Política
"Temos outras prioridades". Embaixada russa reage à polémica em Lisboa
A embaixada da Federação Russa em Lisboa reagiu esta quinta-feira, em comunicado, à polémica em torno do fornecimento de dados de ativistas russos a Moscovo, por parte da autarquia da capital portuguesa. "Não interessam nem à Embaixada em Lisboa, nem a Moscovo os tais indivíduos com imaginação malsã", escreveu a representação diplomática.
"Reparámos as notícias na comunicação social portuguesa sobre a alegada entrega não-autorizada à Embaixada russa em Portugal, mas também para Moscovo dos dados pessoais de um grupo de pessoas residentes no país", começa por assinalar a representação diplomática de Moscovo em Lisboa.
"Conhecemos bem a abordagem muito rigorosa das autoridades portuguesas ao processamento dos dados pessoais. Quanto à excitação em causa, está sem dúvida alimentada pelo desejo dos tais ativistas de atrair atenção mediática a si próprios através da politização generalizada e provocações deploráveis", argumenta a embaixada.
Para concluir:" Não interessam nem à Embaixada em Lisboa, nem a Moscovo os tais indivíduos com imaginação malsã. Temos outras prioridades que constituem o trabalho construtivo em prol do desenvolvimento da cooperação russo-portuguesa".
"Assim, a senhora ativista pode voltar tranquilamente para casa", remata o comunicado.
O presidente da Câmara de Lisboa pediu esta quinta-feira desculpas públicas depois de a autarquia ter enviado para a Rússia dados de manifestantes russos anti-Putin: nomes, moradas e contactos.
Fernando Medina lamentou o erro, que atribuiu aos serviços e ao procedimento burocrático que tem vindo a ser aplicado desde 2011 nas manifestações, mas que neste caso "não devia ter acontecido".
O caso tem motivida sucessivas reações políticas.
"Conhecemos bem a abordagem muito rigorosa das autoridades portuguesas ao processamento dos dados pessoais. Quanto à excitação em causa, está sem dúvida alimentada pelo desejo dos tais ativistas de atrair atenção mediática a si próprios através da politização generalizada e provocações deploráveis", argumenta a embaixada.
Para concluir:" Não interessam nem à Embaixada em Lisboa, nem a Moscovo os tais indivíduos com imaginação malsã. Temos outras prioridades que constituem o trabalho construtivo em prol do desenvolvimento da cooperação russo-portuguesa".
"Assim, a senhora ativista pode voltar tranquilamente para casa", remata o comunicado.
O presidente da Câmara de Lisboa pediu esta quinta-feira desculpas públicas depois de a autarquia ter enviado para a Rússia dados de manifestantes russos anti-Putin: nomes, moradas e contactos.
Fernando Medina lamentou o erro, que atribuiu aos serviços e ao procedimento burocrático que tem vindo a ser aplicado desde 2011 nas manifestações, mas que neste caso "não devia ter acontecido".
O caso tem motivida sucessivas reações políticas.