Política
Presidenciais 2026
Seguro apela ao voto dos "moderados" e promete ser um presidente "corajoso"
Com a campanha a entrar na segunda semana, António José Seguro, que continua bem posicionado nas sondagens, garante que, se chegar ao Palácio de Belém, vai ser um presidente da República corajoso, mas avisa que não será um chefe de Estado "irresponsável".
Fotos: José Coelho, Lusa
"Há uma diferença entre a coragem e a loucura. Eu serei um presidente corajoso. Agora, não sou irresponsável", salientou António José Seguro, que, por onde passa, tem garantido que terá coragem na defesa da Constituição ou do Estado Social.
E, foi por entre alguns brindes com licores regionais, que o antigo líder socialista atirou: "Eu sou um presidente do equilíbrio, não me posso desequilibrar", numa ação de campanha mais demorada do que o previsto, debaixo de chuva e com António José Seguro a aproveitar para cumprimentos e apelos ao voto.
"Quem quer ser presidente da República está sempre debaixo de fogo, mas vale a pena, porque eu tenho um colete antifogo e uma convicção muito forte para ajudar o país", afirmou também o candidato que, em terra de cavacas atiradas em nome da tradição, foi questionado sobre se o assustariam "cavacos", numa referência ao antigo chefe de Estado, Cavaco Silva: "As cavacas, os cavacos, eu sou pela igualdade de género", disse, numa passagem por Aveiro animada, debaixo de chuva e com a promessa de um regresso - com ou sem fato presidente.
Uma "força tranquila" contra os extremistas: "São parte do problema"
Não é uma novidade no discurso de António José Seguro, mas, nos últimos dias de campanha, a crítica do candidato do PS à forma de atuação de André Ventura e do Chega tem-se mostrado mais insistente.
E, à semelhança do que aconteceu, por exemplo, num comício em Paredes, no distrito do Porto, também a sessão deste domingo à noite, em Viana do Castelo, foi aproveitada para carregar nas tintas contra o adversário na corrida presidencial - e que é também líder partidário.
"O extremismo e o radicalismo não são solução, são parte do problema e eu sou o candidato moderado que está em melhores condições de passar à segunda volta", disse António José Seguro, que, num Teatro Sá de Miranda cheio no apoio ao candidato, apelou a uma fatia muito significativa do eleitorado: "Quero dirigir-me a todos os moderados neste país".
No mesmo sentido, Seguro definiu-se como detentor de uma "força tranquila" contra um "vírus" que, aponta o ex-líder do PS, quer destruir a democracia.
"Hoje as democracias derrubam-se por dentro", avisou o candidato, que voltou a lamentar a "lama" e o "insulto" presentes na política nacional e na campanha eleitoral: "Mas, eu tenho consideração pelos meus adversários. Isso é o papel de um democrata. Um democrata debate ideias e propostas diferentes, não anda a discutir na lama".