Política
PSD acusa esquerda de querer "ocultar a verdade sobre a Caixa"
Com um segundo inquérito parlamentar a desenhar-se, o líder da bancada do PSD, Luís Montenegro, retomou este sábado, em Tomar, a ofensiva política assente nas negociações entre o ministro Mário Centeno e António Domingues, ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos, acusando António Costa e “os acólitos Catarina e Jerónimo” de pretenderem “ocultar ao país a verdade” sobre o banco do Estado. A norte, o primeiro-ministro disparou críticas a uma oposição que “todos os dias arranja uma birra”.
“As duas comissões de inquérito só existem porque o Partido Socialista, o PCP e o Bloco de Esquerda inviabilizaram que o trabalho que nós pretendemos de apuramento da verdade fosse realizado naquela que está hoje em funcionamento”, sustentou o líder parlamentar do PSD, referindo-se ao segundo inquérito que os partidos da anterior aliança de governo querem levar por diante de forma potestativa.
O requerimento que forçará a segunda comissão de inquérito, desta feita sobre as comunicações entre o ministro das Finanças, Mário Centeno, e o ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos, António Domingues, vai avançar na próxima semana. E “visa ultrapassar o boicote democrático que PS, PCP e BE impuseram no Parlamento”, insistiu Luís Montenegro.
Luís Montenegro falava em Tomar, onde participou na apresentação do candidato do PSD à autarquia local.
O dirigente laranja atribui ao primeiro-ministro a responsabilidade pelos sucessivos abalos no banco do Estado, que teve três administrações em 2016. Desde logo por não ter sido ainda injetado “um cêntimo” na Caixa, sendo que a recapitalização foi considerada urgente no ano passado. Mas também – nas palavras de Montenegro - por manter em funções “um ministro das Finanças que mentiu ao Parlamento e ao país”.
“E o que é estranho é que o primeiro-ministro de Portugal esteja com tanto medo de que a Assembleia da República queira descobrir a verdade. Ele e os seus acólitos Catarina e Jerónimo querem ocultar ao país a verdade sobre a Caixa”, acusou.
O inquérito que começa agora a tomar forma, explicou ainda Luís Montenegro, incidirá sobre “todo o período que medeia entre a negociação com a equipa do doutor António Domingues e com o próprio até à sua demissão”.
Pedro Valador - RTP
Quando à comissão de inquérito sobre a gestão da Caixa, essa “está a trabalhar”, mesmo depois da demissão do presidente, o social-democrata José Matos Correia. E o PSD vai manter-se nos trabalhos. Haverá nova reunião na terça-feira.
“Não abandonámos nem temos nenhuma intenção de abandonar os trabalhos dessa comissão. O que queremos é que ela tenha um mínimo de condições para poder produzir o seu trabalho”, clarificou o líder parlamentar social-democrata, que se recusou a admitir a possibilidade de o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, travar uma segunda comissão. O que seria “de uma gravidade enorme”.
“Tricas”
Em Espinho, onde esteve na apresentação da candidatura autárquica local do PS, António Costa insistiu, por sua vez, na ideia de que os partidos da oposição só não gostam do ministro das Finanças porque este garantiu uma redução histórica do défice das contas públicas e “está a pagar a dívida que eles aumentaram”.
Questionado pelos jornalistas à margem do Fórum Empresarial do Algarve, a decorrer em Vilamoura, o antigo comissário europeu António Vitorino defendeu que Mário Centeno só sairá fragilizado do dossier da Caixa “se o consentir”.
“Eles digam o que disserem, mas o que eles não gostam mesmo no ministro da Finanças é porque é o ministro das Finanças que fez o menor défice e está a pagar a dívida que eles aumentaram”, reiterou Costa, ao intervir na condição de secretário-geral socialista.
O primeiro-ministro faria mesmo o diagnóstico de uma oposição que “anda muito irritada” e que “todos os dias arranja uma nova birra”. “Só quer mesmo falar de tricas”, disparou.
“Acho que por duas razões: primeiro porque nada têm a dizer aos portugueses e a Portugal e, em segundo lugar, porque lhes custa ouvir as verdades sobre como o país e os portugueses hoje estão melhor que o que estavam há um ano atrás”, argumentou, para acrescentar que, embora “não gostem”, PSD e CDS-PP “vão mesmo ter de ficar irritados e ouvir”.
