Seguro alcança Belém a prometer deixar "interesses à porta". O filme da noite eleitoral

Reportagem

Seguro alcança Belém a prometer deixar "interesses à porta". O filme da noite eleitoral

António José Seguro é o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa na Presidência da República. Com 66,8 por cento dos votos, Seguro ultrapassou Mário Soares e é o presidente com maior número de votos de sempre. André Ventura reconheceu a derrota, mas afirma que os portugueses o colocaram "no caminho para governar o país".

Mariana Ribeiro Soares, Joana Raposo Santos, Carlos Santos Neves - RTP /

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Pedro Nunes - Reuters

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Joana Raposo Santos, Mariana Ribeiro Soares - RTP /

"Não serei oposição, serei exigência". Seguro é o presidente eleito e o mais votado de sempre

António José Seguro alcançou não só a vitória, como um recorde de número de votos em eleições presidenciais em Portugal. Prometendo ser o presidente de "todos, todos, todos os portugueses", o socialista reiterou a sua independência e deixou recados ao Governo.

Foto: José Coelho - EPA

António José Seguro conquistou este domingo, na segunda volta das eleições presidenciais, 66,82 por cento dos votos, ultrapassando largamente o adversário André Ventura, que arrecadou 33,18 por cento, e conseguindo um maior número de votos do que Mário Soares no sufrágio de 1991. No seu primeiro discurso enquanto presidente eleito, o socialista garantiu que não será oposição, mas sim exigência.

“A minha primeira palavra é de pesar pelas 15 vidas perdidas causadas pela catástrofe que nos atingiu, de condolências às suas famílias e de solidariedade total com quem ficou sem casa ou sem empresa”, começou por declarar António José Seguro.

O presidente eleito aproveitou para deixar um recado ao Governo de Luís Montenegro, prometendo que não irá aceitar burocracias no que diz respeito aos apoios anunciados para as regiões afetadas pelo mau tempo.

O socialista vincou que “a solidariedade dos portugueses foi heroica”, mas “não pode nunca substituir a responsabilidade do Estado”.

“Os 2,5 mil milhões de euros prometidos para a reconstrução têm de chegar ao terreno agora. Não aceitarei burocracias que impeçam a chegada dos apoios a quem já perdeu tanto ou mesmo tudo”, assegurou, adiantando que irá visitar as zonas afetadas para garantir que os apoios estão a chegar. Para António José Seguro, “os vencedores desta noite são os portugueses e a democracia”.

O vencedor da segunda volta eleitoral deixou uma palavra ao adversário André Ventura: “Como democrata, todos os que concorreram comigo neste processo eleitoral merecem o meu respeito”.

“Como futuro presidente da República, acrescento que a partir desta noite deixámos de ser adversários e temos agora o dever partilhado de trabalhar por um Portugal mais desenvolvido e mais justo”, assegurou. “A maioria que me elegeu extingue-se esta noite”.“Jamais serei um contrapoder”
António José Seguro apresentou-se como “o presidente de todos, todos, todos os portugueses”, incluindo os que não votaram em si, e disse, com o “coração cheio”, que esta vitória não é sua, mas de “cada pessoa que acreditou e tem esperança num país melhor”.

O presidente eleito repetiu, no seu discurso, uma frase que marcou a campanha: “Sou livre, vivo sem amarras”.

“A minha liberdade é a garantia da minha independência”, frisou, voltando a prometer lealdade e cooperação institucional com o Governo. “Jamais serei um contrapoder, mas serei um presidente exigente com as soluções e com os resultados”.
Não serei oposição, serei exigência. A estabilidade política que defendo é um meio para garantir condições de governabilidade, nunca um fim para manter tudo na mesma”, acrescentou. "Não será por mim que a legislatura será interrompida", assegurou.

“Não falarei por tudo e por nada mas, quando falar, será para defender o interesse público, garantir a independência nacional e assegurar as condições do exercício da nossa soberania”, declarou o eleito pelos portugueses, acrescentou que “o medo paralisa, é a esperança que constrói”.Seguro garante que “em Belém, os interesses ficam à porta”
O presidente eleito lembrou que, terminado um ciclo eleitoral de três eleições e quatro idas às urnas em nove meses, abre-se um novo ciclo de três anos sem eleições nacionais.

Não há desculpas: Portugal tem uma oportunidade única para que os partidos políticos, o Parlamento e o Governo encontrem soluções duradouras para resolver os graves problemas que enfrentamos na saúde, no acesso à habitação, na criação de oportunidades para os jovens, no combate à desigualdade entre homens e mulheres, na diminuição da pobreza, na criação de riqueza e de melhores condições de vida para todos os portugueses”, alertou.

“Comigo não ficará tudo na mesma”, prometeu. “Devemos isso aos portugueses. Estarei vigilante. Farei as perguntas difíceis e exigirei as respostas que o país precisa. E em Belém, os interesses ficam à porta. A transparência e a ética são inegociáveis”.
Ventura vê horizonte na derrota: "Vamos em breve governar este país"
No seu discurso após conhecidos os resultados da segunda volta, André Ventura assumiu a derrota e afirmou que "o sucesso de António José Seguro à frente de Portugal será o sucesso de todos".

Mesmo não vencendo, o candidato apoiado pelo Chega quis salientar que "este partido teve o seu melhor resultado de sempre", recordando que superou o resultado que a Aliança Democrática obteve nas eleições legislativas.

"Acho que é justo dizermos, olhando para o resultado desta noite em que superamos o resultado da AD nas últimas legislativas, que os portugueses nos colocaram no caminho para governar este país", disse Ventura.
O líder do Chega deixou uma garantia: "Lideramos a direita em Portugal e vamos em breve governar este país".

"Não vencemos, mas estamos no caminho dessa vitória", asseverou. "Vamos liderar a direita em Portugal", reiterou, afirmando que o resultado nestas presidenciais "deu-nos estímulo para governar" o país.
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Seguro e Ventura empatam em sete freguesias

António José Seguro e André Ventura empataram em sete freguesias na segunda volta das eleições presidenciais de hoje, de acordo com os dados oficiais até agora divulgados.

Nas uniões de freguesias de Bárrio e Cepões (Ponte de Lima), Vila Seca e Santo Adrião (Armamar), Carreiras de São Miguel e Carreiras de Santiago (Vila Verde) e nas freguesias de Vale de Gouvinhas (Mirandela), Talhas (Macedo de Cavaleiros), Nave (Sabugal) e Baraçal (Celorico da Beira) os dois candidatos que passaram à segunda volta empataram em número de votos.

Tratam-se de freguesias de pequena dimensão, oscilando entre os 484 eleitores que escolheram os dois candidatos em Carreiras de São Miguel e Carreiras de Santiago e os 84 de Nave.

António José Seguro tornou-se hoje o Presidente da República eleito com o maior número de votos expressos em 50 anos de democracia, ao superar os 3.459.521 de Mário Soares no sufrágio de 1991, obtendo cerca de 67% dos votos contra 33% do seu adversário, André Ventura.

