Política
Presidenciais 2026
Ventura diz que vai adaptar campanha num dia em que puxa lado solidário
Com as marcas da passagem da tempestade Kristin ainda bem visíveis na região Centro, André Ventura diz que vai adaptar a campanha e admite voltar a visitar algumas das zonas mais afetadas pelo mau tempo.
Foto: Tiago Petinga, Lusa
"[Em Leiria] havia uma senhora que dizia: ‘E os alimentos?’. Eles aqui estão", afirmou em declarações aos jornalistas, recusando a ideia de aproveitamento político. "Eu acho que nós temos de ajudar. Não faz sentido estar a fazer uma campanha normal, digamos assim, com arruadas, com comícios, quando as pessoas estão a sofrer. O que faz sentido agora é mobilizar ajuda", diz o candidato a Belém, defendendo que será necessário fazer mudanças na campanha eleitoral para colocar o tema da tempestade na agenda. O presidente do Chega considera que "há uma parte do país que ainda não se apercebeu da calamidade e devastação" das áreas atingidas e que a visibilidade da campanha deve ser usada também para isso.
Quando André Ventura chegou ao ponto de encontro, junto à Biblioteca Municipal de Espinho, os bens essenciais já estavam à espera do candidato presidencial. Entre dois pilares, ao abrigo da chuva, cerca de três dezenas paletes de garrafas de água de meio litro, seis pacotes de leite, sacos de compra com latas de salsicha, atum, arroz, massa e comida para animais. A "recolha possível" em menos de 24 horas, apontou o líder do Chega, que passou 10 minutos a carregar a mercadoria (descarregada cerca de meia hora antes) para dentro de uma carrinha preta. Debaixo de chuva, primeiro sozinho, depois com a ajuda de alguns deputados do Chega presentes na ação de campanha.