Política
Presidenciais 2026
Sá Carneiro, Passos Coelho, Cavaco Silva. Cotrim de Figueiredo aumenta naipe de "reformistas" refletidos na candidatura a Belém
À pergunta "gostava de ter o apoio de Passos Coelho?", Cotrim de Figueiredo dá uma resposta simples: "é evidente".
Foto: Oriana Barcelos
Trazer o nome de Passos Coelho à campanha já espoletou a polémica na bolha mediática, mas o burburinho maior está na evocação de Francisco Sá Carneiro. Esta terça-feira, Cavaco Silva disse estar chocado com as referências ao fundador do PPD. Num texto publicado no Observador, o antigo Presidente da República fala de Gouveia e Melo, de André Ventura e de Cotrim de Figueiredo, para dizer que estão quase nas antípodas do que Sá Carneiro defendia.
Na única ação de campanha do dia, na Liga dos Antigos Combatentes, em Lisboa, o candidato liberal desvalorizou as críticas do ex-chefe de Estado. Mas foi, é certo, comedido na resposta - e até deixou, na réplica, um elogio latente a Cavaco Silva: "Não vou falar do que é ou não é tolerável para o professor Cavaco Silva. Lembro-me, também, dos seus consulados, quer como primeiro-ministro, quer como Presidente da República - sobretudo como primeiro-ministro: a forte carga reformista que tiveram os seus governos, a forma como Portugal se desenvolveu nesse altura. Prefiro guardar a memória desse tempo e tenho a certeza que a memória desse tempo, repito, está mais representada na minha candidatura do que noutras", disse.
Depois de Sá Carneiro e de Passos Coelho, o candidato apoiado pela IL reivindica o reformismo de Cavaco Silva - enquanto primeiro-ministro e não no cargo de Presidente da República. Nesse papel, os elogios vão para outro: Ramalho Eanes de 1976. "Eu acho que o melhor Presidente da República foi Ramalho. Não Ramalho Eanes, porque no segundo mandato houve uma deriva, mas foi o general Ramalho Eanes no seu primeiro mandato", concluiu Cotrim de Figueiredo, ao terceiro dia da campanha eleitoral rumo a Belém.