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Seguro vence nos concelhos em calamidade, onde Ventura cresce menos que a média

António Seguro venceu nos 65 concelhos em situação de calamidade que foram hoje a votos na segunda volta das eleições presidenciais e André Ventura obteve um crescimento menor que a média nacional.

Nalguns dos concelhos mais afetados pela depressão, os resultados provisórios indicam que o crescimento de Seguro foi acima da média nacional (100%), ao contrário de André Ventura (31%).

No território nacional, numa comparação entre as duas voltas, Seguro já o dobro dos votos da primeira volta e mais 43 votos (3.482.481), enquanto Ventura apenas cresceu 31%, subindo 413 mil votos.

Em Leiria, o concelho mais afetado pela depressão Kristin e onde milhares de pessoas ainda estão sem eletricidade, Ventura obteve mais três mil votos (20%), contra Seguro que aumentou aqui 122%, mais do que duplicando o resultado da primeira volta.

Na Marinha Grande, um município que tem uma freguesia com a maior parte da população sem eletricidade e viu várias empresas atingidas, o cenário ainda foi mais acentuado - Ventura apenas cresceu 13% e Seguro subiu 90%.

Em Pombal, André Ventura venceu as eleições na primeira volta e aumentou cerca de 20%, mas António José Seguro subiu 110%, conquistado uma clara maioria de 63% na segunda volta.

Em Ourém, já no distrito de Santarém, que foi um dos municípios mais atingidos pela depressão, particularmente nas zonas rurais, André Ventura havia vencido na primeira volta (6.965 votos) e subiu agora 25%, mas Seguro aumentou quase 150%.

Cenário semelhante se passou nalguns dos concelhos mais populosos do centro do país que está em situação de calamidade, com André Ventura a ter um aumento muito abaixo da média nacional.

Foi em Penamacor e Coimbra, dois concelhos que fazem parte do mapa da situação de calamidade, que Seguro teve os seus melhores resultados nacionais.

Dos 68 municípios em situação de calamidade, três concelhos (Golegã, Arruda e Alcácer do Sal) adiaram as votações devido ao mau tempo e algumas mesas de voto e freguesias também decidaram não realizar hoje a eleição.

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Taxa de abstenção nos concelhos em calamidade entre 29,84% e 51,94%

A abstenção na segunda volta das eleições presidenciais de hoje nos 68 concelhos em situação de calamidade ficou entre os 29,84% e os 51,94%, com Nazaré a liderar a abstenção e Vila do Rei com a menor taxa.

O Governo decretou situação de calamidade em 68 concelhos devido às tempestades que atingiram várias zonas do país, nomeadamente nos distritos de Leiria, Santarém, Coimbra, Castelo Branco e Aveiro.

O concelho em situação de calamidade com maior taxa de abstenção foi Nazaré com 51,94%, seguido de Pombal (51,86%), Murtosa (51,37%), Alvaiázere (49,94%), Mira (48,66%), Marinha Grande (47,86%), Figueiró dos Vinhos (47,71) e Pampilhosa da Serra (47,17%), segundo os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna - Administração Eleitoral.

Na primeira volta das eleições presidenciais, a 18 de janeiro, a taxa de abstenção situou-se nos 50,3% na Nazaré, nos 42,74% em Pombal, 50,13% na Murtosa, 40,87% em Alvaiázere, 45,34% em Mira, 39,01% na Marinha Grande, 39,31% em Figueiró dos Vinhos e 45,13 na Pampilhosa da Serra.

Por sua vez, os quatro dos 68 concelhos em situação de calamidade com menor taxa de abstenção foram Vila de Rei, com 29,84%, Sardoal (30,70%), Mação (32,54%), Constância (33,90%) e Penamacor (34,18%).

António José Seguro foi o vencedor em todos os 68 concelhos em situação de calamidade.

O segundo sufrágio da eleição que decidiu o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa realizou-se numa altura em que dezenas de concelhos do país, sobretudo nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, enfrentam perdas e estragos provocados pelas depressões Kristin e Leonardo, com a destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, queda de árvores, aluimentos, e cortes de energia e de abastecimento de água.

Três municípios - Alcácer do Sal (Setúbal), Arruda dos Vinhos (Lisboa) e Golegã (Santarém) - assolados por cheias, decidiram adiar a eleição para o dia 15 de fevereiro por considerar que não estão reunidas as condições de segurança necessárias para a realização do ato eleitoral.

António José Seguro foi hoje eleito Presidente da República com dois terços dos votos expressos, com cerca de 3,48 milhões, quando faltam apurar 20 freguesias.

André Ventura obteve mais de 1,7 milhões de votos.

O Presidente da República eleito alcançou uma percentagem próxima dos 67%, enquanto o líder do Chega superou os 33%.

O novo Chefe de Estado toma posse em 09 de março.

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Segunda volta menos renhida do que a de 1986 com PSD sem posição oficial

A segunda volta destas eleições presidenciais foi menos renhida do que a de 1986, António José Seguro esteve sempre à frente de André Ventura nas sondagens e venceu hoje por larga margem, com perto de 67%.

O antigo secretário-geral do PS, que já tinha sido o mais votado na primeira volta, teve hoje o dobro dos votos do presidente do Chega, força política de direita radical que tem registado progressivo crescimento eleitoral, numa segunda volta em que o PSD, partido no poder e com a maior representação parlamentar, optou por não tomar posição oficial.

Em contraste, há 40 anos, o antigo primeiro-ministro Mário Soares, apoiado pelo PS, ficou em segundo lugar na primeira volta, partiu atrás de Diogo Freitas do Amaral, apoiado desde o início por PSD e CDS, e acabou vencedor na segunda volta pela margem mais escassa em presidenciais até agora.

Pouco mais de dois pontos percentuais e 140 mil votos separaram os dois candidatos, Soares com 3.010.756 votos, 51,18%, e Freitas com 2.872.064, 48,82% dos votos expressos.

Desta vez, António José Seguro foi eleito Presidente da República com o maior número de votos em eleições presidenciais, 3.482.481 quando estavam por apurar os resultados de sete consultados e das 20 freguesias em que a votação foi adiada para o próximo domingo devido aos efeitos das recentes tempestades.

Em percentagem, Seguro teve o segundo maior resultado até agora, 66,82% dos votos expressos, contra 33,18% de Ventura, que recolheu metade dos seus votos, 1.729.381.

Estas eleições aconteceram num quadro em que a direita representa mais de dois terços do parlamento, mas os principais partidos deste hemisfério apoiaram três candidaturas diferentes, entre as quais metade do eleitorado se dividiu.

À esquerda, houve maior concentração de votos em António José Seguro, o único candidato da área do PS, que o veio a apoiar, e que foi o mais votado na primeira volta, com 31,11%, há três semanas, à frente de André Ventura, que teve 23,5%. 

