Saúde
ADSE não desiste de cobrar dívidas aos privados
Na comissão parlamentar de Saúde a ministra Marta Temido foi questionada sobre o diferendo entre hospitais privados e a ADSE, tendo afirmado que o subsistema dos funcionários públicos “não pode deixar de cobrar” aos privados os 38 milhões de euros de regularização de faturas, que é o que está origem do conflito.
Além das questões de verificação da faturação por parte dos privados, a ministra admite que há outras questões “bem mais complexas”, como a eventual “indução artificial da procura” de cuidados de saúde.
Marta Temido desmente assim as notícias que davam como certo o acordo com os grupos Luz e José de Mello.
A ministra diz que o trabalho continua mas não está fechado.
Declarações de Marta Temido, sexta-feira, na Comissão Parlamentar de Saúde.
Sobre a questão dos 38 milhões de regularização de faturas, que levou alguns grupos privados a ameaçar suspender convenções com a ADSE, a governante reiterou que essa cobrança não pode deixar de ser feita.
Alguns grupos privados ameaçaram deixar de ter convenção para os beneficiários da ADSE, mas entretanto pelos menos dois grupos já suspenderam essa intenção.
Marta Temido garantiu que não houve nenhuma cedência que tivesse motivado a alteração do comportamento dos grupos privados.
A ministra diz que o trabalho continua mas não está fechado.