PPM/Porto diz que principais perdedores são os órgãos que fiscalizam as eleições

por Lusa

O Partido Popular Monárquico (PPM) do Porto disse que os "principais perdedores" das eleições autárquicas de hoje "são os órgãos que fiscalizam as eleições, a Comissão Nacional de Eleições e a Entidade Reguladora para a Comunicação Social".

Em comunicado enviado às redações, após serem conhecidas as primeiras projeções, o candidato do PPM/Porto, Diogo Araújo Dantas, acrescenta que o "Presidente do regime e a Assembleia do regime" também fazem parte dos "perdedores" das autárquicas.

"Portugal está num processo profundo de regressão democrática. A abstenção é um dos sintomas desta catástrofe. Aparentemente haverá entre 0 e 1% aos quatro partidos fora dos `sete candidatos` da comunicação social. Além da comunicação social `mainstream`, que relativamente ao Porto andou a pregar que só haveria sete candidatos, também as empresas de sondagens têm de ser investigadas. Lembro que houve sondagens que deram 59% a Rui Moreira", lê-se no comunicado.

Diogo Araujo Dantas agradece ainda a "todos os que votaram no PPM".

"A vossa confiança é extraordinária, apesar de tudo o que aconteceu nestas eleições e da desigualdade antidemocrática. Relativamente aos novos partidos: tentaram mudar a política mas foi a política que os mudou. Amanhã começa a luta por um regime mais democrático, transparente, participativo e justo", conclui o candidato do PPM à Câmara Municipal do Porto.

O candidato independente à presidência da Câmara do Porto, Rui Moreira, foi reeleito para um terceiro e último mandato, segundo as projeções das televisões divulgadas às 21:00.

Em 2017, o Partido Socialista obteve 28,55% dos votos, elegendo quatro vereadores na autarquia.

A Câmara do Porto é liderada por Rui Moreira, cujo movimento elegeu sete mandatos nas autárquicas de 2017, aos quais se somam quatro eleitos do PS, um do PSD e um da CDU.

Concorreram à presidência da Câmara do Porto Rui Moreira (movimento independente "Rui Moreira: Aqui há Porto" - apoiado por IL, CDS, Nós Cidadãos, MAIS -, Tiago Barbosa Ribeiro (PS), Vladimiro Feliz (PSD), Ilda Figueiredo (CDU), Sérgio Aires (BE), Bebiana Cunha (PAN), António Fonseca (Chega), Diogo Araújo Dantas (PPM), André Eira (Volt Portugal), Bruno Rebelo (Ergue-te), Diamantino Raposinho (Livre).

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