Logo nessa noite de 18 de janeiro, o presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, comunicou que o seu partido não iria emitir indicação de voto na segunda volta destas presidenciais, considerando que o seu espaço político não era representado nem por António José Seguro nem por André Ventura.

Apesar disso, houve bastantes figuras do PSD a declarar apoio a Seguro contra Ventura, entre as quais o antigo Presidente da República Cavaco Silva e a primeira vice-presidente do partido, Leonor Beleza.

Sobre o candidato apoiado pelo PSD, Luís Marques Mendes, que ficou em quinto lugar na primeira volta, com 11,30%, Montenegro defendeu que, apesar do resultado, "era a melhor opção" e afirmou que o apoiou de modo "convicto e contínuo".

À direita, nestas eleições, houve ainda a candidatura de João Cotrim Figueiredo, apoiado pela IL, o terceiro mais votado na primeira volta, com 16%.

Nas presidenciais de 1986, os partidos à direita estavam unidos em torno de Freitas do Amaral, que reuniu mais de 46,31% dos votos expressos na primeira volta, insuficientes, porém, para evitar um segundo sufrágio.

Na altura, foi o espaço da esquerda que, embora com votação maioritária, se dividiu entre três candidaturas. Mário Soares teve 25,43% na primeira volta, à frente de Salgado Zenha, que saiu do PS e se candidatou com apoios do PRD, do então Presidente Ramalho Eanes e do PCP. Maria de Lourdes Pintasilgo, independente a quem a UDP declarou apoio, ficou em quarto lugar.

Quanto aos partidos à esquerda do PS, que nesta legislatura somam 10 deputados em 230 na Assembleia da República, obtiveram na primeira volta destas presidenciais menos de 5% dos votos expressos.

Catarina Martins, candidata apoiada pelo BE, ficou em sexto, com 2,06%. O PCP apoiou nestas eleições António Filipe, que ficou em sétimo lugar, com 1,64%, e o Livre apoiou Jorge Pinto, que acabou em nono lugar, com 0,68%.

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Seguro garante que "em Belém, os interesses ficam à porta"

“Comigo não ficará tudo na mesma”, prometeu Seguro. “Devemos isso aos portugueses. Estarei vigilante. Farei as perguntas difíceis e exigirei as respostas que o país precisa. E em Belém, os interesses ficam à porta. A transparência e a ética são inegociáveis”.

O presidente eleito lembrou que, terminado um ciclo eleitoral de três eleições e quatro idas às urnas em nove meses, abre-se um novo ciclo de três anos sem eleições nacionais.

“Não há desculpas: Portugal tem uma oportunidade única para que os partidos políticos, o Parlamento e o Governo encontrem soluções duradouras para resolver os graves problemas que enfrentamos na saúde, no acesso à habitação, na criação de oportunidades para os jovens, no combate à desigualdade entre homens e mulheres, na diminuição da pobreza, na criação de riqueza e de melhores condições de vida para todos os portugueses”, alertou.
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Seguro mais que duplica votação da primeira volta

António José Seguro mais do que duplicou a votação em relação à primeira volta das eleições presidenciais, segundo os dados oficiais provisórios hoje divulgados.

O candidato apoiado pelo PS ganhou com uma maioria de dois terços, contra André Ventura, conquistando os 18 distritos e duas regiões autónomas dos Açores da Madeira, venceu 303 concelhos e mais de 2.900 freguesias.

André Ventura ganhou em São Vicente (Madeira) e Elvas (distrito de Portalegre) e aumentou 413 mil votos em relação à primeira volta, realizada há três semanas.

Em relação à primeira volta, Seguro subiu 1.741.223 votos, duplicando a votação para um total de 3.482.481 boletins.

Numa comparação entre as duas voltas, Seguro aumenta ligeiramente acime de 100% o número de votos enquanto Ventura apenas cresceu 31%.

António José Seguro foi hoje eleito Presidente da República com 66,82% na segunda volta das eleições presidenciais, batendo André Ventura, que teve 33,18%, segundo os resultados provisórios das presidencias.

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"Jamais serei um contrapoder", garante Seguro

António José Seguro apresentou-se como “o presidente de todos, todos, todos os portugueses”, incluindo os que não votaram em si, e disse, com o “coração cheio”, que esta vitória não é sua, mas de “cada pessoa que acreditou e tem esperança num país melhor”.

O presidente eleito repetiu, no seu discurso, uma frase que marcou a campanha: “Sou livre, vivo sem amarras”.

“A minha liberdade é a garantia da minha independência”, frisou, voltando a prometer lealdade e cooperação institucional com o Governo. “Jamais serei um contrapoder, mas serei um presidente exigente com as soluções e com os resultados”.

“Não serei oposição, serei exigência. A estabilidade política que defendo é um meio para garantir condições de governabilidade, nunca um fim para manter tudo na mesma”, acrescentou.
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Bolieiro manifesta "disponibilidade leal" a Seguro

O presidente do Governo dos Açores saudou hoje o novo Presidente da República e assumiu uma "disponibilidade leal" e "cooperativa" na relação institucional "democrática e política".

José Manuel Bolieiro, em declarações à agência Lusa, manifestou "toda a disponibilidade para que, em conjunto, se possa valorizar o papel dos Açores na democracia e na autonomia politica da região", bem como de Portugal pela "importância geoestratégica que a região representa" para a nação e União Europeia.

O líder do executivo açoriano manifestou que tem uma "boa expectativa de que o desempenho político do Presidente da República seja o mesmo que desenvolveu durante a campanha eleitoral" por via do "diálogo, concertação e pela estabilidade política e governativa que o país precisa".

"Creio que isso foi muito importante para a afirmação do valor político e dignificação das instituições, estabilidade política e governação que possa potenciar o desenvolvimento de Portugal, dos Açores e o respeito pelas instituições autonómicas", considerou Bolieiro.

O presidente do Governo dos Açores considerou como "muito positiva" a participação dos açorianos para o resultado eleitoral de hoje, uma vez que "os níveis de participação numa eleição com essas características nos Açores não são muito elevados".

António José Seguro tornou-se hoje no Presidente da República eleito com o maior número de votos expressos em 50 anos de democracia, ao superar os 3.459.521 de Mário Soares no sufrágio de 1991.

Na segunda volta das eleições presidenciais de hoje, o antigo secretário-geral do Partido Socialista chegou aos 3.477.717 de votos quando ainda faltavam apurar 21 freguesias e oito consulados, de acordo com os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.

Até hoje, Mário Soares, na sua reeleição em 1991, tinha sido o Presidente da República eleito com maior número de votos (3.459.521 em mais de oito milhões de eleitores) e maior percentagem (70,35%).

Dos mais de 11 milhões de inscritos para estas eleições presidenciais, mais de quase 3,5 milhões votaram em Seguro, com André Ventura a obter mais de 1,7 milhões de votos, segundo os dados das 22:15, que apontavam para um abstenção próxima dos 50%.

