Seguro recusa voto em Ventura em dia de apoio de Pedro Nuno Santos: "Não, não admito"

António José Seguro não alinha com João Cotrim de Figueiredo e, ao contrário do candidato apoiado pela IL, recusa colocar a hipótese de votar em André Ventura caso não passe à segunda volta das eleições presidenciais.

João Alexandre /

Fotos: José Coelho, Lusa

"Não, não admito. E vou ser muito claro: eu sou o candidato moderado que está em melhores condições de ganhar estas eleições", disse o candidato apoiado pelo PS, em Vila Real, depois de uma sessão com apoiantes. Motivo de sobra para Seguro reiterar uma ideia que o tem acompanhado ao longo dos últimos dias de campanha: "Os extremismos e o radicalismo só vêm para semear ódio e pôr portugueses uns contra os outros". 

Foi também nesse sentido que o candidato voltou a assegurar ser "exigente" se chegar às funções de chefe de Estado, onde quer ver representados os portugueses que recusam políticos que falam em demasia e não resolvem problemas.

"Sei bem que um presidente da República tem de ser exigente com resultados. É por isso que eu trabalharei muito mais do que falarei, porque estou mais interessado nas soluções e nos resultados do que nas palavras e em aparecer todos os dias nos telejornais", garantiu.

Além disso, disse António José Seguro, mais do que querer vencer, o próximo presidente tem de assegurar aos portugueses que tem um plano para quando chegar a Belém.

"É que a maior tarefa não é só ganhar as eleições, são os cinco anos que vêm a seguir. Porque, verdadeiramente, é nesses cinco anos que eu estou permanentemente a pensar", acrescentou o candidato, que continua a eleger a saúde ou a habitação como "desafios graves" que temos no nosso país.

Ainda em Vila Real, numa sessão com apoiantes no centro da cidade, Seguro voltou a pedir contenção e poucas euforias na análise das sondagens: "Quando entrei, ouvi várias vezes que isto está a ganho. Não está nada ganho. Não está".

O aviso foi repetido no dia em que, logo pela manhã, em Barcelos, o ex-secretário-geral do PS recebeu o apoio do também ex-líder do PS Pedro Nuno Santos - quem há mais de um ano lançou Seguro como um dos potenciais candidatos da área socialista.

"Claro que eu fico contente com esse apoio", disse, durante uma arruada em que não revelou se convidou Pedro Nuno Santos para marcar presença nalguma ação de campanha, mas onde voltou a assinalar que os apoios chegam das mais diversas sensibilidades: "Uns vêm da esquerda, outros vêm do centro, outros vêm da direita e outros não vêm de quadrante político absolutamente nenhum".
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