Ventura acusa Mendes de criar "fumaça" sobre Orçamento por estar "desesperado"
O candidato presidencial e líder do Chega, André Ventura, acusou hoje Luís Marques Mendes de criar "fumaça" sobre o Orçamento do Estado para 2027 por estar "desesperado" e a "descer nas sondagens".
"Estamos em janeiro, temos umas eleições daqui a poucos dias, e isto é só o Luís Marques Mendes a querer atirar fumaça, é só fumaça, para não discutirmos as eleições presidenciais", acusou André Ventura.
O candidato às eleições presidenciais de dia 18 falava aos jornalistas antes de uma arruada no Pinhal Novo, distrito de Setúbal, altura em que foi questionado sobre o facto de Luís Marques Mendes (candidato apoiado por PSD e CDS-PP) ter alertado, na segunda-feira, na Guarda, de que "há sinais de que pode ser difícil fazer passar" o próximo Orçamento do Estado.
"Este é o típico exemplo de quando um candidato começa a perder o controlo das coisas, começa a disparatar e dizer coisas sem sentido. Passaram esta campanha toda a dizer `o André Ventura só fala de temas das legislativas, só fala de temas do parlamento e não pode ser que estamos em presidenciais`. Mas mal começam a descer nas sondagens, trazem o parlamento e os orçamentos para a campanha presidencial", criticou.
Ventura falou em "desespero" e acusou Mendes de o tentar "entalar" com o tema, uma vez que lidera o Chega, partido que tem atualmente 60 deputados na Assembleia da República sendo a segunda força política com mais parlamentares, atrás do PSD.
"Mas qual é o sinal que nós temos em janeiro de que em outubro o orçamento vai ser aprovado, não aprovado? Isso é só conversa do doutor Marques Mendes por uma razão: está a descer", argumentou.