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Seguro dirige-se a Ventura: "A partir desta noite deixámos de ser adversários"

O vencedor da segunda volta eleitoral deixou uma palavra ao adversário André Ventura: “Como democrata, todos os que concorreram comigo neste processo eleitoral merecem o meu respeito”.

“Como futuro presidente da República, acrescento que a partir desta noite deixámos de ser adversários e temos agora o dever partilhado de trabalhar por um Portugal mais desenvolvido e mais justo”, assegurou.

“A maioria que me elegeu extingue-se esta noite”.
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Seguro garante que não vai aceitar burocracias na atribuição de apoios às regiões afetadas pelo mau tempo

No seu primeiro discurso enquanto presidente eleito, António José Seguro prometeu não aceitar burocracias no que diz respeito aos apoiados anunciados pelo Governo para as regiões afetadas pelo mau tempo.

“A minha primeira palavra é de pesar pelas 15 vidas perdidas causadas pela catástrofe que nos atingiu, de condolências às suas famílias e de solidariedade total com quem ficou sem casa ou sem empresa”, declarou.

O socialista vincou que “a solidariedade dos portugueses foi heroica”, mas “não pode nunca substituir a responsabilidade do Estado”.

“Os 2,5 mil milhões de euros prometidos para a reconstrução têm de chegar ao terreno agora. Não aceitarei burocracias que impeçam a chegada dos apoios a quem já perdeu tanto ou mesmo tudo”, assegurou, adiantando que irá visitar as zonas afetadas para garantir que os apoios estão a chegar.

Seguro disse ainda que “os vencedores desta noite são os portugueses e a democracia”.
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Ventura reconhece derrota mas garante: "Vamos em breve governar este país"

André Ventura assumiu a derrota, afirmando que "o sucesso de António José Seguro à frente de Portugal será o sucesso de todos".

Foto: Tiago Petinga - Lusa

No entanto, mesmo não vencendo, Ventura salienta que "este partido teve o seu melhor resultado de sempre", recordando que superou o resultado que a Aliança Democrática obteve nas eleições legislativas.

"Acho que é justo dizermos, olhando para o resultado desta noite em que superamos o resultado da AD nas últimas legislativas, que os portugueses nos colocaram no caminho para governar este país", disse Ventura.

O líder do Chega deixou uma garantia: "Lideramos a direita em Portugal e vamos em breve governar este país".

"Não vencemos, mas estamos no caminho dessa vitória", asseverou. "Vamos liderar a direita em Portugal", reiterou, afirmando que o resultado nestas presidenciais "deu-nos estímulo para governar Portugal".
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Aguiar-Branco felicita Seguro e espera cooperação institucional com o parlamento

O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, saudou hoje António José Seguro pela sua vitória na segunda volta das eleições presidenciais, fazendo votos de um bom mandato que assegure cooperação institucional com o parlamento.

António José Seguro tornou-se hoje o Presidente da República eleito com o maior número de votos expressos em 50 anos de democracia, ao superar os 3.459.521 de Mário Soares no sufrágio de 1991, obtendo cerca de 67% dos votos contra 33% do seu adversário, André Ventura.,

Na sua mensagem, José Pedro Aguiar-Branco felicitou "o Presidente da República eleito, António José Seguro, fazendo votos de um bom mandato, ao serviço de Portugal e dos portugueses, e assegurando a cooperação institucional do parlamento".

O presidente da Assembleia da República deixou também "uma palavra de reconhecimento" ao chefe de Estado cessante, Marcelo Rebelo de Sousa.

"Ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, uma palavra de reconhecimento por uma década de serviço público, na chefia do Estado", escreveu.

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"Cerca de dois terços mostraram-se a favor da estabilidade constitucional"

À chegada às Caldas da Rainha, para saudar o vencedor das eleições presidenciais, o secretário-geral do PS começou por assinalar o facto de António José Seguro ter avançado para a corrida a Belém sozinho, colhendo mais tarde o apoio do partido.

Foto: José Coelho - Lusa

Recusando que este resultado seja "um balão de oxigénio" para o PS, Carneiro admitiu que se trata de "uma grande alegria para os socialistas de todo o país".

"É evidente que, tendo sido secretário-geral do PS, ele hoje é o presidente de todos os portugueses", enfatizou o líder dos socialistas.

"Cerca de dois terços dos portugueses mostraram-se a favor da estabilidade constitucional e dos valores constitucionais", fez notar, em seguida, José Luís Carneiro.
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PCP sublinha "grande notícia" de derrota de Ventura e pede a Seguro que defenda Constituição

O secretário-geral comunista, Paulo Raimundo, afirmou hoje que "a grande notícia do dia" é a "clara derrota" de André Ventura nas presidenciais, enquanto pediu a António José Seguro, Presidente eleito, que "não apoie uma política que afronta" a Constituição.

"Há uma clara derrota e uma clara rejeição de André Ventura e das conceções que transporta" e essa é "a grande notícia do dia de hoje", sublinhou o líder do PCP, numa declaração no Centro de Trabalho Vitória, em Lisboa, quando estavam já apurados mais de 90% dos votos, atribuindo a vitória a António José Seguro, candidato apoiado pelo PS.

"Essa é a grande questão, uma derrota para a qual o PCP se empenhou e, portanto, é com grande satisfação que temos este resultado", referiu.

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Seguro torna-se o presidente com maior número de votos de sempre

António José Seguro reúne a esta hora 3.477.717 votos, ultrapassando assim, em número de votos, Mário Soares nas eleições de 1991, nas quais este conquistou 3.459.521 eleitores.
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Nuno Melo deseja sorte a Seguro e promete "trabalho permanente para a valorização da condição militar"

Nuno Melo desejou esta noite a António José Seguro "a maior sorte no exercício do mandato", depois de o candidato socialista ter vencido a segunda volta das eleições presidenciais.

"Sou presidente do CDS mas sou também ministro da Defesa", disse Nuno Melo, garantindo também nessa função "um trabalho permanente para a valorização da condição militar e a dignificação das Forças Armadas".

"Gostaria de recordar que Portugal viveu um ciclo muito longo de eleições em menos de três anos", continuou. "Por isso, eu acho que é tempo de se assegurar agora a estabilidade naquilo que é o exercício de mandatos em democracia, para benefício de todos".
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Pinhal Novo
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A mesa de jovens

A fotografia, captada pelo jornalista José Manuel Rosendo, mostra a composição da Mesa 11 da Assembleia de Voto da Escola Secundária de Pinhal Novo, no concelho de Palmela.

Os quatro membros da mesa aqui fotografados têm entre os 21 e os 24 anos. Margarida Sousa foi a preseidente.

Tratar-se-á da mesa mais jovem do país nesta segunda volta das eleições presidenciais.
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"Trabalharemos juntos para reforçar os laços entre Portugal e França", diz Macron

O presidente francês, Emmanuel Macron, também felicitou Seguro pela eleição como presidente da República.

