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Ventura atira em várias direções, alarga críticas a Castro Almeida. "É uma afronta"

Ventura atira em várias direções, alarga críticas a Castro Almeida. "É uma afronta"

É de visita a uma empresa afetada pela tempestade Kristin, em Torres Vedras, e a horas de um agravamento das condições meteorológicas, no continente, que André Ventura vira de novo o discurso para o Governo.

Teresa Borges /

Foto: Tiago Petinga, Lusa

"Gostava que os poderes públicos fizessem o que não fizeram antes, que estivessem preparados, que estivessem de alerta e que estivessem canalizados todos os recursos do Estado - todos - para acudir às pessoas e fazer a prevenção que é preciso fazer e que falhou no primeiro momento", atira, em declarações aos jornalistas. 

"O mínimo que se pode exigir de um Estado como o nosso é exigir e pedir, quer ao Governo, quer aos poderes públicos, que deixem de transmitir às pessoas esta ideia de absoluta incompetência e absoluto desleixo", acrescenta o candidato presidencial.

Depois da ministra da Administração Interna e do ministro da Defesa Nacional, André Ventura junta ao rol de críticas mais um governante: Manuel Castro Almeida. "Um ministro, responsável ainda por cima pela Coesão Territorial, disse que os portugueses deviam contar com o seu salário do mês passado", aponta o líder do Chega, numa referência à entrevista de Castro Almeida à SIC Notícias em que o ministro sugeriu que as famílias afetadas pela depressão Kristin utilizem o ordenado do mês anterior para suportar as necessidades imediatas. 

Ventura insiste nas críticas. "Este tipo de declarações são nocivas no momento em que estamos, em que as pessoas precisam de sentir confiança e precisam de sentir que o Estado português está lá para os apoiar. Pelos vistos não está", conclui.

O candidato a Belém não esquece também o Presidente da República, lamentando o "silêncio" de Marcelo Rebelo de Sousa perante as medidas anunciadas pelo executivo para dar resposta aos efeitos da tempestade. "Os apoios já estão mal feitos, o Governo fê-los mal, o Presidente da República não o criticou e devia ter criticado. Não concebo francamente como é que o Presidente da República está em silêncio perante apoios às pessoas de 500 euros", acrescenta.

Ventura critica também Marcelo Rebelo de Sousa por ter mantido a visita ao Vaticano. "Lembra a alguém que um Presidente da República, no meio de uma crise como a que estamos, vá para o Vaticano?", questiona o líder do Chega. 

A visita a Torres Vedras foi o único ponto de agenda na campanha esta terça-feira. Ventura visitou uma empresa de produção agrícola em A-dos-Cunhados, onde a passagem da tempestade deixou prejuízos de milhares de euros, produtos parados e onze hectares de terreno danificados.
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