Política
Volta a Portugal no Gerês. PAN pede "transparência" e quer que ministra se pronuncie
O PAN questiona a autorização da passagem da Volta a Portugal em bicicleta no parque natural do Gerês e pede ao Ministério do Ambiente e Energia que disponibilize os documentos que serviram de base à decisão do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
A deputada única do partido, Inês Sousa Real, exige “transparência” e defende que ministra Maria da Graça Carvalho tem “uma palavra a dizer” sobre este tema.
“Não podemos continuar a ter uma governação e institutos públicos a atuarem na total opacidade. Aquilo que nós pedimos é muito simples: que enviem a cópia do parecer do ICNF, que todos os documentos que estão a formar este processo sejam enviados e que haja esta total transparência”, afirma a líder do PAN em declarações à RTP Antena 1.
“Temos já organizações não-governamentais do ambiente e as populações preocupadas porque, ano após ano, aquilo que nós vemos é que com as diferentes atividades estão a delapidar todo o nosso património natural”, alerta a deputada, sublinhando a necessidade de “proteger" estes territórios."Estamos a abrir precedentes que podem ter efeitos prolongados"
No requerimento submetido através da Assembleia da República, o partido Pessoas-Animais-Natureza pede ao ministério tutelado por Maria da Graça Carvalho cópias de “todos os documentos e atos administrativos em que assenta a autorização” da passagem da Volta pelo Gerês, bem como do “plano de gestão de resíduos exigido pelo ICNF” à entidade organizadora da prova. Quer também saber que avaliação foi feita do impacto que o evento vai ter na fauna e flora e como vão assegurar a “fiscalização” da interdição ao público.
“Não nos podemos esquecer que, ao manterem esta decisão, estamos aqui a abrir precedentes que no futuro, se repetirem as provas, podem vir a ter efeitos prolongados e continuados no impacto e na preservação e proteção do parque”, avisa a porta-voz do PAN. “Nós temos consciência de que é importante aproximarmos as populações dos parques naturais, da sua conservação. Mas não é através deste tipo de atividades que, no nosso entender, põem em causa aquilo que, no fundo, é um ecossistema que é protegido e tem um estatuto diferente”, reforça Inês Sousa Real, referindo que o PAN olha com “preocupação para este precedente” e pedindo à ministra que se pronuncie.
"Terá mesmo que dar a cara por esta decisão, que não pode ser uma decisão meramente administrativa. Tem que haver aqui linhas políticas muito claras para o ICNF daquilo que são também os limites do ponto de vista da latitude dos seus pareceres”, conclui.
O requerimento já foi submetido através da Assembleia da República. Inês Sousa Real não excluiu a hipótese de chamar a ministra do Ambiente ao Parlamento “consoante o desenrolar de todo o processo”, considerando que a prova pode “ter consequências para o parque e para os próprios ciclistas”.
“Não podemos continuar a ter uma governação e institutos públicos a atuarem na total opacidade. Aquilo que nós pedimos é muito simples: que enviem a cópia do parecer do ICNF, que todos os documentos que estão a formar este processo sejam enviados e que haja esta total transparência”, afirma a líder do PAN em declarações à RTP Antena 1.
“Temos já organizações não-governamentais do ambiente e as populações preocupadas porque, ano após ano, aquilo que nós vemos é que com as diferentes atividades estão a delapidar todo o nosso património natural”, alerta a deputada, sublinhando a necessidade de “proteger" estes territórios."Estamos a abrir precedentes que podem ter efeitos prolongados"
No requerimento submetido através da Assembleia da República, o partido Pessoas-Animais-Natureza pede ao ministério tutelado por Maria da Graça Carvalho cópias de “todos os documentos e atos administrativos em que assenta a autorização” da passagem da Volta pelo Gerês, bem como do “plano de gestão de resíduos exigido pelo ICNF” à entidade organizadora da prova. Quer também saber que avaliação foi feita do impacto que o evento vai ter na fauna e flora e como vão assegurar a “fiscalização” da interdição ao público.
“Não nos podemos esquecer que, ao manterem esta decisão, estamos aqui a abrir precedentes que no futuro, se repetirem as provas, podem vir a ter efeitos prolongados e continuados no impacto e na preservação e proteção do parque”, avisa a porta-voz do PAN. “Nós temos consciência de que é importante aproximarmos as populações dos parques naturais, da sua conservação. Mas não é através deste tipo de atividades que, no nosso entender, põem em causa aquilo que, no fundo, é um ecossistema que é protegido e tem um estatuto diferente”, reforça Inês Sousa Real, referindo que o PAN olha com “preocupação para este precedente” e pedindo à ministra que se pronuncie.
"Terá mesmo que dar a cara por esta decisão, que não pode ser uma decisão meramente administrativa. Tem que haver aqui linhas políticas muito claras para o ICNF daquilo que são também os limites do ponto de vista da latitude dos seus pareceres”, conclui.
O requerimento já foi submetido através da Assembleia da República. Inês Sousa Real não excluiu a hipótese de chamar a ministra do Ambiente ao Parlamento “consoante o desenrolar de todo o processo”, considerando que a prova pode “ter consequências para o parque e para os próprios ciclistas”.