro-ministro relembra que essa é uma das matérias que o PS não está disponível para acatar: "Não vale apena insistir naquilo que sabemos que não tem viabilidade", refere.