“Trabalharemos juntos para reforçar os laços entre Portugal e França e dar vida ao nosso Tratado de Amizade e Cooperação, assinado no Porto durante a minha visita, há quase um ano”, escreveu Macron no X.

“Ao serviço dos franceses e dos portugueses, e de uma Europa que decide por si mesma, mais competitiva, mais soberana, mais forte!”, acrescentou.
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Ursula von der Leyen saúda "notável resiliência democrática"

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, felicitou António José Seguro pela eleição e também os portugueses por terem demonstrado uma “notável resiliência democrática”.

“Os cidadãos portugueses fizeram ouvir a sua voz e, perante a devastação causada pelas tempestades, demonstraram uma notável resiliência democrática. A voz de Portugal na defesa dos nossos valores europeus comuns permanece forte”, escreveu Von der Leyen no X.

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"Desejo-lhe muito sucesso"
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António Costa felicita Seguro

“Felicito António José Seguro pela sua eleição como Presidente da República Portuguesa e desejo-lhe muito sucesso no exercício do seu mandato”, escreveu António Costa no X.

“Hoje, o povo português demonstrou o seu compromisso com a democracia, reafirmando Portugal como um pilar do humanismo europeu”, acrescentou.

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Marcelo felicitou Seguro e vai recebê-lo na segunda à tarde

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, felicitou hoje o seu sucessor, António José Seguro, que venceu a segunda volta das eleições presidenciais, e vai recebê-lo na segunda-feira às 16:00.

Segundo uma nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, o chefe de Estado "telefonou a António José Seguro para o felicitar pela sua vitória nas eleições presidenciais, desejando-lhe as maiores felicidades e êxitos para o mandato que os portugueses lhe atribuíram", que se iniciará em 09 de março.

Marcelo Rebelo de Sousa manifestou a António José Seguro "toda a disponibilidade para assegurar a transição institucional" e "para esse efeito o Presidente eleito será recebido, em Belém, amanhã às 16:00", lê-se na mesma nota.

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PSD espera "cooperação interinstitucional intensa" com Seguro

A primeira vice-presidente do PSD, Leonor Beleza, afirmou hoje que o partido espera uma "cooperação interinstitucional intensa" com António José Seguro, garantindo da parte dos sociais-democratas uma "colaboração leal e frutífera".

Leonor Beleza reagiu hoje, em nome do PSD, à vitória de António José Seguro nas presidenciais, depois de ter sido a única dirigente nacional de topo dos sociais-democratas a manifestar apoio a um dos candidatos, precisamente ao antigo secretário-geral do PS, que teve como adversário na segunda volta André Ventura, presidente do Chega.

"Estamos neste momento com três anos e meio em que não haverá eleições nacionais. É muito importante que utilizemos este tempo precioso em benefício de todos os portugueses, com uma cooperação interinstitucional intensa, com capacidade de diálogo, de resolver os assuntos, de encontrar soluções para aquilo que são problemas reais dos portugueses", afirmou.

Leonor Beleza salientou que o PSD confia que o próximo chefe de Estado partilhará com o partido estes objetivos.

"Quererá ele, tanto como nós, que a cooperação interinstitucional entre órgãos de soberania durante estes anos se traduza, na verdade, em resultados visíveis ao nível do desenvolvimento do nosso país e da coesão social entre os portugueses", disse.

 

 

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Rui Tavares: "Seguro é também o nosso presidente"

"António José Seguro prometeu ser, na linha que é historicamente constitucional em Portugal, presidente de todos os portugueses e é também o nosso presidente", garantiu Rui Tavares, porta-voz do Livre.

Rui Tavares agradeceu aos portugueses por terem votado "num presidente que está do lado da constituição".
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Joana Raposo Santos - RTP /

Montenegro felicita Seguro e garante "espírito de convergência"

O primeiro-ministro felicitou este domingo António José Seguro pela vitória na segunda volta das eleições presidenciais, assegurando que o Governo demonstrará ao presidente eleito "toda a disponibilidade" e "cooperação" no sentido de servir os portugueses.

Foto: José Pinto Dias - RTP

Luís Montenegro quis, “em nome do Governo, dirigir uma palavra de felicitação ao dr. António José Seguro, o presidente da República eleito”.

“Tive já ocasião de falar com ele, como tive também ocasião de falar com o dr. André Ventura, candidato vencido neste segundo sufrágio”, afirmou numa declaração ao país.

Luís Montenegro disse ainda ter garantido a Seguro, em nome do Governo, “toda a disponibilidade para trabalharmos em prol do futuro de Portugal, com espírito de convergência para salvaguardarmos o interesse dos portugueses”.

O primeiro-ministro reiterou a intenção de demonstrar “toda a cooperação” no sentido de “servirmos Portugal e o povo português de forma construtiva e positiva, cada um ao nível da responsabilidade que a Constituição atribui”.

O chefe de Governo disse também estar certo de que a colaboração será “a nota dominante que garantirá a estabilidade política em Portugal”, assim como a estabilidade económica, financeira e social.

Questionado sobre eventuais divergências entre o Governo e António José Seguro, o primeiro-ministro frisou que “não é a origem partidária dos percursos dos presidentes da República que marca o exercício do seu magistério e não será também dessa perspetiva que o Governo olhará para um mandato do novo presidente”.

“Estou certo, por aquilo que conheço do dr. António José Seguro, que não será difícil nós estabelecermos uma relação de cooperação”, acrescentou.

Montenegro felicitou igualmente o povo português “por mais uma demonstração de grande maturidade cívica, que ficou bem patente pelo alto nível de participação”, destacando ainda aqueles que foram às urnas “mesmo nas regiões que vivem por estes dias grandes adversidades em virtude da situação meteorológica”.

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RTP /

Seguro admite que "esta é vitória que tem sabor muito especial"

Em declarações aos jornalistas a caminho do Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, António José Seguro disse que "esta é uma vitória que tem um sabor muito especial porque é uma eleição para presidente da República".

Foto: José Coelho - Lusa

"O povo português é o melhor povo do mundo", disse, afirmando que o seu objetivo é "ajudar a servir" o país.
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RTP /

"Povo é soberano". Ventura espera que Seguro "seja bom presidente"

André Ventura disse aos jornalistas que tentou, nesta campanha, "procurar uma linha de alternativa, dizer que era preciso mudar o país" mas, "mesmo com uma subida muito significativa face não só às legislativas como à primeira volta (...), não consegui fazer aquilo que propunha, que era vencer estas eleições".

Foto: Tiago Petinga - Lusa

"Temos de continuar a trabalhar para convencer o país de que é preciso esta mudança. Se se confirmarem estes resultados (...) endereçarei ao dr. António José Seguro os meus parabéns, o desejo de um mandato muito bom, em prol de Portugal e dos portugueses", afirmou.

"Temos diferenças de opiniões, de ideias, temos diferenças de forma de vida, temos ideias diferentes para Portugal mas, quando o povo fala, o povo é soberano. Se o povo escolheu António José Seguro, é ele que será presidente e eu espero que seja um bom presidente", acrescentou o candidato apoiado pelo Chega.

