Política
Presidenciais 2026
Seguro insiste no "voto útil" e apresenta Carneiro, Cordeiro, Leitão e Medina na comissão de honra
António José Seguro insiste no apelo ao "voto útil" e defende que, sem o peso dos votos da esquerda na candidatura que encabeça à presidência da República, há um risco real de, numa eventual segunda volta, não estar representada boa parte do eleitorado.
Foto: José Coelho/LUSA
"O espaço democrático à esquerda ou centro-esquerda corre o risco de ficar de fora da segunda volta. E, isso teria consequências profundas. Não para o partidarismo, mas para o país e para o equilíbrio democrático. Ou o perigo de caminhos sem regresso", avisou o ex-secretário-geral do PS, que salienta que não se trata de "apagar diferenças" ou de "negar a diversidade do campo democrático".
Numa sessão em que voltou a defender maior "equilíbrio" de forças - assinalando que, atualmente, o centro-direita e a direita têm um maior domínio em Belém, no Governo ou no parlamento -, o ex-secretário-geral do PS comprometeu-se ainda com uma "visão de estabilidade e longo prazo", considerando que o "maior risco" para Portugal é manter uma "cultura de imediatismo" e associada a ciclos eleitorais.
No mesmo sentido, António José Seguro considera que as eleições de 18 de janeiro revelam um momento de escolhas e que pode mesmo ser decisivo para o país.
"As incertezas com aventuras e por caminhos incertos e radicais ou apostar na experiência e na mudança segura, na melhoria dos nossos pilares e do nosso sistema económico e social? O facilitismo da mentira e da ilusão ou optarmos pela frieza da seriedade? Governar sobre a lógica do curto prazo ou termos um rumo e um horizonte?", questionou o candidato, que insistiu: "O meu compromisso é claro. Não serei um presidente de fação. Serei um presidente de equilíbrio, mas do equilíbrio que promove a mudança do muito que há necessário mudar em Portugal".
Aos apoiantes presentes, o ex-líder do PS disse ainda que, se for eleito, será um chefe de Estado que respeita sempre o resultado das eleições, mas que não abdica de defender os "valores fundamentais" da Constituição.
"Serei um presidente que assegura que as maiorias governam, mas governam com os limites democráticos previstos na Constituição", garantiu.