Em direto
Os danos e a evolução do estado do tempo

PS considera lamentável e invulgar saída da ministra em plena crise com tempestades

PS considera lamentável e invulgar saída da ministra em plena crise com tempestades

 

Lusa /

O líder parlamentar do PS considerou hoje lamentável que a demissão da ministra da Administração Interna tenha ocorrido quando o país enfrenta uma situação difícil na sequência de tempestades e quando o Governo tem de assumir responsabilidades.

Esta posição sobre a demissão de Maria Lúcia Amaral das funções de ministra da Administração Interna - pasta que será transitoriamente assumida pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro -- foi assumida por Eurico Brilhante Dias, no parlamento, em declarações aos jornalistas.

"Vivemos momentos estranhos. No meio de uma situação de crise, temos a demissão de um titular do Governo, que tem a Proteção Civil", apontou o líder da bancada socialista.

Segundo Eurico Brilhante Dias, haverá tempo para fazer a avaliação política do desempenho da ex-ministra da Administração Interna e das escolhas feitas por Luís Montenegro para essa pasta governativa.

Mas, "no meio desta grande borrasca, ou desta sucessão de tempestades", o presidente da bancada socialista classifica como incompreensível "que um membro de um órgão de soberania saia de funções quando aquilo que se pede aos membros dos órgãos de soberania e, em particular ao Governo, é que assumam as suas responsabilidades e enfrentem coletivamente este momento difícil".

Eurico Brilhante Dias procurou, depois, fazer um contraste entre a atual situação e a forma como o segundo Governo liderado por António Costa reagiu à pandemia da covid-19 - uma conjuntura marcada por um quadro de "grande adversidade".

"Era então o momento de mostrarmos que liderávamos este país e que os portugueses podiam contar connosco. Agora, é lamentável que isto tenha acontecido no meio desta emergência", insistiu.

Eurico Brilhante Dias salientou a seguir a tese de que, "no meio de uma forte tempestade e na situação de emergência que se vive, um responsável político deve ficar até ao fim e deve executar as tarefas que lhe foram confiadas".

"Sair na circunstância que vivemos, na terça-feira à noite, acho que é a primeira vez que vejo um membro do Governo sair no meio de uma situação tão difícil", acrescentou.

Tópicos
PUB