Ventura: "Vamos dar um murro da mesa". O "trás"  com vigor e o "trás" em surdina de Cotrim de Figueiredo

A diferença estará no volume. No estrondo.

Nuno Amaral /

Foto: Tiago Petinga/LUSA

Ventura diz que, quem votar nele, terá um corte abrupto com o sistema: “trás”, em volume alto”, enquanto cerrava o punho. Se, ao invés, votarem em Cotrim de Figueiredo será “ trás….”, pronunciava em surdina.

A pergunta até foi feita pelos jornalistas. Como reagia às declarações do candidato apoiado pela Iniciativa Liberal, que afirmou que votar em Ventura contribuía para a vitória de António José Seguro. “Este é o típico de político de que nós não precisamos na nossa praça”, vincou. 

Semelhanças encontrou entre Cotrim e Marques Mendes. “São a mesma coisa, são iguais, não querem mais segurança, não querem lutar contra a corrupção, não querem travar a imigração”, enfatizou.

E depois, uma metáfora: “Isto não é um desfile de misses, não é para ver quem é a miss mais bonita para ir à segunda volta… eu não vejo a política assim”.

O líder do Chega considera que as pessoas querem um abanão no sistema político. E que ele, Ventura, é o único capaz de dar um murro na mesa. “Trás", dito com vigor. Ao contrário do “trás”, que atribuiu a Cotrim de Figueiredo, em Surdina.
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