André Ventura lembrou ainda que estas "são eleições presidenciais" e considerou que o país o escolheu para "disputar o espaço não-socialista".

"Ao que tudo indica, o candidato socialista venceu, e portanto eu tenho que assumir isso", vincou. "Vamos esperar pelo fim da noite para fazer uma avaliação mais correta".
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RTP /

Carneiro saúda "vitória da esperança contra ressentimento"

José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, descreve a vitória de António José Seguro como uma "vitória da esperança contra o ressentimento".

Foto: António Cotrim - Lusa

"A democracia hoje, e mais uma vez, venceu", disse Carneiro, afirmando que Seguro, à semelhança de Mário Soares e Jorge Sampaio, "será o presidente de todos os portugueses".

"Cerca de dois terços dos portugueses quis um presidente que defende os valores constitucionais", acrescentou. "É a vitória de todos os humanistas".

O secretário-geral do PS deixou "uma palavra de apoio" a Marcelo Rebelo de Sousa e lembrou que o Governo "tem sobre si uma grande responsabilidade". "Só não responderá aos problemas dos portugueses se continuar a insistir na insensibilidade, arrogância e distanciamento", disse.
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Lusa /

Festa e cânticos de vitória no quartel-general de António José Seguro

O `quartel-general` de António José Seguro recebeu hoje com festa e cânticos de vitória as primeiras projeções de resultados da segunda volta das eleições presidenciais, que colocam o socialista no primeiro lugar com entre 66,8% a 73%.

Minutos antes das 20:00, hora prevista para a divulgação das projeções dos resultados da segunda volta das eleições presidenciais pelas televisões, dezenas de simpatizantes da candidatura de António José Seguro reuniram-se junto das quatro televisões instaladas na entrada do Centro Cultural e Congressos de Caldas da Rainha.

Os últimos 20 segundos até à hora certa foram contados em uníssono, com as projeções a serem recebidas com muita festa e cânticos de vitória, entre eles um dos mais entoados durante a campanha eleitoral: "Portugal presente, Seguro a Presidente".

À porta de casa do candidato, a poucos metros de onde está instalado o `quartel-general` e onde está reunido um grupo de jornalistas, à hora das projeções e nos minutos que se seguiram ouviram-se vários carros a buzinar a celebrar as projeções de vitória do antigo líder do PS.

As projeções dos resultados da segunda volta das eleições presidenciais divulgadas hoje pelas televisões dão a vitória a António José Seguro, com entre 66,8% a 73%.

Segundo as previsões das televisões, André Ventura obtém entre 27% e 33,2%.

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RTP /

Seguro reúne 64,16% dos votos com 2.653 freguesias apuradas

Com 80,30 por cento dos votos contados e 2.653 freguesias apuradas, António José Seguro reúne 64,16 por cento, enquanto André Ventura tem 35,84 por cento. O socialista venceu na sua terra natal, Penamacor, com 81,8 por cento dos votos.

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RTP /

Projeção da Católica dá vitória a Seguro com 68 a 73 por cento dos votos

A projeção da Católica para a RTP dá a vitória a António José Seguro, com 68 a 73 por cento dos votos, e coloca André Ventura em segundo lugar, com 27 a 32 por cento.

Ficha técnica:

Esta sondagem foi realizada pelo CESOP–Universidade Católica Portuguesa para a RTP no dia 8 de fevereiro de 2026. O universo alvo é composto pelos votantes nas eleições Presidenciais. Foram selecionadas trinta e oito freguesias do país, tendo em conta a distribuição dos eleitores por Regiões NUTSII, de modo a garantir que as médias dos resultados eleitorais das últimas eleições nesse conjunto de freguesias (ponderado o peso eleitoral das suas Regiões NUTSII de pertença) estivessem a menos de 1 ponto percentual dos resultados nacionais das cinco candidaturas mais votadas em cada eleição. Os inquiridos foram selecionados aleatoriamente à saída dos seus locais de voto e foi-lhes pedido uma simulação de voto em urna. Foram obtidos 40 526 inquéritos válidos. A taxa de resposta foi de 74%.
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RTP /

António José Seguro e André Ventura votaram de manhã

António José Seguro votou nas Caldas da Rainha, André Ventura em Lisboa.

Foto: Estela Silva - Lusa

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RTP /

Oito concelhos adiaram votação para o próximo domingo

Trinta a sete mil eleitores só vão votar no próximo domingo.

Foto: André Kosters - Lusa

Oito concelhos pediram o adiamento. Três não tiveram assembleia eleitoral em nenhuma freguesia: Alcácer do Sal, Golegã e Arruda dos Vinhos.
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RTP /

Primeiro-ministro fala ao país às 20h30

Luís Montenegro vai falar ao país a partir das 20h30 na Casa Allen, no Porto.
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RTP /

Ventura vê projeção da abstenção como positiva

O candidato André Ventura considera que a projeção da abstenção “é positiva tendo em conta o estado do país”.

De acordo com a projeção da Universidade Católica para a RTP, a taxa de abstenção da segunda volta das eleições presidenciais deste domingo poderá situar-se entre os 42% e os 48%.
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Lusa /

Portugueses em Trinidade e Tobago votaram com boletins da 1ª volta

Os emigrantes portugueses na República de Trinidade e Tobago, perto da Venezuela, votam nestas eleições presidenciais com boletins da primeira volta, porque os impressos com os candidatos à segunda volta não chegaram a tempo, segundo fonte oficial.

De acordo com fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, foram enviados mais de dois milhões de boletins de voto, com os dois candidatos admitidos ao segundo sufrágio, para um total de 187 mesas de voto, visando a realização do ato eleitoral em 78 países.

Tratou-se de uma operação realizada em estreita cooperação com a Administração Eleitoral da Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI) e com a Imprensa Nacional Casa da Moeda.

Os portugueses residentes no estrangeiro votaram sábado e votam hoje para escolher o próximo Presidente da República, presencialmente como obriga a lei, mas a possibilidade de uma segunda volta, que não acontecia desde 1986, fez recear que os boletins com os dois candidatos não chegassem a tempo aos locais de voto.

Estes boletins chegaram a praticamente todos os locais de voto, exceto à República de Trindade e Tobago, de acordo com o MNE português.

O Portal das Comunidades Portuguesas refere que não existe representação diplomática portuguesa permanente em Trinidade e Tobago.

Assim, os assuntos relacionados com este país são acompanhados pelo Consulado Geral de Portugal em Caracas.

Segundo os dados do Ministério da Administração Interna (MAI), os portugueses emigrantes na Europa, América e África deram a vitória a André Ventura na primeira volta, realizada a 18 de janeiro. Na Ásia e Oceânia, o mais votado foi Luís Marques Mendes.

Na primeira volta votaram 72.756 (4,09%) dos 1.777.019 emigrantes inscritos para este escrutínio, sendo que a taxa de abstenção (95,91%) diminuiu face às últimas eleições presidenciais (2021), em que votaram apenas 29.153 (1,88%) dos 1.549.380 emigrantes.

