Passos Coelho anuncia saída sem programa cautelar

O primeiro-ministro lembrou o programa de assistência de 1983-1985, como pré-condição decisiva para permitir a adesão europeia. Sublinhou que não foi este Governo a conduzir Portugal à beira da "bancarrota", mas que teve de ser ele a encontrar soluções. Insistiu na imagem de uma economia em recuperação, mas admitindo que os portugueses não sentem ainda os benefícios dessa recuperação. Anunciou que o país irá financiar-se nos mercados, sem qualquer programa cautelar e explicou: "Fazemos estas escolha porque a estratégia de regresso aos mercados foi bem sucedida".

Luísa Bastos /
Passos Coelho atacou ainda o PS, lembrando que o Governo anterior gozara do apoio da oposição social-democrata para a negociação internacional, e lamentando que este Governo não tenha gozado de idêntico apoio do PS. Passos Coelho repetiu por duas vezes que o país se encontra "no bom caminho", declarando a concluir a sua convicção de que possa, deste modo, evitar-se nova emergência nacional.
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