Passos responde a Seguro que avaliação política já é feita

O primeiro-ministro sustentou esta segunda-feira que já é feita uma avaliação política do programa de ajustamento. Esta resposta surgiu depois de o secretário-geral do PS, António José Seguro, ter escrito uma carta à troika, com uma cópia para Pedro Passos Coelho, em que afirma que o país está à beira de uma tragédia social e é preciso fazer avaliação política ao processo de ajustamento.

Sandra Henriques /

Foto: Paulo Novais, Lusa

Confrontado pelos jornalistas com este documento, Pedro Passos Coelho sublinhou que “esses contactos políticos existem e essa avaliação política também se faz”. “Não se faz a cada três meses, mas também se faz”, referiu, frisando que “as nossas avaliações com a ‘troika’ são realizadas trimestralmente nos moldes que são normais e que sucedem também na Irlanda e na Grécia”.

“Isso não nos impede de ter avaliações de natureza política mais relevante que são aquelas que têm lugar no Conselho de Ministros das Finanças em Bruxelas, bem como no Conselho Europeu e nas oportunidades que são procuradas com frequência por parte do governo português, nomeadamente de mim próprio, quer com o presidente do Banco Central Europeu, quer com o presidente da Comissão Europeia, quer algumas vezes também com a presidente do Fundo Monetário Internacional”, apontou.

Passos Coelho reafirmou que o governo espera que o PS aceite participar no debate sobre o Estado social e tenha uma “intervenção construtiva” relativamente ao trabalho que está a ser feito para ultrapassar a “fase de emergência” que começou quando o anterior primeiro-ministro pediu ajuda externa.

O primeiro-ministro fez estas declarações esta manhã em Aveiro, onde participa na conferência “Estratégia europeia de responsabilidade social”. À chegada ao evento, Passos Coelho foi recebido por um protesto da União dos Sindicatos de Aveiro, como constatou a repórter Carolina Ferreira no local. Os manifestantes contestam o rumo da União Europeia e reclamam por uma Europa social e coesão social no progresso.

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