Secretário-executivo da CPLP considera "estável" situação política em Moçambique

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O secretário-executivo da CPLP, Murade Murargy, considerou, hoje, "estável" a situação política em Moçambique, pelo que "no momento" o conflito entre ex-guerrilheiros da Renamo e o Governo "não é motivo de preocupação" para a organização lusófona.

Falando aos jornalistas à margem do encontro dos ministros do Interior e Administração Interna da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que decorre em Maputo, Murade Murargy garantiu que a situação da segurança pública em Moçambique "está controlada".

"É uma situação que está controlada, segundo informações que eu tenho", disse o moçambicano.

Os responsáveis pelas pastas do Interior e Administração Interna da CPLP estão hoje reunidos em fórum para discutir a segurança pública e mecanismos de combate ao crime organizado na comunidade lusófona.

Questionado sobre o conflito político-militar, que opõe o principal partido da oposição ao Governo moçambicano e que se saldou na morte de oito pessoas, Murarde Murargy disse esperar que o executivo de Maputo "mantenha a situação como está, estável".

"A situação não está a merecer uma atenção especial a nível dos países de língua portuguesa. Esperamos que o Governo moçambicano mantenha a situação como está, estável. Não é um motivo de preocupação neste momento", afirmou.

No sábado, três civis perderam a vida e um ficou ferido, num ataque a viaturas na mesma zona, que o Governo atribuiu aos ex-guerrilheiros da Renamo, mas que o movimento rejeita com o fundamento de que não ataca alvos civis.

Antes, quatro polícias e um ex-guerrilheiro da Renamo perderam a vida num confronto igualmente no centro do país.

Na quarta-feira, em conferência de imprensa na Serra da Gorongosa, onde reside, o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, garantiu que Moçambique não vai voltar à guerra, mas ameaçou retaliar caso o Governo ataque os antigos guerrilheiros do seu partido.

Hoje, o principal partido da oposição moçambicana, Renamo, vai manter hoje encontros com os ministérios da Defesa e do Interior de Moçambique para discutir o conflito político-militar, um dia depois de manter um encontro com membros do corpo diplomático de países da União Europeia que consideraram o assunto "sério".

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