Política
Rui Moreira: "Acho que Luís Montenegro fez bem" em não declarar apoios na segunda volta
Em entrevista à Antena 1, Rui Moreira apoia a decisão de Luís Montenegro de declarar a neutralidade do PSD na segunda volta das eleições presidenciais. Sobre o que falhou na candidatura de Luís Marques Mendes aponta o frente a frente na televisão entre Marques Mendes e Gouveia e Melo. O antigo autarca do Porto não acredita que André Ventura consiga alargar a base futura de apoio do Chega.
Rui Moreira defende que Montenegro só podia declarar a neutralidade do PSD na segunda volta das presidenciais porque o governo não sabe quem vai ter em Belém. O antigo autarca do Porto considera que é preciso deixar a porta aberta.
"O Parlamento está dividido entre três blocos. Há um bloco que é o bloco do centro-direita, que é o bloco da AD. Há um bloco à esquerda, principalmente o Partido Socialista, os partidos de extrema-esquerda estão muito reduzidos, e há o bloco, eu não chamaria, extrema-direita, não parece que o Chega seja extrema-direita, eu acho que é da direita nacionalista. São três blocos. E neste momento a governabilidade tem que ser assegurada com alguma dificuldade. E, portanto, parece normal que o PSD e o governo deixem aberto a todas as opções", explica, em entrevista à Antena 1.
Para Rui Moreira, o momento em que a campanha de Luís Marques Mendes começou a descarrilar foi o frente-a-frente na televisão com Gouveia e Melo.
"Falhou convencer os portugueses de que ele era o melhor candidato", começa por contar. "Eu acho que há um antes do debate com o Almirante Gouveia e Melo e um pós-debate. Eu acho que o almirante Gouveia e Melo, que nos debates anteriores tinha aparecido de óculos e com um guião, naquele debate alguém o convenceu que o melhor era entrar na sala com uma granada. Essa granada, de facto, detonou, causou um dano irreversível à candidatura de Marques Mendes, mas também causou na dele. E, portanto, foi assim uma cena de grande violência e acho que não foi possível a Marques Mendes convencer os eleitores, que estavam até lá muito alinhados com ele, de que, de facto, merecia a sua confiança", acrescenta.
Segue-se agora a segunda volta destas eleições presidenciais, com o frente a frente entre António José Seguro e André Ventura. O antigo autarca do Porto reconhece que o candidato da extrema direita vai ter "um score eleitoral significativo", mas que isso não vai transformar o Chega na "força política dominante". "Não me parece que haja uma relação direta entre aquilo que a escolha que os portugueses fazem para o poder legislativo, ou até para o poder autárquico, e aquilo que fazem para a presidência da República", defende.
Rui Moreira já tinha declarado ontem à noite, na SIC Notícias, o apoio na segunda volta a António José Seguro. Em entrevista à Antena 1, conta que o candidato da esquerda é o que mais se aproxima daquilo que pensa ser um candidato a Presidente da República.
"É uma pessoa que todos nós conhecemos que nos dá garantias de que, independentemente daquelas que sejam as nossas convicções, as vamos poder exprimir livremente e, portanto, considero que ele tem condições para ser o próximo presidente da República e assegurar também um futuro tranquilo para os portugueses", considera.
"O Parlamento está dividido entre três blocos. Há um bloco que é o bloco do centro-direita, que é o bloco da AD. Há um bloco à esquerda, principalmente o Partido Socialista, os partidos de extrema-esquerda estão muito reduzidos, e há o bloco, eu não chamaria, extrema-direita, não parece que o Chega seja extrema-direita, eu acho que é da direita nacionalista. São três blocos. E neste momento a governabilidade tem que ser assegurada com alguma dificuldade. E, portanto, parece normal que o PSD e o governo deixem aberto a todas as opções", explica, em entrevista à Antena 1.
Para Rui Moreira, o momento em que a campanha de Luís Marques Mendes começou a descarrilar foi o frente-a-frente na televisão com Gouveia e Melo.
"Falhou convencer os portugueses de que ele era o melhor candidato", começa por contar. "Eu acho que há um antes do debate com o Almirante Gouveia e Melo e um pós-debate. Eu acho que o almirante Gouveia e Melo, que nos debates anteriores tinha aparecido de óculos e com um guião, naquele debate alguém o convenceu que o melhor era entrar na sala com uma granada. Essa granada, de facto, detonou, causou um dano irreversível à candidatura de Marques Mendes, mas também causou na dele. E, portanto, foi assim uma cena de grande violência e acho que não foi possível a Marques Mendes convencer os eleitores, que estavam até lá muito alinhados com ele, de que, de facto, merecia a sua confiança", acrescenta.
Segue-se agora a segunda volta destas eleições presidenciais, com o frente a frente entre António José Seguro e André Ventura. O antigo autarca do Porto reconhece que o candidato da extrema direita vai ter "um score eleitoral significativo", mas que isso não vai transformar o Chega na "força política dominante". "Não me parece que haja uma relação direta entre aquilo que a escolha que os portugueses fazem para o poder legislativo, ou até para o poder autárquico, e aquilo que fazem para a presidência da República", defende.
Rui Moreira já tinha declarado ontem à noite, na SIC Notícias, o apoio na segunda volta a António José Seguro. Em entrevista à Antena 1, conta que o candidato da esquerda é o que mais se aproxima daquilo que pensa ser um candidato a Presidente da República.
"É uma pessoa que todos nós conhecemos que nos dá garantias de que, independentemente daquelas que sejam as nossas convicções, as vamos poder exprimir livremente e, portanto, considero que ele tem condições para ser o próximo presidente da República e assegurar também um futuro tranquilo para os portugueses", considera.