Política
Seguro escreve à troika a pedir avaliação política do programa de resgate
António José Seguro enviou uma carta aos credores de Portugal a solicitar que a sétima avaliação do Programa de Assistência Económica e Financeira seja política e não técnica. O líder socialista afirma que o país está “à beira da tragédia social” e que é necessário parar para pensar. Porque “os portugueses não aguentam mais”.
“A próxima avaliação é crucial para a vida dos portugueses. Exige-se que seja uma avaliação política tendo em conta a gravidade económica e social. A Comissão Europeia, o Banco central Europeu e o Fundo Monetário Internacional devem enviar a Portugal responsáveis políticos com capacidade de decisão”, lê-se na missiva de três páginas enviada por António José Seguro à troika.
A “avaliação política”, sustenta o secretário-geral do Partido Socialista, deveria “desenhar uma estratégia credível de consolidação das contas públicas, dando prioridade ao crescimento económico e à criação de emprego. Já não é só uma opção ideológica, como o PS tem defendido, trata-se de realismo. É uma obrigação moral, olharem para a situação de Portugal e terem, Governo e troika, a humildade de reconheceram que a vossa política falhou”.
“Segundo os dados mais recentes, a taxa de desemprego atingiu os 16,9%, isto é a maior taxa de todos os tempos em Portugal. Hoje temos 923 mil desempregados registados e 40% dos jovens não têm emprego. A situação torna-se ainda mais dramática quando é sabido que mais de metade destes portugueses não tem acesso a qualquer mecanismo de proteção social, encontrando-se na miséria ou a viver do apoio da família que, por sua vez, também é fustigada com cortes de salários e pensões a aumento de impostos. Ainda no final da passada semana foi publicado um relatório internacional a denunciar que mais de um quarto das crianças portuguesas estava em situação de pobreza ou exclusão”, frisa.
Ainda segundo António José Seguro, “a balança externa, que nos últimos meses era o último argumento do Governo e da troika para tentar indiciar algum aspeto do ajustamento com impacto positivo, dá mostras de degradação. Todos sabíamos que as importações estão a retrair-se pela forte redução da procura interna, nomeadamente do investimento. O que é reconhecido pelas recentes estatísticas do INE é que as exportações estão em desaceleração há um ano e em dezembro de 2012 caíram 3,2% em termos homólogos”.
“Portugueses não aguentam mais”
Na carta enviada a Christine Lagarde, Durão Barroso e Mario Draghi, o secretário-geral do PS alerta para o facto de a situação económica e social em Portugal se ter “agravado fortemente”, em resultado da “política de austeridade do custe o que custar”.
Para Seguro, “estamos à beira de uma tragédia social”. “Chegou o momento de dizer basta! Chegou o momento de procedermos, Portugal e a Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, a uma avaliação política do processo de ajustamento do meu país. Não está em causa, como nunca esteve o cumprimento das nossas obrigações externas. Honramos os nossos compromissos e queremos cumpri-los”, escreve o dirigente político.
“Mais desemprego, menos economia, mais falências e insolvências, mais pobreza, mais emigração de portugueses qualificados, em particular os jovens. Este é o retrato trágico da política da austeridade do custe o que custar”, acusa Seguro.
“Em síntese, os portugueses estão a passar por enormes dificuldades, a fazer sacrifícios para além dos limites admissíveis, sem que se vejam os resultados (défice orçamental e dívida pública) que o Governo e a troika prometeram; com consequências dramáticas no desemprego e na destruição do aparelho produtivo”, sublinha o líder socialista na carta enviada aos representantes da troika e da qual enviou uma cópia ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
O secretário-geral do PS afirma que “honramos os nossos compromissos e queremos cumpri-los”. O que está em causa, insiste, “é a política escolhida, a da austeridade expansionista que não atinge os objetivos a que se propôs e está a criar problemas económicos e sociais de uma enorme gravidade”.