“Aquilo que lhes irrita mesmo muito é que apesar de termos reposto vencimentos, pensões, aumentado as prestações sociais, reduzido a carga fiscal, a verdade é que chegámos ao fim de 2016 com o melhor défice orçamental em 42 anos de democracia e que nunca ninguém tinha conseguido alcançar”, concluiu.
c/ Lusa
O requerimento que forçará a segunda comissão de inquérito, desta feita sobre as comunicações entre o ministro das Finanças, Mário Centeno, e o ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos, António Domingues, vai avançar na próxima semana. E “visa ultrapassar o boicote democrático que PS, PCP e BE impuseram no Parlamento”, insistiu Luís Montenegro.
Luís Montenegro falava em Tomar, onde participou na apresentação do candidato do PSD à autarquia local.
O dirigente laranja atribui ao primeiro-ministro a responsabilidade pelos sucessivos abalos no banco do Estado, que teve três administrações em 2016. Desde logo por não ter sido ainda injetado “um cêntimo” na Caixa, sendo que a recapitalização foi considerada urgente no ano passado. Mas também – nas palavras de Montenegro - por manter em funções “um ministro das Finanças que mentiu ao Parlamento e ao país”.
“E o que é estranho é que o primeiro-ministro de Portugal esteja com tanto medo de que a Assembleia da República queira descobrir a verdade. Ele e os seus acólitos Catarina e Jerónimo querem ocultar ao país a verdade sobre a Caixa”, acusou.
O inquérito que começa agora a tomar forma, explicou ainda Luís Montenegro, incidirá sobre “todo o período que medeia entre a negociação com a equipa do doutor António Domingues e com o próprio até à sua demissão”.
Pedro Valador - RTP
Quando à comissão de inquérito sobre a gestão da Caixa, essa “está a trabalhar”, mesmo depois da demissão do presidente, o social-democrata José Matos Correia. E o PSD vai manter-se nos trabalhos. Haverá nova reunião na terça-feira.
“Não abandonámos nem temos nenhuma intenção de abandonar os trabalhos dessa comissão. O que queremos é que ela tenha um mínimo de condições para poder produzir o seu trabalho”, clarificou o líder parlamentar social-democrata, que se recusou a admitir a possibilidade de o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, travar uma segunda comissão. O que seria “de uma gravidade enorme”.
“Tricas”
Em Espinho, onde esteve na apresentação da candidatura autárquica local do PS, António Costa insistiu, por sua vez, na ideia de que os partidos da oposição só não gostam do ministro das Finanças porque este garantiu uma redução histórica do défice das contas públicas e “está a pagar a dívida que eles aumentaram”.
Questionado pelos jornalistas à margem do Fórum Empresarial do Algarve, a decorrer em Vilamoura, o antigo comissário europeu António Vitorino defendeu que Mário Centeno só sairá fragilizado do dossier da Caixa “se o consentir”.
“Eles digam o que disserem, mas o que eles não gostam mesmo no ministro da Finanças é porque é o ministro das Finanças que fez o menor défice e está a pagar a dívida que eles aumentaram”, reiterou Costa, ao intervir na condição de secretário-geral socialista.
O primeiro-ministro faria mesmo o diagnóstico de uma oposição que “anda muito irritada” e que “todos os dias arranja uma nova birra”. “Só quer mesmo falar de tricas”, disparou.
“Acho que por duas razões: primeiro porque nada têm a dizer aos portugueses e a Portugal e, em segundo lugar, porque lhes custa ouvir as verdades sobre como o país e os portugueses hoje estão melhor que o que estavam há um ano atrás”, argumentou, para acrescentar que, embora “não gostem”, PSD e CDS-PP “vão mesmo ter de ficar irritados e ouvir”.
“Aquilo que lhes irrita mesmo muito é que apesar de termos reposto vencimentos, pensões, aumentado as prestações sociais, reduzido a carga fiscal, a verdade é que chegámos ao fim de 2016 com o melhor défice orçamental em 42 anos de democracia e que nunca ninguém tinha conseguido alcançar”, concluiu.
c/ Lusa