Luís Represas
Ep. 40 31 Out 2006
A Bósnia tinha acabado de sair de uma guerra fratricida quando Joaquim Sapinho, nascido no Sabugal em 1964, ali esteve a recolher imagens. Foram-lhe necessários vários anos - a primeira viagem foi em 1996, a segunda em 1998 - para chegar à versão definitiva dos "Diários da Bósnia", o tocante documentário que nunca mostra sangue nem lágrimas mas uma crua destruição e um profundo luto. Entre a desistência de um homem para quem só existe o passado e o sorriso da menina de lenço vermelho que olha encantada para o futuro, Sapinho procura impedir o esquecimento. Nesta entrevista, explica como este filme representa uma porta fechada na sua vida.