“Portugal necessita, por razões que temos vindo a apontar e que são do conhecimento da troika desde novembro de 2011, de mais tempo para a consolidação das contas públicas, para o pagamento da dívida, de juros mais baixos e de um adiamento do pagamento de juros. Estas quatro condições são essenciais para a criação de um ambiente amigo do crescimento económico e são a melhor garantia de que os portugueses cumpriram os seus compromissos de acordo com as suas possibilidades”, reitera o líder socialista.
A “avaliação política”, sustenta o secretário-geral do Partido Socialista, deveria “desenhar uma estratégia credível de consolidação das contas públicas, dando prioridade ao crescimento económico e à criação de emprego. Já não é só uma opção ideológica, como o PS tem defendido, trata-se de realismo. É uma obrigação moral, olharem para a situação de Portugal e terem, Governo e troika, a humildade de reconheceram que a vossa política falhou”.
“Segundo os dados mais recentes, a taxa de desemprego atingiu os 16,9%, isto é a maior taxa de todos os tempos em Portugal. Hoje temos 923 mil desempregados registados e 40% dos jovens não têm emprego. A situação torna-se ainda mais dramática quando é sabido que mais de metade destes portugueses não tem acesso a qualquer mecanismo de proteção social, encontrando-se na miséria ou a viver do apoio da família que, por sua vez, também é fustigada com cortes de salários e pensões a aumento de impostos. Ainda no final da passada semana foi publicado um relatório internacional a denunciar que mais de um quarto das crianças portuguesas estava em situação de pobreza ou exclusão”, frisa.
Ainda segundo António José Seguro, “a balança externa, que nos últimos meses era o último argumento do Governo e da troika para tentar indiciar algum aspeto do ajustamento com impacto positivo, dá mostras de degradação. Todos sabíamos que as importações estão a retrair-se pela forte redução da procura interna, nomeadamente do investimento. O que é reconhecido pelas recentes estatísticas do INE é que as exportações estão em desaceleração há um ano e em dezembro de 2012 caíram 3,2% em termos homólogos”.
“Portugueses não aguentam mais”
Na carta enviada a Christine Lagarde, Durão Barroso e Mario Draghi, o secretário-geral do PS alerta para o facto de a situação económica e social em Portugal se ter “agravado fortemente”, em resultado da “política de austeridade do custe o que custar”.
Para Seguro, “estamos à beira de uma tragédia social”. “Chegou o momento de dizer basta! Chegou o momento de procedermos, Portugal e a Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, a uma avaliação política do processo de ajustamento do meu país. Não está em causa, como nunca esteve o cumprimento das nossas obrigações externas. Honramos os nossos compromissos e queremos cumpri-los”, escreve o dirigente político.
“Mais desemprego, menos economia, mais falências e insolvências, mais pobreza, mais emigração de portugueses qualificados, em particular os jovens. Este é o retrato trágico da política da austeridade do custe o que custar”, acusa Seguro.
“Em síntese, os portugueses estão a passar por enormes dificuldades, a fazer sacrifícios para além dos limites admissíveis, sem que se vejam os resultados (défice orçamental e dívida pública) que o Governo e a troika prometeram; com consequências dramáticas no desemprego e na destruição do aparelho produtivo”, sublinha o líder socialista na carta enviada aos representantes da troika e da qual enviou uma cópia ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
O secretário-geral do PS afirma que “honramos os nossos compromissos e queremos cumpri-los”. O que está em causa, insiste, “é a política escolhida, a da austeridade expansionista que não atinge os objetivos a que se propôs e está a criar problemas económicos e sociais de uma enorme gravidade”.
“Portugal necessita, por razões que temos vindo a apontar e que são do conhecimento da troika desde novembro de 2011, de mais tempo para a consolidação das contas públicas, para o pagamento da dívida, de juros mais baixos e de um adiamento do pagamento de juros. Estas quatro condições são essenciais para a criação de um ambiente amigo do crescimento económico e são a melhor garantia de que os portugueses cumpriram os seus compromissos de acordo com as suas possibilidades”, reitera o líder socialista.