Sucedem-se as reações à morte de Almeida Santos

As homenagens a António Almeida Santos multiplicam-se. E as palavras são unânimes: perdeu-se um legislador que esteve nas grandes batalhas da democracia portuguesa. O Partido Socialista lamenta mesmo a perda de um "príncipe da democracia".

RTP /
Miguel A. Lopes - Lusa

O PS já manifestou "profunda consternação e choque" com a morte do seu presidente honorário, António Almeida Santos, salientando que foi um "combatente desde sempre pelos valores da democracia".

"Portugal perdeu um príncipe da sua democracia e os socialistas sofreram uma perda irreparável”. Na nota de pesar, publicada na página da internet do PS, o partido afirma que a "capacidade tribunícia" de Almeida Santos "fez dele um terrível adversário da ditadura, também na defesa de presos políticos, designadamente em Moçambique, e depois do 25 de Abril, um parlamentar incomparável".

Por decisão da Comissão Permanente do PS, a bandeira do partido será colocada a meia haste nas respetivas sedes até ao final das cerimónias fúnebres de Almeida Santos.

Já António Costa lamentou o desaparecimento de um amigo e um grande legislador. O primeiro-ministro e secretário-geral do PS diz ter recebido a notícia da morte de Almeida Santos com "enorme choque".

Maria de Belém sublinhou que o desaparecimento de Almeida Santos é uma enorme perda para a política portuguesa, realçando a personalidade excecional e as características políticas do histórico socialista.

Também Carlos César lamentou o desaparecimento de uma das vozes mais proeminentes do PS. O presidente do Partido Socialista falou de Almeida Santos como uma presença tranquilizadora do PS.

Alberto Martins elogiou a "figura luminosa" de Almeida Santos. O socialista lembrou as diversas funções que Almeida Santos ocupou na democracia portuguesa.

Num depoimento emocionado, Alberto Martins diz que este é um dia de luto para o PS, para a democracia e para Portugal.

Também Jorge Sampaio recordou Almeida Santos como uma pessoa "absolutamente notável".

Cavaco Silva enviou uma mensagem de condolências à família do antigo presidente da Assembleia da República. Uma mensagem publicada na página da internet, da Presidência da República.

"Homem de causas, causídico da liberdade, António de Almeida Santos distinguiu-se pelas suas qualidades como jurista, sendo autor de vários diplomas estruturantes do nosso regime democrático", escreveu o Presidente da República.



O Presidente da República elogiou as características pessoais de Almeida Santos, a sua capacidade de gerar compromissos e de construir pontes, mas também a sua faceta política e de legislador.

Cavaco Silva sublinhou depois durante a tarde um dos grandes "obreiros do sistema democrático" português.

O ex-Presidente da República Jorge Sampaio recordou por seu lado um "homem notável, um homem de afetos".

Ferro Rodrigues disse, por seu turno, que Almeida Santos foi um dos grandes estadistas da democracia. O socialista diz que foi com "surpresa e consternação" que recebeu a notícia da morte de Almeida Santos.

Para Ferro Rodrigues, o histórico socialista revelou sempre empenho nas causas da cidadania até ao fim da vida.


Manuel Alegre disse que não é possível falar de construção da democracia sem falar de Almeida Santos e lembrou o companheiro de luta antifascista.


Já António Campos diz que Almeida Santos foi o pai jurídico das instituições democráticas.

O socialista realçou a solidariedade que Almeida Santos tinha com todos, mesmo com os seus adversários.

O ministro da Segurança Social, Vieira da Silva, sublinhou a importância de um homem que esteve sempre nas grandes batalhas da democracia portuguesa.

Já Augusto Santos Silva classifica Almeida Santos como um combatente pela liberdade. O ministro dos Negócios Estrangeiros sublinhou que o histórico socialista foi um dos principais legisladores do pós-25 de Abril.

Domingos Abrantes, do PCP, diz que democracia portuguesa perdeu um dos seus construtores e destacou o papel de opositor ao Estado Novo de Almeida Santos

Já Sampaio da Nóvoa recordou Almeida Santos como um combatente pela liberdade, que era acarinhado por todos. Nas redes sociais, o candidato a Belém diz que Almeida Santos foi uma personalidade marcante do Portugal contemporâneo e fundador da Democracia em Portugal.

O candidato presidencial escreveu também que o histórico socialista foi exemplar na forma de construir consensos e prestigiar o debate democrático.

COMUNICADO Acabei de tomar conhecimento do falecimento, esta noite, de António Almeida Santos, personalidade marcante...

Publicado por Sampaio da Nóvoa em Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2016

Henrique Neto recordou Almeida Santos como anti-fascista e democrata. O candidato presidencial, que é militante do PS, lamenta o desaparecimento do histórico socialista apesar das divergências que tiveram no passado.


Marcelo Rebelo de Sousa também se juntou às homenagens a Almeida Santos, que considerou ser fundamental na consolidação da democracia. O candidato presidencial destacou a personalidade invulgar e a inteligência do antigo presidente da Assembleia da República.
Percurso de causas e pacificação
Marcelo sublinhou ainda as qualidades de Almeida Santos enquanto legislador. Diz que o histórico socialista teve um percurso de causas, pacificação e abertura política.

O Bloco de Esquerda juntou-se também ao momento de pesar pela morte de Almeida Santos.

Os bloquistas destacaram o homem, o político e o lutador pela democracia e pela liberdade.

O corpo de António Almeida Santos vai estar a partir das 17h00 desta terça-feira em câmara ardente na Basílica da Estrela, em Lisboa, e será cremado na quarta-feira, no cemitério do Alto de São João, pelas 14h00.
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