Para escolher o novo Presidente da República, num sufrágio que opõe António José Seguro a André Ventura, os dois mais votados em 18 de janeiro, estão inscritos mais de 11 milhões de portugueses.

No primeiro sufrágio, Seguro obteve 31,1% dos votos e Ventura 23,52%, segundo o edital do apuramento geral dos resultados.

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Lusa /

Assembleias de voto fecharam em Portugal Continental e na Madeira

As assembleias de voto para as eleições presidenciais encerraram às 19:00 de hoje em Portugal Continental e na Madeira, fechando uma hora depois nos Açores, devido à diferença horária.

Nos Açores, as mesas de voto abriram e encerraram uma hora depois em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária.

Mais de 11 milhões de eleitores foram chamados a escolher o novo Presidente da República, num sufrágio que opôs António José Seguro a André Ventura.

No sufrágio de 18 de janeiro, Seguro obteve 31,11% e Ventura 23,52% dos votos, segundo o edital do apuramento geral dos resultados.

António José Seguro, apoiado pelo PS desde a primeira volta e pelos partidos à esquerda depois, surgirá em primeiro lugar no boletim de voto, seguido por André Ventura, presidente do Chega.

O universo eleitoral é idêntido ao das eleições de 18 de janeiro: 11.039.672 eleitores, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.

Na primeira volta da eleição que vai determinar o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, ficaram para trás Luís Marques Mendes, Henrique Gouveia e Melo, Cotrim Figueiredo, António Filipe, Catarina Martins, Jorge Pinto, Humberto Correia, André Pestana e Manuel João Vieira.

Para o sufrágio de hoje estavam inscritos 11.039.672 eleitores, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.

 

 

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RTP /

Projeção da abstenção aponta para 42% a 48%

A taxa de abstenção da segunda volta das eleições presidenciais deste domingo poderá situar-se entre os 42% e os 48%, de acordo com a projeção da Universidade Católica para a RTP.

Na primeira volta, a 18 de janeiro, a abstenção foi de 47,7%. Nas últimas eleições, em 2021, registou-se o maior valor de sempre da abstenção (60,76%).
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RTP /

Afluência histórica em Paris

Já encerraram as votações em Paris. Perto de dez mil eleitores foram votar – uma afluência histórica.

Em França votam 25% dos eleitores inscritos no estrangeiro.
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Lusa /

Ereira isolada pelo Mondego votou com sentimento agridoce

Na freguesia da Ereira, em Montemor-o-Velho, isolada desde quarta-feira pela água acumulada nos campos agrícolas do Mondego, a população, apesar de ter votado nas eleições presidenciais, dividiu-se sobre a motivação para a realização de eleições a nível nacional.

À porta da associação local, onde, além de funcionar uma mesa de voto, militares do Exército, fuzileiros da Marinha e bombeiros fazem as suas refeições e alguns pernoitam, várias pessoas partilharam com a agência Lusa as suas convicções sobre o ato eleitoral de hoje, dividindo-se entre as que defenderam a realização das eleições e as que preferiram vê-las adiadas.

Sérgio Martinho, um dos primeiros habitantes da Ereira a ter a casa inundada pela água acumulada nos campos agrícolas a oeste da aldeia, votou ao início da tarde de hoje, mas vincou que o fez "com um sentimento agridoce".

"Tens a parte cívica e depois tens a outra parte, a parte amarga", ilustrou, aludindo à cheia que afeta a população -- e a sua casa, em particular -- onde a água, desde o início da semana, já subiu mais de 1,5 metros.

"Se há dias em que ela consegue estagnar, há dias em que continua a subir e foi o caso desta noite", revelou Sérgio Martinho.

"Se calhar devíamos ter adiado [as eleições] mais uns dias, se calhar mais duas semanas, até muitas localidades, de norte a sul do país, estabilizarem [face às estragos provocados pelas depressões Kristin, Leonardo e Marta]. Mas alguém entendeu que não fazia sentido adiar, e nós fazemos o nosso papel enquanto cidadãos", argumentou.

À saída da secção de voto da Ereira, instalada na antiga extensão de saúde local, num local onde, aos sábados, ainda se fazem recolhas de sangue, Maria do Carmo alegou que, considerando o contexto nacional, "teria sido mais prudente, mais sensato, termos adiado as eleições".

No entanto, no caso da Ereira, onde reside e vota, sendo uma freguesia que coincide com os limites da localidade, disse não ver o porquê de adiar o ato eleitoral, até pelo contexto atual, com a povoação isolada.

"Todos nós temos possibilidades de vir votar, moramos aqui e não saímos. A nível nacional não vejo a pertinência de massacrar as pessoas com mais este dever, tantos que estão a viver dramas autênticos. Mas no nosso contexto específico não vejo motivo, foi sensato avançarmos [para a votação]", indicou.

Já Joaquim Claro Alves manifestou que foi votar agora como na primeira volta das eleições presidenciais: "Tradicionalmente tenho o hábito de vir, gosto de vir votar. E vinha sempre, independentemente de estarmos agora isolados ou não estarmos", frisou.

Na associação Cultural, Desportiva e Social da Ereira, Filipa Machado faz parte de uma equipa de voluntários que, por estes dias, é responsável pelas refeições dos militares ali destacados.

Apesar de já ter a casa "com um bocadinho de água no rés do chão", ou talvez por causa disso mesmo, o grupo serve refeições -- pequeno-almoço, almoço e jantar - a quem veio ajudar a população.

"Está a correr lindamente, estes senhores estão cá para nos ajudar. Não sabemos quanto tempo mais vão ficar e precisam de se sentir acarinhados e minimamente em casa", evidenciou.

Hoje, o almoço incluía sopa de legumes e grelhada mista, além de um `buffet` de sobremesas com fruta, pastéis e queijadas de Tentúgal.

Desde a noite de sábado que o acesso à Ereira se faz através de dois botes dos Fuzileiros da Marinha, embora, ao final da manhã e início da tarde, com a maré baixa, também um camião da Brigada de Intervenção do Exército tenha cumprido o percurso a partir de Montemor-o-Velho e volta.

Na ida, a reportagem da Lusa acompanhou quatro praças dos Fuzileiros, em duas embarcações, acompanhada de apenas uma pessoa, residente em Verride, a povoação fronteira à Ereira, do outro lado da ponte sobre o Mondego.

Os fuzileiros, oriundos de Carcavelos, Setúbal, Lagos e Funchal, estão nesta função de natureza humanitária pela primeira vez, e exercem-na com um cuidado extremo para com os passageiros de ocasião, seja no cumprimento de todas as condições de segurança -- coletes salva-vidas incluídos, ninguém entra a bordo sem um -- seja nas melhores condições para acomodar as pessoas nos `zebros`, as embarcações pneumáticas da Marinha.

