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Saúde
DGS confirma dois casos de contágio por legionella na Maia
Em comunicado enviado às redações ao fim da tarde desta terça-feira, a Direção Geral da Saúde esclarece que, "no âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE), desde novembro de 2016 foram notificados dois casos de doença dos legionários em trabalhadores da Empresa Sakthi Portugal SA, no concelho da Maia".
A informação até agora veiculada e confirmada pela própria DGS dava conta de apenas um caso de legionella num trabalhador da Sakthi naquela data.
"Na sequência da investigação epidemiológica, desde logo conduzida pela Delegada de Saúde daquele concelho, aliás, à luz das boas práticas para situações desta natureza, foi realizado o estudo ambiental na Empresa, que incluiu a colheita de água em vários locais, destinada à pesquisa de bactérias do género Legionella", refere o ponto dois do comunicado.
A DGS refere ainda que "desde logo" foram tomadas as devidas providências, sem esclarecer contudo datas concretas.
O administrador da empresa, Jorge Fesch, assume que foi contactado pela Direção Geral da Saúde em fevereiro, na sequência do caso que afirma ter acontecido em novembro.
As ultimas informações referiam que as autoridades de Saúde só tinham contactado os diretores da Sakhty após a análise de fevereiro a um reservatório da unidade fabril ter dado positivo para a bactéria legionella pneumophila.
O mesmo foi confirmado ao início da tarde à Antena 1 pelo Diretor Geral de Saúde.
Francisco George disse que o caso confirmado segunda-feira foi sinalizado na última semana de fevereiro.
Confrontado com o espaço temporal entre o caso de novembro e a ação da DGS, Jorge Fesch explicou que não foi feita nenhuma participação às autoridades, uma vez ter-se tratado de "um caso único e recuperado".
"Não nos pareceu que nos obrigasse a uma declaração espontânea ou especialmente dirigida porque não sentíamos que tínhamos uma situação de caos ou alarmismo", justificou o presidente do conselho de administração da empresa.
Ana Barros, Manuel Oliveira - RTP
Autarquia informada
Os responsáveis pela DGS afirmam ainda que as autoridades da Maia foram informadas na segunda-feira sobre o que se estava a passar.
"O diretor-geral da Saúde emitiu, no dia 13 de março, uma declaração pública no sentido de informar a população dos procedimentos em curso e justificou a oportunidade em ter solicitado à Inspeção-Geral do Ambiente (IGAMAOT) a inspeção à referida Empresa".
"Durante a madrugada de 14 de março", acrescenta, "inspetores do Ambiente procederam a uma ação de inspeção extraordinária que ainda se encontra a decorrer", estando "a ser tomadas todas as medidas adequadas à situação"."Os cidadãos residentes no concelho da Maia não necessitam de adotar medidas específicas e adicionais", garante a DGS, referindo que "a Direção-Geral da Saúde, em contacto com os serviços de saúde pública locais e regionais, bem como com o Instituto Ricardo Jorge e as Autoridades do Ambiente continuam a acompanhar a evolução da situação."
O vice-presidente da Câmara Municipal criticou dia 13 a DGS por não ter informado a autarquia de "nada".
O comunicado da DGS refere ainda que a presença da legionella nas torres de refrigeração da Sakhti foi confirmada por "análises analíticas ambientais" efetuadas pelo Instituto Ricardo Jorge.
Refere que "a Delegada de Saúde Coordenadora mencionada em 2, em articulação com o Departamento de Saúde Pública do Norte, manteve os administradores da Empresa em causa informados sobre os riscos. Foi, então, suspenso o funcionamento das torres suspeitas, a fim de serem realizados tratamentos químicos de desinfeção".
De novo, o comunicado da DGS é omisso quanto a datas para a suspensão do funcionamento das torres de refrigeração. Refere também que "outros procedimentos técnicos foram implementados para verificação da eficácia dos tratamentos efetuados", sem esclarecer igualmente quando foram estes efetuados.
Outros seis casos
A Direção Geral da Saúde refere outros seis casos de contágio de legionella, além dos dois trabalhadores da empresa, que menciona no início do comunicado, os quais não podem para já, "de acordo com os inquéritos epidemiológicos realizados", ser "associados à mesma fonte".
As análises dos laboratórios do Instituto Ricardo Jorge confirmaram a presença de bactérias da mesma espécie, a "Legionella pneumophila, serogrupo 1 e, também, com o mesmo genótipo ST37 na água de uma das torres de arrefecimento e, até agora, apenas num doente internado com doença dos legionários que, entretanto, teve alta."
Depreende-se que este deverá ser o caso até agora referido pela empresa. Nada é referido quanto ao segundo caso mencionado pela DGS no início do comunicado.
