Hospital do Alto Ave diz que continua a responder às necessidades dos cidadãos
Guimarães, 14 abr (Lusa) - O Centro Hospitalar do Alto Ave (CHAA) vai continuar a "responder adequadamente às necessidades e expectativas" dos cidadãos, garante a administração, salientando que vai demonstrar ao ministério da Saúde que "todas" as valências daquela unidade "são imprescindíveis" à região.
Em comunicado enviado hoje à agência Lusa, o conselho de administração do CHAA refere que as interpretações que estão a ser dadas à Portaria n.º 82/2014, de 10 de abril 2014, que altera o perfil funcional e/ou a área de influência do Centro Hospitalar do Alto Ave (CHAA) levado ao encerramento de sete serviços, estão a criar "incerteza" e "preocupação" nas populações pelo que lembra que o "quadro ainda não está fechado".
Segundo aponta o CHAA, o secretário de Estado da Saúde, Manuel Teixeira, afirmou que "caso se verifique que há especialidades que sejam consideradas necessárias numa unidade, mesmo não estando atribuídas a um determinado hospital na portaria, essa opção pode ser validada através de um despacho do Governo".
Assim, referem os responsáveis pelos hospitais de Guimarães e de Fafe, "o CHAA não deixará de demonstrar que todas as valências que atualmente possui são imprescindíveis à região e que deverão ser mantidas em funcionamento e, quiçá, até mesmo reforçadas".
Por isso, garantem, "o Centro Hospitalar continuará a desenvolver a sua atividade para responder adequadamente às necessidades e expectativas dos cidadãos e manterá os planos de desenvolvimento em curso, incluindo o reforço de Serviços com meios humanos e tecnológicos".
No âmbito da argumentação que enviará ao ministério da Saúde, adianta o texto, o CHAA demonstrará "claramente que tem especificidades que devem ser consideradas e que determinarão que não tenha o mesmo perfil funcional que outros hospitais com menor dimensão e diferenciação".
O conselho de administração realça como argumentos o facto de o CHAA "apresentar áreas de influência indireta, nomeadamente nas áreas de Obstetrícia (por exemplo o Centro de Procriação Medicamente Assistida é referência para mais de 1 milhão de habitantes) e de Tratamento Cirúrgico da Obesidade" e da "área de atracão real ser muito superior à sua área de influência oficial", bem como o facto "de já dispor de todas as especialidades previstas para os hospitais do grupo II (com exceção da Neurocirurgia)".
Segundo aqueles responsáveis estes "são argumentos que certamente não deixarão de ser atendidos pelo Ministério da Saúde, aquando da operacionalização desta Portaria".