Presidenciais. António José Seguro na Grande Entrevista da RTP
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Política
Presidenciais. António José Seguro na Grande Entrevista da RTP
António José Seguro foi o entrevistado desta noite na Grande Entrevista da RTP. O candidato apoiado pelo PS vai disputar a segunda volta das eleições presidenciais com André Ventura.
Seguro diz que Ventura “está na eleição errada”. “Ele está a disputar a terceira volta das legislativas. Eu não”.
“Eu quero mudar muitas coisas deste regime, mas não quero mudar de regime”, esclareceu. “Eu sou um defensor da democracia. Por isso é que esta candidatura tem tanta convergência”, acrescentou.
O candidato diz querer ser “um presidente dos novos tempos”, sem “recuar ao passado”. “Não procuro o futuro no retrovisor do passado”, rematou.
“Não sou um sectário, nem extremista. Sou moderado”, asseverou.
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Presidência da República não é para "fazer oposição ao Governo"
Seguro não considera que o primeiro-ministro tenha de seguir a opinião do presidente da República no que toca à constituição de um Governo. No entanto, defende que haja “um crivo interno”.
“Não olho para a Presidência da República como local para fazer oposição ao Governo”.
A ser eleito, o primeiro-ministro com quem vai começar a trabalhar será Luís Montenegro. E António José Seguro promete "lealdade institucional".
"Nunca deixarei de dizer o que penso (...) e espero que haja cooperação e convergência para que o país possa ter um designio".
Além disso, "há um conjunto de urgências", como a Saúde, a que é preciso dar resposta.
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"Venho para garantir estabilidade". Se for presidente quer resolver eventuais divergências com Governo
Em caso de divergência com um Governo ou com um primeiro-ministro, António José Seguro considera que, “em qualquer momento” e numa “situação dessa gravidade”, o presidente da República deve tomar “iniciativa de reunir (...) e pedir as explicações e os resultados que achar adequado”.
“Sou um defensor da lealdade institucional, portanto, a minha prioridade é que essas conversas sejam com o primeiro-ministro e fiquem com o primeiro-ministro", respondeu. “Não venho para causar instabilidade. Venho para garantir estabilidade”.
Contudo, numa situação “de gravidade”, Seguro não nega “que não o venha a fazer”.
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Prevenir incêndios e perdas económicas: retirar rapidamente árvores "dizimadas"
António José Seguro aproveitou para referir “uma medida que não está na proposta do Governo”: retirar “o mais rapidamente possível” a madeira das árvores “dizimadas” com o mau tempo, “enquanto ainda tem valor económico”.
“Assim, as pessoas que são proprietárias dessa floresta não perderiam tudo”, argumentou.
Além disso, depois vêm os meses mais quentes e a “época de incêndios”, e se esse “material combustível estiver ainda lá” vai causar “mais sarilhos”.
“Tem de se trabalhar aqui numa tripla dimensão: acudir às famílias e às empresas, tirar ilações para o futuro para responder de forma mais eficiente a estes fenómenos e sobretudo prevenir situações que podem vir a ocorrer no próximo verão”.
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"Alargamento dos prazos do PRR é importante" para recuperação de "casas e telhados"
Sobre o plano de recuperação das regiões afetadas pela depressão Kristin, divulgado pelo Governo, António José Seguro considerou que o plano “que vai no sentido certo”.
“É evidente que há outros instrumentos e outras soluções que precisam de ser convocadas. Volto a dizer que o alargamento dos prazos do PRR é importante”, realçou, acrescentando que é necessário para “recuperar as casas e telhados” das casa afetadas.
“Não podem ser as pessoas a tratar disso”, continuou. “Este processo de reparação e de acudir às pessoas tem de ser de forma organizada e competente”.
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Seguro diz querer que "o assunto não saia da agenda política"
Ainda sobre a tempestade, o candidato apoiado pelo PS diz querer que "o assunto não saia da agenda política".
“Quero que este assunto não saia da agenda política”, disse. “Há uma tendência para esquecer. E eu não quererei que este assunto seja esquecido”, acrescentou.
“Isto não pode sair daqui sem que se te tirem ilações e consequências para o futuro para que as respostas a estes fenómenos possam ser mais rápidas e eficientes”, disse, lembrando que muitos dos concelhos afetados pelo mau tempo foram também devastados pelos incêndios durante o verão.
“Se eu merecer a confiança dos portugueses, quererei trabalhar para garantir que o Estado se vai munir de instrumentos para ser mais eficiente de resposta”, declarou.
"Não pode haver portugueses que sintam que o Estado não está lá quando eles mais precisam", rematou.
Seguro defende que é preciso “garantir que o Estado não abandona as pessoas” que foram afetadas pela tempestade e considera que o “Estado tem de ser mais eficiente na resposta”.
Questionado sobre se a atuação do Governo neste período após a tempestade não será uma vantagem para o seu adversário, Seguro afirma que “o Estado não se compara ao Estado que existia há 50 anos”.
“Recuar, como propõe o meu adversário, não é a solução”, argumentou.
António José Seguro receia que possa haver uma desmobilização dos portugueses às urnas, não só devido ao mau tempo, mas também porque as sondagens lhe dão uma grande vantagem em relação a André Ventura.
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Seguro na Grande Entrevista
Depois de André Ventura, é a vez de António José Seguro ser entrevistado por Vítor Gonçalves no programa "A Grande Entrevista".