O texto da DGS sublinha que "continuam os trabalhos de investigação analítica no Instituto Ricardo Jorge, tendo em vista confirmar ou infirmar a associação causa e efeito em relação às bactérias de origem ambiental e à doença".
"Na sequência da investigação epidemiológica, desde logo conduzida pela Delegada de Saúde daquele concelho, aliás, à luz das boas práticas para situações desta natureza, foi realizado o estudo ambiental na Empresa, que incluiu a colheita de água em vários locais, destinada à pesquisa de bactérias do género Legionella", refere o ponto dois do comunicado.
A DGS refere ainda que "desde logo" foram tomadas as devidas providências, sem esclarecer contudo datas concretas.
O administrador da empresa, Jorge Fesch, assume que foi contactado pela Direção Geral da Saúde em fevereiro, na sequência do caso que afirma ter acontecido em novembro.
As ultimas informações referiam que as autoridades de Saúde só tinham contactado os diretores da Sakhty após a análise de fevereiro a um reservatório da unidade fabril ter dado positivo para a bactéria legionella pneumophila.
O mesmo foi confirmado ao início da tarde à Antena 1 pelo Diretor Geral de Saúde.
Francisco George disse que o caso confirmado segunda-feira foi sinalizado na última semana de fevereiro.
Confrontado com o espaço temporal entre o caso de novembro e a ação da DGS, Jorge Fesch explicou que não foi feita nenhuma participação às autoridades, uma vez ter-se tratado de "um caso único e recuperado".
"Não nos pareceu que nos obrigasse a uma declaração espontânea ou especialmente dirigida porque não sentíamos que tínhamos uma situação de caos ou alarmismo", justificou o presidente do conselho de administração da empresa.
Ana Barros, Manuel Oliveira - RTP
Autarquia informada
Os responsáveis pela DGS afirmam ainda que as autoridades da Maia foram informadas na segunda-feira sobre o que se estava a passar.
"O diretor-geral da Saúde emitiu, no dia 13 de março, uma declaração pública no sentido de informar a população dos procedimentos em curso e justificou a oportunidade em ter solicitado à Inspeção-Geral do Ambiente (IGAMAOT) a inspeção à referida Empresa".
"Durante a madrugada de 14 de março", acrescenta, "inspetores do Ambiente procederam a uma ação de inspeção extraordinária que ainda se encontra a decorrer", estando "a ser tomadas todas as medidas adequadas à situação"."Os cidadãos residentes no concelho da Maia não necessitam de adotar medidas específicas e adicionais", garante a DGS, referindo que "a Direção-Geral da Saúde, em contacto com os serviços de saúde pública locais e regionais, bem como com o Instituto Ricardo Jorge e as Autoridades do Ambiente continuam a acompanhar a evolução da situação."
O vice-presidente da Câmara Municipal criticou dia 13 a DGS por não ter informado a autarquia de "nada".
O comunicado da DGS refere ainda que a presença da legionella nas torres de refrigeração da Sakhti foi confirmada por "análises analíticas ambientais" efetuadas pelo Instituto Ricardo Jorge.
Refere que "a Delegada de Saúde Coordenadora mencionada em 2, em articulação com o Departamento de Saúde Pública do Norte, manteve os administradores da Empresa em causa informados sobre os riscos. Foi, então, suspenso o funcionamento das torres suspeitas, a fim de serem realizados tratamentos químicos de desinfeção".
De novo, o comunicado da DGS é omisso quanto a datas para a suspensão do funcionamento das torres de refrigeração. Refere também que "outros procedimentos técnicos foram implementados para verificação da eficácia dos tratamentos efetuados", sem esclarecer igualmente quando foram estes efetuados.
Outros seis casos
A Direção Geral da Saúde refere outros seis casos de contágio de legionella, além dos dois trabalhadores da empresa, que menciona no início do comunicado, os quais não podem para já, "de acordo com os inquéritos epidemiológicos realizados", ser "associados à mesma fonte".
As análises dos laboratórios do Instituto Ricardo Jorge confirmaram a presença de bactérias da mesma espécie, a "Legionella pneumophila, serogrupo 1 e, também, com o mesmo genótipo ST37 na água de uma das torres de arrefecimento e, até agora, apenas num doente internado com doença dos legionários que, entretanto, teve alta."
Depreende-se que este deverá ser o caso até agora referido pela empresa. Nada é referido quanto ao segundo caso mencionado pela DGS no início do comunicado.
O texto da DGS sublinha que "continuam os trabalhos de investigação analítica no Instituto Ricardo Jorge, tendo em vista confirmar ou infirmar a associação causa e efeito em relação às bactérias de origem ambiental e à doença".