PS fecha listas para legislativas entre vozes descontentes

Ao cabo de quatro horas de reunião, já na madrugada desta quarta-feira, a Comissão Política Nacional do PS aprovou as listas de candidatos a deputados para as próximas eleições legislativas. A ala próxima da anterior direção de António José Seguro saiu insatisfeita.

Susana Barros /

Foto: Hugo Correia - Reuters

Embora aprovadas por larga maioria, as listas relativas aos 22 círculos eleitorais dividiram opiniões na reunião partidária da última noite.
Em declarações à agência Lusa, António Galamba disse ter sido arredado das listas socialistas por "delito de opinião".
À saída, o presidente do PS, Carlos César, preferia falar de uma "renovação profunda": "As listas aprovadas em Comissão Política Nacional do PS representam um ato de renovação quase sem precedentes na vida do partido. Entre cerca de 240 candidatos efetivos, 166 são pela primeira vez".

Ainda de acordo com presidente dos socialistas, o partido ficou reforçado com as escolhas agora seladas, "um processo que é sempre complexo pelas suscetibilidades que gera e pela diversidade que inclui".

"Trinfou uma linha essencial da liderança do PS, a renovação programática, mas também ao nível dos recursos humanos que emprega para o futuro do país", reforçou o antigo presidente do Governo Regional dos Açores.
"Listas e fações"

Houve alterações nos nomes apresentados pelas federações, mas o descontentamento não foi além da casa das unidades - a lista da Madeira teve nove votos contra, a de Coimbra recebeu sete, a de Lisboa cinco e a lista do Porto teve dois.

Álvaro Beleza, ex-membro do secretariado de António José Seguro que entrou para a reunião em lugar elegível por Lisboa, saiu como último suplente. Por opção. E a apontar o dedo ao afastamento de nomes conotados com a anterior liderança.

"O secretário-geral do partido concordou que no futuro temos que ir para um método de eleições primárias para não andarmos neste processo de reuniões mini-secretas e secretas de listas e de fações", adiantou.
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