Política
Rio sacode a poeira das presidenciais
Depois de Marcelo Rebelo de Sousa ter capitalizado o espaço semanal de comentário na TVI para juntar o nome de Rui Rio à persistente discussão das presidenciais, o antigo autarca do Porto saiu na última noite a público para enjeitar o anzol. Pelo menos por agora. Porque há “poeira a mais no ar”.
“Não vou falar de eleições, há poeira a mais no ar. Conhecem-me já há muitos anos e não entro nessa poeira”, começou por afirmar Rui Rio, questionado à chegada a uma conferência integrada no ciclo Conversas de Abril, organizado pela Câmara Municipal de Gondomar.
“Eu não sou nenhum D. Sebastião. Não sou dono das soluções”, reagiu Rui Rio, depois de ser questionado pelo público sobre a possibilidade de ser um dia candidato ao lugar de Pedro Passos Coelho.
A porta não estará, no entanto, completamente fechada: “Se assentar a poeira, depois vê-se”.
Por esta altura, na leitura política do antigo autarca da Invicta, “há muita conversa, muita coisa”. Face à insistência dos jornalistas, Rio diria ainda que não abordaria, “de certeza absoluta”, o capítulo eleitoral no evento de Gondomar. Acabou, todavia, por fazê-lo. Pressionado quer pelo público, quer pela moderação da conferência. Sem querer aclarar planos para o percurso futuro, Rui Rio sempre deixou escapar que, na sua opinião, o próximo Chefe de Estado terá de se dedicar “bastante a reunir e fomentar consensos no sentido da reforma do regime”, embora de forma “sóbria e recatada”, dado que um presidente deve “interferir pouco, bem e certo”.
Quase hermético quanto a uma eventual investida para a liderança do PSD, já numa fase posterior da conferência, o antigo deputado quis lembrar que foi sempre crítico daqueles que “estavam permanentemente a tentar deitar abaixo o líder do partido”. Até porque quando há um líder em funções governativas “compete-lhe a ele a decisão de se recandidatar ou não”.
“Cada coisa a seu tempo”
Marcelo Rebelo de Sousa lançara no domingo o nome de Rui Rio para a arena da discussão político-mediática em redor das eleições presidenciais de 2016, ao sustentar, na TVI, que o antigo presidente da Câmara do Porto poderia “ser uma hipótese forte” para “uma candidatura antecipada de centro-direita”. O antigo líder social-democrata admitiu mesmo a possibilidade de Rio congregar os apoios de Passos Coelho e Paulo Portas.
Quem continua a esforçar-se por recentrar o debate político nas eleições que precedem as presidenciais é António Costa. Em Berlim, onde se reuniu com o líder do SPD, Sigmar Gabriel, o secretário-geral socialista conservou o silêncio relativamente a Sampaio da Nóvoa e a um hipotético apoio do maior partido da oposição ao antigo reitor da Universidade de Lisboa.
“Cada coisa a seu tempo. O nosso foco, obviamente, é nas legislativas e responder aos problemas do país, que são muitos”, resumiu o sucessor de António José Seguro, para insistir, adiante, que o PS não quer atropelar o calendário eleitoral.
De resto, Marcelo falou também de Sampaio da Nóvoa e dos efeitos da sua protocandidatura a Belém no Rato, arguindo que “o PS, no contexto de não ter outro candidato, só se fosse suicida é que avançava com outro nome”. “Estamos focados nas eleições legislativas e é aí que vamos continuar”, afiançou na capital alemã António Costa.
c/ Lusa
“Eu não sou nenhum D. Sebastião. Não sou dono das soluções”, reagiu Rui Rio, depois de ser questionado pelo público sobre a possibilidade de ser um dia candidato ao lugar de Pedro Passos Coelho.
A porta não estará, no entanto, completamente fechada: “Se assentar a poeira, depois vê-se”.
Por esta altura, na leitura política do antigo autarca da Invicta, “há muita conversa, muita coisa”. Face à insistência dos jornalistas, Rio diria ainda que não abordaria, “de certeza absoluta”, o capítulo eleitoral no evento de Gondomar. Acabou, todavia, por fazê-lo. Pressionado quer pelo público, quer pela moderação da conferência. Sem querer aclarar planos para o percurso futuro, Rui Rio sempre deixou escapar que, na sua opinião, o próximo Chefe de Estado terá de se dedicar “bastante a reunir e fomentar consensos no sentido da reforma do regime”, embora de forma “sóbria e recatada”, dado que um presidente deve “interferir pouco, bem e certo”.
Quase hermético quanto a uma eventual investida para a liderança do PSD, já numa fase posterior da conferência, o antigo deputado quis lembrar que foi sempre crítico daqueles que “estavam permanentemente a tentar deitar abaixo o líder do partido”. Até porque quando há um líder em funções governativas “compete-lhe a ele a decisão de se recandidatar ou não”.
“Cada coisa a seu tempo”
Marcelo Rebelo de Sousa lançara no domingo o nome de Rui Rio para a arena da discussão político-mediática em redor das eleições presidenciais de 2016, ao sustentar, na TVI, que o antigo presidente da Câmara do Porto poderia “ser uma hipótese forte” para “uma candidatura antecipada de centro-direita”. O antigo líder social-democrata admitiu mesmo a possibilidade de Rio congregar os apoios de Passos Coelho e Paulo Portas.
Quem continua a esforçar-se por recentrar o debate político nas eleições que precedem as presidenciais é António Costa. Em Berlim, onde se reuniu com o líder do SPD, Sigmar Gabriel, o secretário-geral socialista conservou o silêncio relativamente a Sampaio da Nóvoa e a um hipotético apoio do maior partido da oposição ao antigo reitor da Universidade de Lisboa.
“Cada coisa a seu tempo. O nosso foco, obviamente, é nas legislativas e responder aos problemas do país, que são muitos”, resumiu o sucessor de António José Seguro, para insistir, adiante, que o PS não quer atropelar o calendário eleitoral.
De resto, Marcelo falou também de Sampaio da Nóvoa e dos efeitos da sua protocandidatura a Belém no Rato, arguindo que “o PS, no contexto de não ter outro candidato, só se fosse suicida é que avançava com outro nome”. “Estamos focados nas eleições legislativas e é aí que vamos continuar”, afiançou na capital alemã António Costa.
c/ Lusa