Autoridades garantem estar a fazer tudo para detetar origem do surto de legionella

A subdiretora-geral da Saúde explica que nem todas as pessoas que respirem gotículas com legionella vão ficar contaminadas, porque ficam doentes sobretudo as pessoas mais sensíveis. Graça de Freitas frisa que é seguro beber água da torneira e garante que as autoridades de Saúde estão a fazer tudo para detetar a origem do surto.

Sandra Henriques /

Foto: Reuters

Em declarações à Antena 1, Graça de Freitas refere que não é fácil prever quantas pessoas poderão surgir infetadas nos próximos dias, visto que ainda não se sabe a origem do problema. O período de incubação da doença vai dos dois aos dez dias, o que significa que as pessoas que têm sido internadas já foram infetadas há algum tempo.

A subdiretora-geral da Saúde sublinha que foi acionado um plano de contingência que garante assistência a todos os doentes, visto que se trata de um “problema de saúde pública”, que neste caso está circunscrito à zona de Vila Franca de Xira.

Ouvida pelo jornalista Nuno Rodrigues, a responsável assegura que “estamos a fazer tudo para encontrar a origem”, mas “até terminar podem aparecer novos casos”. Graça de Freitas admite mesmo que “pode não ser encontrada a origem concreta do surto, porque é preciso investigar a origem e agir ao mesmo tempo”.

Estão a ser tomadas medidas preventivas, como a desinfeção das águas e das torres de refrigeração de unidades fabris do concelho. Há várias dezenas de profissionais no terreno a fazer também análises e vistorias para encontrar a origem do surto.

A doença trata-se com antibióticos por via endovenosa, daí que os pacientes estejam a ser internados. Os casos mais sensíveis podem levar à morte, mas em geral há recuperação e daqui a poucos dias devem começar a ter alta as pessoas que estão internadas. “A maior parte recupera e retoma a sua vida”, esclarece a subdiretora-geral da Saúde.

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