O percurso de bote demora cerca de 15 minutos, durante o dia, um pouco mais à noite, com visibilidade mais reduzida: sai da ponte da Alagoa pelo chamado leito abandonado do Mondego, cruza campos agrícolas onde a água subiu mais de dois metros, e volta ao chamado "rio velho" antes de aportar junto à ponte velha, do lado contrário ao largo principal da povoação.

O regresso a Montemor-o-Velho foi feito num camião da Brigada de Intervenção do Exército, que acomodou - além dos quatro militares dos quartéis de Coimbra e Viseu em serviço hoje na Ereira -- outros cinco passageiros.

Vicente, de 11 anos, regressava ao carro estacionado junto à Ponte de Verride, na companhia do pai, Eurico, depois de ter ido a casa, na Ereira, buscar roupas e outros bens. O rapaz, olhos brilhantes, enquanto via a sua aldeia afastar-se, ao longe, destacava a "experiência" de andar, pela primeira vez, num camião militar, idêntica à que teve no bote dos Fuzileiros, depois de um jogo de futebol -- é defesa central - em Montemor-o-Velho.

O pai Eurico, desta vez, não votou "por falta de tempo". Já António nasceu na Ereira, e mora na Figueira da Foz, onde vota. Foi à aldeia natal visitar os pais, que já têm água ao pé de casa. Lembra-se das cheias na infância, e recordou, com mais propósito e detalhe, a grande cheia de 2001.

Ao contrário dos `zebros` que fazem um percurso sem paragens, a `carreira` do Exército para nas pontes de Verride e da Alagoa, antes de rumar ao quartel dos bombeiros de Montemor-o-Velho.

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Lusa /

Albuquerque afirma-se preocupado com desafios do futuro Presidente

O chefe do executivo madeirense (PSD/CDS-PP), Miguel Albuquerque, manifestou-se hoje "preocupado" face aos desafios que o futuro Presidente da República terá de enfrentar em relação ao posicionamento de Portugal a nível internacional.

"Estamos perante uma ordem internacional nova. Portugal tem de redefinir o seu papel no quadro da defesa e da segurança", afirmou, sublinhando que o Presidente da República é o comandante supremo das Forças Armadas e que "importa saber qual vai ser a estratégia de Portugal no quadro geopolítico".

Miguel Albuquerque, também líder do PSD/Madeira, falava aos jornalistas após exercer o direito de voto numa secção instalada na Escola Básica da Ajuda, na freguesia de São Martinho, Funchal, já depois das 16:30.

"Não vou dizer qual é o meu sentido de voto, mas o que eu espero é que esta eleição decorra da melhor maneira, dada a tragédia [mau tempo] que assolou o país. Acho que é importante continuarmos a exercer o nosso direito de sufrágio", disse.

O chefe do executivo madeirense considerou que o futuro Presidência da República terá um "papel muito difícil" nos próximos anos, não só ao nível nacional, mas também internacional.

"Eu estou mais preocupado porque Portugal tem desafios pela frente muito difíceis", disse, alertando também para a "situação de guerrilha" e de "entretenimento" permanentes no país, com um "conjunto de personagens que vão para a televisão, falam de tudo, sobre tudo, mas não se discute o essencial".

"O essencial é o que vai ser o país, o que queremos para o país daqui a 10, 15 anos, e qual a estratégia que deve ser seguida", avisou, reforçando: "Portugal precisa de uma estratégia e, neste momento, essa estratégia é fundamental, porque é a própria inserção de Portugal no quadro internacional."

Albuquerque considera decisivo saber se país vai adotar uma "estratégica atlântica" ou uma "estratégia continental", vincando a importância dos setores da segurança e defesa, que, defendeu, devem abranger as regiões autónomas.

Por outro lado, manifestou-se favorável à realização da segunda volta das eleições presidenciais hoje, apesar do impacto do mau tempo em muitas zonas do país.

"Acho que já temos uma maturidade suficiente para proceder ao direito de voto", afirmou.

Mais de 11 milhões de eleitores são hoje chamados a votar na segunda volta das presidenciais para eleger o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, em eleições realizadas com previsão de mau tempo, chuva e vento.

Disputam a segunda volta António José Seguro e André Ventura, três semanas depois do primeiro sufrágio, em que foram os mais votados, em 18 de janeiro.

No primeiro sufrágio, Seguro obteve 31,1% dos votos e Ventura 23,52%, segundo o edital do apuramento geral dos resultados.

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Segunda volta
RTP /

Emissão especial a partir das 18h00

O eleitorado foi de novo convocado às urnas, este domingo, para eleger o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa em Belém. António José Seguro ou André Ventura - um deles será o próximo presidente da República.

As urnas estão abertas até às 19h00 e votação tem decorrido sem incidentes. Contudo, 37 mil eleitores só votarão no próximo domingo.Acompanhámos aqui, desde o início da manhã, a jornada eleitoral.


São oito os concelhos que pediram o adiamento e, em três deles, não há assembleia eleitoral em qualquer freguesia: Alcácer do Sal, Golegã e Arruda dos Vinhos.

Os demais municípios com condicionamentos ditados pelos efeitos da sucessão de intempéries são Santarém, Rio Maior, Leiria, Cartaxo e Salvaterra de Magos.

O presidente da República cessante votou ao início da tarde em Celorico de Basto e mostrou satisfação pelos números então conhecidos de adesão às urnas.

Marcelo Rebelo de Sousa sustentou que o país vive momentos difíceis e que, por isso, a eleição se torna ainda mais importante. Anteviu também uma tarefa complexa para o sucessor.A afluência às urnas cifrava-se, até às 12h00, em 22,35 por cento, de acordo com a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna. À volta, a 18 de janeiro, à mesma hora, a afluência fora de 21,18 por cento.


Ao votar, a meio da manhã, António José Seguro, quis também deixar um apelo à participação dos eleitores.

"Este é o momento em que o povo é soberano, em que cada voto conta e decide mesmo o futuro do nosso país. Estamos a eleger o presidente da República para os próximos cinco anos - é uma decisão muito importante e o meu apelo é que cada portuguesa e cada português venham votar", clamou o candidato.A afluência às urnas até às 16h00 foi de 45,50 por cento. No dia da primeira volta, à mesma hora, foi de 45,51 por cento.


Por sua vez, André Ventura mostrou-se tranquilo no que descreveu como o "dia de fazer a democracia acontecer".

O líder do Chega e candidato presidencial considerou que este é o dia de os portugueses decidirem que país querem para o futuro e insistiu que "é uma falta de respeito para com as pessoas" fazer com que tenham de votar em contexto de crise climática.

A RTP preparou uma emissão especial que acompanhará todos os momentos do dia em que, pela segunda vez na democracia portuguesa, houve uma segunda volta das presidenciais.
Para seguir a partir das 18h00 no canal RTP Notícias e nas plataformas digitais do serviço público. A projeção da abstenção, por parte da Universidade Católica, será conhecida às 19h00 e a projeção de resultados às 20h00.
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